<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453</id><updated>2012-01-27T13:38:56.295-08:00</updated><title type='text'>Bilhetes de Paris</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>126</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-703315614742569317</id><published>2012-01-27T10:06:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T13:38:56.316-08:00</updated><title type='text'>Navios de cruzeiro ameaçam a Sereníssima</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HhJw9gNVfj8/TyLmwcBPAYI/AAAAAAAABOs/0M520klKjNA/s1600/VENISE+Ao%C3%BBt+2011+0170+%283%29.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rJC09LyqRgE/TyLnTuXfFEI/AAAAAAAABO8/7F9FYrI2BYU/s1600/Venise+Ao%C3%BBt+2011+190+%2816%29.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-rJC09LyqRgE/TyLnTuXfFEI/AAAAAAAABO8/7F9FYrI2BYU/s320/Venise+Ao%C3%BBt+2011+190+%2816%29.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BAzV2N-J8zE/TyLnHbHAeeI/AAAAAAAABO0/bKJHm-9DboQ/s1600/Venise+Ao%C3%BBt+2011+190+%286%29.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-BAzV2N-J8zE/TyLnHbHAeeI/AAAAAAAABO0/bKJHm-9DboQ/s320/Venise+Ao%C3%BBt+2011+190+%286%29.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Leio no « Libération » que a Unesco pede a interdição dos enormes navios que entram na lagoa de Veneza e passam pela Giudecca&amp;nbsp; despejando mais de dois milhões de visitantes por ano na Sereníssima. São mais de 500 mastodontes por ano que ameaçam a fauna e poluem o frágil meio ambiente da cidade. As ondas gigantes que produzem, juntamente com os vaporettos, atingem as fundações da cidade, composta de uma floresta de pilares de madeira. Além do mais, os gases que expelem poluem as fachadas dos palácios e monumentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;A foto foi feita no verão passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HhJw9gNVfj8/TyLmwcBPAYI/AAAAAAAABOs/0M520klKjNA/s1600/VENISE+Ao%C3%BBt+2011+0170+%283%29.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://4.bp.blogspot.com/-HhJw9gNVfj8/TyLmwcBPAYI/AAAAAAAABOs/0M520klKjNA/s320/VENISE+Ao%C3%BBt+2011+0170+%283%29.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; É sempre assustador ver passar tão próximo da Giudecca e do Grande Canal um daqueles monstros broncos que despejam deslumbrados e apressados turistas de um dia no elegante e frágil Patrimônio Mundial da Humanidade. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wwUicfPHNI0/TyLnqu3BlII/AAAAAAAABPE/QiyQ-unesEM/s1600/Venise+Ao%C3%BBt+2011+190+%2838%29.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-wwUicfPHNI0/TyLnqu3BlII/AAAAAAAABPE/QiyQ-unesEM/s320/Venise+Ao%C3%BBt+2011+190+%2838%29.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O diretor de Cultura da Unesco resolveu aproveitar os efeitos da tragédia do Concordia para relançar a campanha de interdição dos gigantes poluidores de Veneza. Giorgio Orsini, prefeito de Veneza, que já batalha há anos contra a ameaça dos grandes navios à&amp;nbsp; sobrevivência da sua cidade, ganhou novo aliado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Cruzeiro no Mediterrâneo… no thanks&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Leio que os navios de cruzeiros são cada vez mais gigantescos. O Titanic tinha o equivalente a 46 mil toneladas, levava 3500 passageiros; o Costa Concordia tinha 112 mil toneladas e capacidade para 3780 passageiros e o Allure of the Seas tem 220 mil toneladas e capacidade para 8400 pessoas! Os ganhos das companhias de navegação com os cruzeiros não vêm apenas do preço das passagens, mas das despesas geradas nos cassinos e nas butiques. E quanto mais gente na verdadeira cidade ambulante, mais dinheiro nos cassinos e nas lojas. Os armadores são capitalistas que oferecem cruzeiros cada vez mais acessíveis para lucrar nos serviços e no comércio mas a segurança que oferecem está longe do ideal. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;« Mesmo nas melhores condições, não se teria como salvar todo mundo em caso de naufrágio de um&amp;nbsp; desses gigantes dos mares », informou recentemente Jacques Loiseau,&amp;nbsp; presidente da Associação francesa de capitães de navios. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Boa informação para quem sonhou se aventurar um dia al mare.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A propósito do capitão Schettino, do Costa Concordia, que fugiu do navio em vez de dirigir a evacuação dos passageiros, sendo severamente repreendido pelo chefe da Capitania dos Portos, De Falco, Alberto Dines escreveu: “O circo brasileiro tem legiões de schettinos e poucos de falcos.&amp;nbsp; Nossos governantes abandonam os cidadãos”. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dignidade e coragem faltou ao capitão Schettino, como falta a nossos politicos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;França : depois da sarkocaína, tratamento de lithium ?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;« Não é o discurso de Hollande que preocupa Sarkozy mas o que o  candidato socialista encarna : uma presidência calma. Depois da  sarkocaína, o tratamento de lithium para a França. Sarkozy tenta  desarmar o antisarkozysmo, o verdadeiro motor da campanha ». A frase é  de um comentário de Christian Salmon sobre o vibrante discurso de  François Hollande no Le Bourget, domingo 22 de janeiro, diante de 20 mil  militantes e dirigentes socialistas entusiasmados. O discurso marcou,  segundo todos os observadores, a decolagem definitiva de Hollande na  campanha e trouxe o desânimo à direita sarkozysta que vê seu campeão em  declínio em todas as pesquisas. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Hollande atacou a tirania do mundo das finanças, defendeu uma&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;França  mais justa e menos voltada para as elites, prometeu proteger os serviços  públicos fundamentais (educação e saúde), alvos do neoliberalismo  sarkozysta,&amp;nbsp; e prometeu impostos mais justos. Os ricos pagarão mais,  disse Hollande claramente. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Salmon é autor do formidável livro “Storytelling”, de 2007, no qual  mostrou, como atualmente a política é escrita por marketeiros como o  roteiro de um filme no qual os politicos devem encarnar um personagem  pré-fabricado e bem desenhado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pérolas de Pelé : Racismo ? Não somos racistas…&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aos&amp;nbsp; 71 anos, o Rei Pelé deu sua primeira entrevista ao jornal Le Monde, em janeiro, de passagem por Zurique. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ao jornalista Mustapa Kessous que perguntou: "O senhor foi o primeiro  negro a tornar-se ministro no Brasil. Problema de racismo? » Pelé  responde: "Isso não existe no Brasil. E também é um absurdo dizer que  existe racismo no futebol, ele é multicolor. Amarelos, negros e  brancos". Pelé conta que só descobriu o racismo nos Estados Unidos,  quando jogou no Cosmos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Essa candura não surpreende quem lembra que o gênio do futebol expressou  em plena ditadura a crença profunda dos ditadores : "O povo brasileiro  não sabe votar".&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Quando o jornalista pergunta : « Que imagem do Brasil vocês querem  mostrar na Copa? », Pelé responde : « O Brasil é a quinta potência  mundial! Mas eu gostaria que houvesse menos pobreza e menos desigualdade  social. Depois da Copa, haverá os Jogos Olimpicos em 2016. O governo e o  povo devem aproveitar desses momentos importantes para modernizar o  país." &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É bom saber que Pelé descobriu a pobreza e a desigualdade social de um dos países mais iníquos do mundo! &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Num momento de pura ingenuidade ele diz que "as famílias dos bairros  pobres e favelas onde havia bandidos estão muito contentes" com a ação  do governo para erradicar o banditismo. Não viu nada a criticar. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Depois de elogiar muito o estilo e as qualidades do jogador Messi, Pelé  responde à pergunta. « Ele é melhor que você? ». « Quando Messi tiver  marcado 1283 gols como eu, quando ele tiver ganho três Copas do mundo,  voltaremos ao assunto ».&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pelé tem plena consciência do seu valor e sempre soube enxergá-lo. Mas não consegue enxergar o racismo brasileiro. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O pior cego…&amp;nbsp; é aquele que não quer ver.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A maman (sem acento)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga francesa, que não prima pela generosidade, para dizer de forma elegante que ela é avarenta como nunca vi ninguém, nos contou uma história que viveu recentemente. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ela queria mandar fazer uma homenagem para o túmulo da mãe. Para isso, procurou uma loja que prepara placas para cemitérios. Ao saber o preço de cada letra quis recuar, horrorizada. A responsável pela loja lhe disse: “Em vez de Pour maman, a senhora pode escrever:&amp;nbsp; À maman. Já economiza algumas letras. Como ela continuava a reclamar do preço, a vendedora sugeriu: “Coloque A maman sem o acento, a senhora economiza mais um pouco”.&lt;br /&gt;Resultado. A mãe da minha amiga recebeu a homenagem mais sucinta da história das lápides francesas. E sem acentos, para ficar mais em conta.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;À toutes les mères, les psychanalystes reconnaissants &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O psicanalista Patrick Faugeras, que tem um grande senso de humor, nos dizia que quando pensa no papel das mães na fabricação dos neuróticos e das neuróticas que vêm vê-lo no consultório tem vontade de propor aos colegas uma homenagem especial dos psicanalistas no dias das mães. Ao ver o filme de Clint Eastwood, “J. Edgar”, descobrimos uma das mais típicas fabricantes de neuróticos em ação. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Seguindo o raciocínio de Faugeras, a frase que pode ser lida na entrada do Panthéon de Paris : "Aux grands hommes, la patrie reconnaissante" seria transformada pelos psicanalistas em placa, na porta dos consultórios: "À toutes les mères, les psychanalystes reconnaissants".&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Sétima arte&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Com “Hugo Cabret” Scorsese realizou um filme emocionante, uma verdadeira declaração de amor ao cinema ao retratar um dos pioneiros da sétima arte, Georges Méliès.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Os franceses, que inventaram o cinema, são o povo mais cinéfilo do mundo, todo mundo sabe. O extraordin&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;rio número de cinemas de Paris _ passando o que de melhor se produz no mundo da sétima arte, além de festivais permanentes de alguns dos melhores diretores mundiais _ faz da capital francesa a cidade mais cinéfila do mundo. Para saber o que está passando, a cada semana, o parisiense precisa comprar um pequeno guia (Pariscop, Officiel des Spectacles ou Télérama) ou se aventurar pela internet. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No ano passado, os franceses compraram 255 milhões de ingressos de cinema, 4,2% mais que em 2010. Somente em 1966 esse número foi superado. Enquanto isso, nos Estados Unidos, a curva é descendente : 2011 teve quase 4% menos de ingressos de cinema vendidos que no ano anterior.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;The Artist&lt;/i&gt;, que já deu a Jean Dujardin um Golden globe pode continuar sua carreira vitoriosa e conquistar alguns Oscars. Não seria nada mau para o cinema francês.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ainda na área cultural, um estudo recente mostrou que 70% dos franceses lêem pelo menos um livro por ano. Mas, comparando-se com a década de 70,&amp;nbsp; os que lêem 20 livros ou mais baixou de 28% a 16%, enquanto os que lêem entre 1 e 10 livros por ano aumentou de 24% a 38%. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nesse relatório sobre a prática cultural dos franceses, quem ganha é o cinema que no ano passado viu o número de espectadores aumentar. Quanto aos jornais, somente 29% dos franceses lêem atualmente um jornal todo dia, contra 55% na década de 70.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Huffington Post também fala francês&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por Leneide Duarte-Plon em 26/01/2012 na edição 678 do Observatório da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Ao assumir a direção do &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt;, em fevereiro do ano passado, Erik Izraelevwicz escreveu um editorial em que dizia que “no campo da informação, a revolução introduzida pela internet não para de modificar o panorama. A experiência do &lt;i&gt;Huffington Post &lt;/i&gt;nos Estados Unidos nos obriga a repensar nosso jornal, a nos situar numa cultura multimídia”. O &lt;i&gt;Huffington Post&lt;/i&gt; americano tem 37 milhões de leitores por mês, o que faz dele o jornal online mais lido do mundo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O &lt;i&gt;Huffington Post&lt;/i&gt; francês foi lançado numa operação de marketing digna das grandes marcas, dia 23 de janeiro, na sede do jornal mais respeitado da França,&lt;i&gt; Le Monde&lt;/i&gt;, que tem 34% do capital do novo jornal online. O jornal vai competir com os bem-sucedidos &lt;i&gt;Rue89&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Mediapart,&lt;/i&gt; criados exclusivamente online, sem versão impressa, por jornalistas oriundos do &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt; e do &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt;, respectivamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Sem censura&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Lançado nos Estados Unidos em 2005, o &lt;i&gt;Huffington Post &lt;/i&gt;superou a versão online do &lt;i&gt;The New York Times&lt;/i&gt; (uma exceção, pois as marcas da imprensa escrita ainda têm um lugar importante entre a mídia online). A versão francesa é totalmente produzida em Paris por uma redação de oito jornalistas (a redação americana tem 200) comandados pela jornalista Anne Sinclair, diretora editorial, que na vida privada é madame Strauss-Kahn.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Além de uma bem-sucedida carreira no jornalismo ela goza de uma quota de popularidade excepcional, tendo sido eleita a mulher do ano em 2011, seguida de Christine Lagarde e Martine Aubry. Anne Sinclair prometeu fazer um jornal tipicamente francês, em harmonia com a cultura do país, e anunciou blogs assinados por grandes personalidades do mundo político e cultural.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O lançamento reuniu um número de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos nunca visto em entrevista coletiva. Mais de 200 profissionais da imprensa foram à sede do Le Monde para conhecer o projeto. A fundadora do Huff Post, Arianne Huffington, veio dos Estados Unidos e apresentou seu novo rebento cercada dos responsáveis pela versão francesa: Louis Dreyfus, presidente do grupo &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt;, Matthieu Pigasse, um dos acionistas do &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt; e presidente da holding &lt;i&gt;Les Nouvelles Editions Indépendantes&lt;/i&gt; (que edita o Huff além da revista impressa &lt;i&gt;Les Inrockuptibles&lt;/i&gt;), David Kessler, diretor do Huff Post francês, Paul Ackermann, redator-chefe.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas parte daquele enxame de profissionais da imprensa se deslocou para ver e ouvir a mulher de Dominique Strauss-Kahn, que garantiu que todos os assuntos vão ser tratados pelo jornal, sem censura ou autocensura – mesmo a suíte do affaire que envolve seu marido, pois sabe separar vida privada da vida profissional.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Duas marcas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Propriedade do grupo AOL desde fevereiro do ano passado, o &lt;i&gt;Huffington Post&lt;/i&gt; foi anunciado por Arianna Huffington como um modelo da informação online, misturando assuntos sérios com a leveza do lazer e da cultura e apresentando “storytellings com emoção e não apenas números e personagens”. Segundo Anne Sinclair, o jornal não é nem de direita nem de esquerda, mas “republicano e humanista”. E pretende ser sério e divertido.&lt;br /&gt;O &lt;i&gt;Huffington Post&lt;/i&gt; francês tem cinco rubricas: eleições presidenciais 2012, economia, internacional, cultura e tendências (que inclui novas tecnologias, arte de viver, moda e lazer).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Apesar de serem parceiras, as duas marcas que se unem no novo jornal – &lt;i&gt;Le Monde &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Huffington Post&lt;/i&gt; – são separadas e as redações totalmente independentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-703315614742569317?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/703315614742569317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=703315614742569317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/703315614742569317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/703315614742569317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2012/01/navios-de-cruzeiro-ameacam-serenissima.html' title='Navios de cruzeiro ameaçam a Sereníssima'/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rJC09LyqRgE/TyLnTuXfFEI/AAAAAAAABO8/7F9FYrI2BYU/s72-c/Venise+Ao%C3%BBt+2011+190+%2816%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-5904047560785682742</id><published>2012-01-10T09:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T02:42:33.319-08:00</updated><title type='text'>Tchin !</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;O millésime de Champagne 2011 é o melhor da história deste vinho depois do millésime 2007. &lt;br /&gt;Aproveitemos e brindemos a 2012 !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pênis em profusão e eretos &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Rr009XgWGBQ/Twx2gkFmNoI/AAAAAAAABOA/muyQCjRVbx8/s1600/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+501.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Rr009XgWGBQ/Twx2gkFmNoI/AAAAAAAABOA/muyQCjRVbx8/s320/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+501.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;“Por que em Pompeia se erguiam esses falos ?” Esse é um título do jornal Le Monde de terça-feira, 10 de janeiro. Uma página inteira de fotos e de uma bela reportagem sobre a extraordinária exposição que o Musée Maillol de Paris dedica a Pompeia. Os falos da exposição, sempre eretos, não me chocaram mas me chamaram a atenção quando visitei a exposição com Samuel, de 13 anos. Chegamos a comentar com naturalidade o fato de estarem sempre em ereção, simbolizando a fertilidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Fiz fotos de um pênis diante na entrada de uma casa em Pompeia. Segundo o guia, o símbolo indicava um bordel.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-q-rKujST8jc/Twx28mBQxRI/AAAAAAAABOI/XH35CvdlNZI/s1600/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+462.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-q-rKujST8jc/Twx28mBQxRI/AAAAAAAABOI/XH35CvdlNZI/s320/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+462.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Mas segundo o Museu Maillol, uma professora teria escrito ao ministro da cultura Frédéric Mitterrand dizendo-se chocada. O diretor das pesquisas arqueológicas explica ao Le Monde : &lt;i&gt;«Pompeia não é a cidade do pecado, a cidade pervertida, uma espécie de Sodoma, castigada pelos deuses. Numa sociedade que não conhecia nem a dúvida, nem o pecado, nem o pudor, nem a malícia típicas de nosso tempo, o sexo era vivido com grande naturalidade »&lt;/i&gt;. Daí o número de pênis eretos nas pequenas estatuetas e em grandes esculturas que podem ser vistas no Musée Maillol até 12 de fevereiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Das ruínas de Pompeia, descoberta no século XVIII, já foram escavados dois terços que representam 1500 casas ou palácios e templos, com mais de 20 mil metros quadrados de afrescos e 2 mil metros quadrados de mosaicos. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas com a crise e a falta de recursos para manter o sítio, muitas paredes de pedra com mais de dois mil anos correm o risco de ruir. Mais de 500 milhões de euros são necessários para manter o perímetro arqueológico e a receita com os ingressos de visitantes em Pompeia arrecada apenas 22 milhões por ano. Uma gota d’água. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Numa escultura que vi no Museu arqueológico de Nápoles falta o pênis de Alessandro Severo (225 d.C.), mas a perda parece compensada pela espécie de cetro que ele tem à mão.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RygWI-HoQLE/Twx3niekHpI/AAAAAAAABOQ/J4uAkRrYI3I/s1600/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+195.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-RygWI-HoQLE/Twx3niekHpI/AAAAAAAABOQ/J4uAkRrYI3I/s320/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+195.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3PsulsJvQnQ/Twx35ITFkfI/AAAAAAAABOY/GPNIg0Dpxmg/s1600/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+197.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-3PsulsJvQnQ/Twx35ITFkfI/AAAAAAAABOY/GPNIg0Dpxmg/s320/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+197.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;(Fotos de Leneide Duarte-Plon)&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Uma bofetada em Le Pen&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;O criador do Front National, Jean-Marie Le Pen, simboliza o racismo e a xenofobia de uma parte da população francesa que detesta negros, árabes e estrangeiros em geral. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por isso, a pesquisa que anualmente aponta a personalidade preferida dos franceses é uma bofetada no velho líder racista e ultra-nacionalista.&amp;nbsp; Publicada em 1° de janeiro 2012, ela informa que os franceses elegeram como personalidades preferidas três símbolos da França que Le Pen detesta : o primeiro colocado é um francês mestiço (o ex-tenista e atual cantor Yannick Noah), o segundo é um francês de origem argelina (o ex-jogador Zinedine Zidane)&amp;nbsp; e o terceiro é um francês negro, de origem africana (o ator Omar Sy, um show de interpretação em Intouchables). Noah e Zidane já estão há vários anos liderando a lista.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Iniciada em 1988, a pesquisa foi muito tempo dominada pelo comandante Cousteau (eleito 20 vezes a personalidade preferida dos franceses) e pelo abade Pierre (16 vezes), fundador de uma obra de caridade extraordinária chamada Emmaüs. A ex-ministra da Saúde Simone Veil, responsável pela lei que legalizou o aborto em 1975, é a quarta colocada. Nicolas Sarkozy é o 49°.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aliás, outro dia ouvi o pai de Sarkozy, Pal Sarkozy, dizer que se seu filho « tivesse 30 cm a mais ele não teria sido levado a se tornar presidente da República ». Ele queria dizer que a ânsia de poder e reconhecimento é uma compensação para o complexo que vem de sua baixa estatura.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Napoléon era baixinho, convém não esquecer.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Bem-vindo à Palestina 2012&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NOSZqO_B9rk/Twx4slwqPzI/AAAAAAAABOg/sXIzcsBd2U8/s1600/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+329.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-NOSZqO_B9rk/Twx4slwqPzI/AAAAAAAABOg/sXIzcsBd2U8/s320/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+329.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;A colonização da Cisjordânia prossegue a passos largos. Israelenses fanáticos que teimam em ignorar as resoluções da ONU acharam um aliado de peso : a indiferença de Barack Obama e da Europa, que torna a criação do Estado Palestino uma miragem. O esfacelamento do território atribuído pela ONU em 1947 para a criação do Estado Palestino é uma realidade que interessa muito pouco atualmente à mídia, ofuscada pela primavera árabe.&lt;br /&gt;Foto 329&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um apelo chamado Bem-vindo à Palestina 2012 (Bienvenue en Palestine 2012) foi lançado por personalidades como Desmond Tutu (bispo sul-africano e Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o apartheid), Noam Chomsky (Linguista e filósofo americano),&amp;nbsp; Jean Ziegler (vice-presidente do Advisory Committee do Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos), da rabina Lynn Gottlieb (Shomer Shalom Network for Jewish Nonviolence) e de Bruce Katz (PAJU: Palestininos e Judeus Unidos, Canada) entre muitos outros nomes de ativistas judeus e palestinos. Eis o texto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;« Nós, signatários do presente, aderimos ao apelo Bem-vindo à Palestina, que visa a permitir aos defensores dos direitos humanos e dos direitos nacionais do povo palestino viajar livremente à Palestina em abril de 2012. Hoje, não há outra forma de entrar na Palestina senão passando por postos de controle israelenses. Israel fez da Palestina uma prisão gigante, mas desde quando prisioneiros não podem nem mesmo receber visitas ? Bem-vindo à Palestina 2012 vai de novo contestar a política israelense de isolamento da Cisjordânia, no momento em que colonos paramilitares e o exército cometem crimes contra uma população civil palestina sem defesa. Fazemos um apelo aos governos para defender os direitos dos palestinos de receber visitas e o direito de todos os cidadãos desses governos de visitarem livremente a Palestina. Os participantes da missão Bem-vindo à Palestina 2012&amp;nbsp; pedem que seja possível transitar pelo aeroporto de Tel Aviv sem problemas afim de se dirigirem à Cisjordânia onde são esperados para participarem de um projeto dedicado ao direito à educação para todas as crianças palestinas ».&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Perigo : Facebook&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A&amp;nbsp; policia francesa acaba de prender um jovem, suspeito do assassinato da namorada. Ele esteve foragido por países que não têm acordo de extradição com a França e resolveu voltar ao território francês para esquiar. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cometeu, porém, um grave erro. Anunciou em sua página do Facebook e quando chegou ao aeroporto a polícia o esperava e o conduziu detido para início de um processo que não aconteceu antes porque não havia provas do crime e o rapaz sempre se declarou inocente. O pai da vítima nunca se convenceu de que o ex-namorado não seria o verdadeiro assassino e continuou a investigação. Obteve novas provas e testemunhas e agora a Justiça francesa vai finalmente julgar o acusado do crime.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tudo por causa de uma indiscrição. As pessoas que têm uma página Facebook se comprazem em contar o que vão fazer ou fizeram. Como se o cotidiano e os pequenos prazeres individuais pudessem interessar à humanidade. A web é um depósito de narcisismos incontroláveis. E, dessa forma, Facebook tornou-se o maior delator da história da humanidade ! Há todos os dias histórias de empregadores que usam as informações para julgar seus empregados potenciais. Os riscos de Facebook são enormes. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Para quem não conhece o risco de controle das informações que circulam nesse big brother aconselho o testemunho de um jovem advogado alemão. Assustador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ObbiBeXevkE"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ObbiBeXevkE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Tributo à honestidade de Madame Carriou&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Minha bolsa foi roubada quando me sentei para tomar um chocolate numa das deliciosas varandas de café de Paris. Coloquei a bolsa na cadeira ao lado e comecei a tomar notas para um texto que ia escrever. Uma pessoa sentou-se ao lado e no mesmo momento se levantou e saiu correndo com minha bolsa. Era um jovem magro, com aparência de cigano (romeno). Corri pedindo socorro mas o ladrão escapou e sumiu numa rua movimentada. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Começava para mim um calvário que ainda não teve fim. Tinha acabado de voltar do Brasil e ainda estava com todos os documentos brasileiros na bolsa, além da carteira de identidade, título de eleitor e cartões de créditos franceses, i-phone e mil e uma coisas importantes como as chaves de casa. Além de 300 euros que acabara de pegar num caixa eletrônico. No mesmo momento do roubo, voltei em casa depois de ligar para meu marido para ele ir abrir a porta de casa. Peguei nova bolsa, o passaporte francês que escapou do roubo porque estava em casa, e me dirigi à delegacia mais próxima. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não sem antes pegar em casa 250 euros em notas de 50 e enfiar num bolso no alto da blusa. Depois de ter em mãos o documento da delegacia para todas as providências administrativas, voltei para casa. Entro no elevador e vejo um recado escrito por uma vizinha dizendo que encontrara dinheiro no elevador (sem precisar a quantia) e que o dono poderia lhe telefonar para receber o dinheiro. Procuro meus 250 euros e nada ! Depois do roubo da bolsa, era a segunda perda importante no mesmo dia. Ligo para a vizinha e lhe digo que perdera 250 euros em notas de 50 e ela me responde, « pode vir pegar ». Foi exatamente o que ela achara, cinco notas de 50 euros. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Perturbada com o roubo dos documentos, ao sair para a delegacia,&amp;nbsp; pensei que colocava no bolso da blusa e o dinheiro caiu no elevador sem que eu percebesse. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Se todas as pessoas que encontram 250 euros num elevador tivessem a preocupação de escrever um bilhete avisando ao possível proprietário, o mundo seria muito melhor.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Golgota Picnic&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O título da peça já é uma provocação. Sem terem visto a peça, os católicos integristas a julgaram « cristianofóbica ». Na entrada do teatro, cartazes espalhados por todo o hall diziam : &lt;b&gt;« On ne vous empêche pas de croire, vous ne nous empêcherez pas de penser » (Não impedimos vocês de crer, vocês não nos impedirão de pensar).&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A iconoclasta e poética Golgota Picnic passou por Paris, no Théâtre du Rond Point, como parte da programação&amp;nbsp; do Festival de Outono. O espetáculo já tinha sido apresentado em Toulouse sob protestos dos tradicionalistas católicos que a julgaram herética sem tê-la visto, como habitualmente. Dois homens foram presos tentando sabotar o sistema de alarme do teatro. Um aparato policial em torno do teatro esteve presente todas as noites de apresentação, de 8 a 17 de dezembro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;A peça do espanhol-argentino Rodrigo García desperta novamente a polêmica em torno da figura de Jesus Cristo, depois de "Sobre o conceito de rosto do filho de Deus", do italiano Romeo Castellucci&amp;nbsp;&amp;nbsp; (comentada anteriormente neste blog). &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O Cardeal de Paris André Vingt-Trois convidou os católicos&amp;nbsp; a uma vigília de preces na&amp;nbsp; Notre-Dame de Paris para protestar contra a peça que para ele « é um insulto a Jesus Cristo na cruz ».&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A peça&amp;nbsp; de Garcia, dura duas horas e meia mas não se limita a criticar a civilização ocidental-cristã. Os atores são verdadeiras metralhadoras giratórias atirando em todas as direções. Numa das cenas, os cinco atores cantam em português Cálice, a maravilhosa canção de Chico Buarque. Os quatro atores da peça e a única atriz são porta-vozes do talentoso diretor e autor Rodrigo García, que segundo li passa parte do ano na Bahia. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;“Em verdade vos digo, quem não tem senso de humor não entendeu nada da vida”, diz um deles. A última hora do espetáculo é um recital do premiado pianista Marino Formenti, tocando totalmente nu a peça de Haydn “Sete últimas palavras de Cristo”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O fim de uma era&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por Leneide Duarte-Plon em 27/12/2011 na edição nº 674 do Observatorio da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Sempre foi e sempre será uma triste tarefa a de noticiar o fim de um jornal. Foi duro para os jornalistas brasileiros verem a lenta decadência do Jornal do Brasil, seu desaparecimento na versão impressa, assim como foi penoso este mês para os jornalistas franceses verem chegar ao fim o France-Soir depois de 67 anos presente no panorama midiático francês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Libération deu capa e a matéria principal de quatro páginas com a história do legendário France-Soir, além de uma análise da situação atual da imprensa francesa e das perspectivas futuras. No editorial assinado, Nicolas Demorand, diretor de Libération, escreveu que “o jornalismo da imprensa escrita é um esporte de combate” parafraseando o documentário sobre Pierre Bourdieu, A sociologia é um esporte de combate, de Pierre Carles. Como o brasileiro, o jornal francês vai manter sua versão online. Na França, France-Soir é o primeiro jornal impresso a parar de circular mantendo a versão online.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;France-Soir fora comprado pelo milionário russo Alexandre Pougatchev, de 23 anos, em 2009, por 65 milhões de euros. O pai do jovem é um oligarca próximo de Vladimir Putin e já comprara o gigante da alimentação de luxo francês Hédiard. Mas tendo acumulado um prejuízo em 2010 de 31 milhões de euros, Pougatchev resolveu parar de perder dinheiro com a crescente perda de publicidade e de leitores. A equipe de 130 jornalistas que fazia o jornal impresso foi reduzida a 32 profissionais e o jornal passou a ter apenas uma versão online.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O fim da imprensa como a conhecemos&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Criado em 1944 por Robert Salmon e Philippe Viannay, France-Soir é o diário que se originou do jornal clandestino da resistência contra os nazistas, Défense de la France, também fundado pelos dois jornalistas. Na época áurea de Pierre Lazareff, que comprara o jornal de seus fundadores, o jornal chegou a vender 1 milhão de exemplares diários.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O sociólogo Jean-Marie Charon, especialista da mídia, estima que essa tendência de passar do impresso ao web vai continuar na França. Os jornais La Tribune e L’Humanité podem seguir o mesmo caminho de France-Soir e passar a circular unicamente online. Nos Estados Unidos, onde a tendência ao fechamento dos jornais impressos é crescente, a imprensa diária já suprimiu 10 mil empregos desde 2007. Segundo o jornal Le Parisien, outro diário que migra lentamente para a internet, dois terços dos franceses se informa hoje pela internet.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Jean-Marie Charon arrisca uma profecia de especialista. Segundo ele, os cotidianos vão cada vez mais migrar para a internet. Alguns jornais manterão uma versão impressa apenas alguns dias da semana; outros, apenas um dia por semana. Ligados dia e noite no smartphone, no rádio e na TV, os leitores não têm mais tempo de ler um jornal impresso todo dia. E as novas gerações não formaram o hábito da relação sensorial, indispensável para alguns, do leitor com o papel do jornal.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sem dúvida, o desaparecimento de uma geração que ainda compra ou assina um ou mais jornais diários marcará o fim da imprensa como nós a conhecemos.&lt;br /&gt;***&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-5904047560785682742?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/5904047560785682742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=5904047560785682742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/5904047560785682742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/5904047560785682742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2012/01/tchin.html' title='Tchin !'/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Rr009XgWGBQ/Twx2gkFmNoI/AAAAAAAABOA/muyQCjRVbx8/s72-c/Naples+et+Pomp%25C3%25A9i+501.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-4002621986095691828</id><published>2011-11-28T07:54:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T22:58:45.710-08:00</updated><title type='text'>SERENÍSSIMA VENEZA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TjaQG1Oe0WQ/TtOpYY7ETHI/AAAAAAAABLY/vhCL9d2YwcU/s1600/DIJON+Ao%25C3%25BBt+2011+034+%25286%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-TjaQG1Oe0WQ/TtOpYY7ETHI/AAAAAAAABLY/vhCL9d2YwcU/s320/DIJON+Ao%25C3%25BBt+2011+034+%25286%2529.JPG" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #c0504d; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O crítico de arte e ex-diretor do Musée Picasso de Paris, Jean Clair, não gosta de arte contemporânea, que escreve entre aspas. Não foi visto em Veneza, que neste verão estava mais bonita, mágica e mais misteriosa que nunca. A cidade dos doges, onde Mitterrand passava parte do verão todos os anos com Mazarine e Anne Pingeot, é uma eterna fonte de descobertas e alumbramento. Redescobrir Veneza com o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Dictionnaire amoureux de Venise&lt;/i&gt; de Philippe Sollers foi um dos prazeres do mês de agosto, que passamos sempre na Itália, a menos que o Brasil se imponha por motivos de força maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Em Veneza, um concerto de um grupo de música de câmara tocando «&amp;nbsp;As quatro estações&amp;nbsp;» de Vivaldi dentro de uma igreja é uma garantia de que a viagem já valeu a pena. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Um jantar no restaurante do Hotel Monaco &amp;amp; Grand Canal é um programa romântico e chique. &lt;/span&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A evitar os passeios de gôndola tão caros a americanos e japoneses. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dSlPchXoChI/TtOqIgKFxCI/AAAAAAAABLg/FJnK4doXOig/s1600/Venise+-+BIENNALE+Ao%25C3%25BBt+2011_0139+%252816%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-dSlPchXoChI/TtOqIgKFxCI/AAAAAAAABLg/FJnK4doXOig/s320/Venise+-+BIENNALE+Ao%25C3%25BBt+2011_0139+%252816%2529.JPG" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-w7AEbEDU0NM/TtOqkNaZFZI/AAAAAAAABLo/cSDbZZh5ktQ/s1600/Venise+-+BIENNALE+Ao%25C3%25BBt+2011_0139+%252819%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://4.bp.blogspot.com/-w7AEbEDU0NM/TtOqkNaZFZI/AAAAAAAABLo/cSDbZZh5ktQ/s320/Venise+-+BIENNALE+Ao%25C3%25BBt+2011_0139+%252819%2529.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Na &lt;b&gt;Bienal de Veneza&lt;/b&gt; deste ano havia muitas obras, muitos artistas mas raros os que realmente diziam algo de novo. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Entre eles, o suíço Thomas Hirschhorn, com sua instalação &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Crystal of Resistance&lt;/i&gt;, que tem essa pretensão.&amp;nbsp;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;«&amp;nbsp;Com essa obra quero criar uma forma que permita pensar algo que não existe, algo novo, inesperado. Com essa forma quero criar uma verdade que resiste aos fatos, às opiniões, aos comentários&amp;nbsp;», escreveu na apresentação de sua obra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GfwtsH09uz8/TtOrBMVsZBI/AAAAAAAABLw/8h47xCYzN7s/s1600/Venise+-+BIENNALE+Ao%25C3%25BBt+2011_0139+%252822%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://4.bp.blogspot.com/-GfwtsH09uz8/TtOrBMVsZBI/AAAAAAAABLw/8h47xCYzN7s/s320/Venise+-+BIENNALE+Ao%25C3%25BBt+2011_0139+%252822%2529.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A instalação dele ocupava um espaço muito grande, caótico. Tem o mérito de não deixar o espectador indiferente. Provoca, incomoda. Será isso o novo&amp;nbsp;? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;… e a Bienal de Lyon&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4Vc6zEoBeCQ/TtOrdxIiQpI/AAAAAAAABL4/XZjhpc6ar74/s1600/Biennale+de+Lyon+etc+008.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-4Vc6zEoBeCQ/TtOrdxIiQpI/AAAAAAAABL4/XZjhpc6ar74/s320/Biennale+de+Lyon+etc+008.JPG" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Lyon, na França, organizou este ano a estupenda, soberba 11a Bienal. Com o título «&amp;nbsp;Une terrible beauté est née&amp;nbsp;» (Uma terrível beleza nasceu), dos versos do poeta inglês Yeats, a Bienal de Lyon nos fez viajar em obras de artistas do mundo todo, sob a curadoria de Victoria Noorthoorn, uma argentina que num só sobrenome consegue ter quatro O. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZchrSH0asdU/TtOsxzd5jbI/AAAAAAAABMA/80cOtPpuZOM/s1600/Biennale+de+Lyon+etc+001.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZchrSH0asdU/TtOsxzd5jbI/AAAAAAAABMA/80cOtPpuZOM/s320/Biennale+de+Lyon+etc+001.JPG" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A Bienal de Lyon, louvada em prosa e verso por toda a imprensa francesa, sem nenhuma conotação de chauvinismo pois os artistas franceses brilham pela ausência, pode ser vista até &amp;nbsp;31 de dezembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Na Bienal de Lyon, brilham os brasileiros Cildo Meireles, que ocupa todo um andar do Musée d’Art Contemporain com uma obra incrível (FOTOS) chamada «&amp;nbsp;La Bruja&amp;nbsp;», feita de milhares de metros fios de lã preta. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;No pavilhão chamado Sucrière, uma sala especial homenageia Arthur Bispo do Rosário com diversas obras e é a única sala onde não se pode fazer fotos. &lt;/span&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Os poemas de Augusto de Campos (FOTO) estão salpicados em diversas paredes da Sucrière. A brasileira Daniela Thomas também está presente na Bienal com a mise en scène de uma obra de Beckett,&amp;nbsp; &amp;nbsp;«&amp;nbsp;Breath&amp;nbsp;». &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_YJs7CGwSEY/TtOtN91KfJI/AAAAAAAABMI/vqjzYsO5AH0/s1600/Biennale+de+Lyon+etc+027.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://4.bp.blogspot.com/-_YJs7CGwSEY/TtOtN91KfJI/AAAAAAAABMI/vqjzYsO5AH0/s320/Biennale+de+Lyon+etc+027.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gBSKnYzFBM4/TtOtqUdyfaI/AAAAAAAABMQ/n8nHvWwoGzA/s1600/Biennale+de+Lyon+etc+031.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Na Bienal de Lyon descobri o trabalho de três grandes artistas&amp;nbsp;: o polonês Robert Kusmiroski com sua obra &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Stronghold&lt;/i&gt;, (FOTO) &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gBSKnYzFBM4/TtOtqUdyfaI/AAAAAAAABMQ/n8nHvWwoGzA/s1600/Biennale+de+Lyon+etc+031.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://4.bp.blogspot.com/-gBSKnYzFBM4/TtOtqUdyfaI/AAAAAAAABMQ/n8nHvWwoGzA/s320/Biennale+de+Lyon+etc+031.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; o peruano Fernando Bryce, com a crônica de uma memória coletiva, um trabalho extraordinário sobre a vertiginosa passagem do tempo e de fatos que se acumulam em jornais, e a tcheca Eva Kotatkova, que em obras terrivelmente perturbadoras critica a formatação de cérebros pela escola. Grandes descobertas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;Danielle Mitterrand, a eterna indignada&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;É a história de uma dama, uma grande dama, que morreu aos 87 anos. Uma dama que sempre detestou o epíteto de «&amp;nbsp;première dame&amp;nbsp;». O papel de «&amp;nbsp;dame patronesse&amp;nbsp;» não era o seu. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;Depois que Stéphane Hessel publicou &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Indignez-vous&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;, best-seller planetário que vendeu mais de 2 milhões de exemplares somente na França e deu origem ao movimento mundial dos indignados, a resistência e o engajamento ganharam novo adjetivo. «&amp;nbsp;Indignado&amp;nbsp;» é o novo resistente. O adjetivo designa os que resistem à ditadura do mercado que gera desemprego, precariedade e aprofunda as desigualdades entre ricos e pobres. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;Danielle Mitterrand foi indignada a vida toda. Primeiramente, como resistente numa rede da Resistência francesa, arriscando a vida para combater os ocupantes nazistas na França. Na Resistência, aos 17 anos, ela conheceu François Mitterrand, o «&amp;nbsp;capitaine Morland&amp;nbsp;».&amp;nbsp; Ambos atuavam com nomes de guerra. Logo depois se casaram e Danielle continuou sendo «&amp;nbsp;a consciência de esquerda&amp;nbsp;» de François Mitterrand, como reconhecem os amigos socialistas. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;Danielle Mitterrand sempre teve vida própria e nunca foi uma sombra do marido. Ao contrário. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;Quando ele era presidente (de 1981-1995) criou dificuldades para o Quai d’Orsay por seus engajamentos internacionais em favor dos kurdos, da libertação do Tibet, do Front Polisario no Marrocos, do movimento do comandante Marcos, no México. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;Chegou a escapar de um atentado no Kurdistão que matou diversos de seus colaboradores. Foi uma indignada de todas as lutas contra a opressão e pela liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;A última causa de Danielle Mitterrand foi a luta pelo direito de todo ser humano ter acesso à água potável. Para isso, enfrentou interesses de multinacionais poderosas que querem transformar a água em um produto como outro qualquer. Em 1986, Danielle Mitterrand criou a Fundação France-Libertés que atua no mundo inteiro, inclusive no Brasil, em defesa de quase um bilhão de pessoas que não têm acesso à água potável. Ela esteve presente em todos os encontros do Forum Social Mundial para defender o direito de todo ser humano a esse bem que ela queria ver inscrito como um direito fundamental de todo ser humano. A indignada Danielle participou da criação da cadeira de direitos humanos da UNB, juntamente com o senador Cristovam Buarque. Este ano ela se encontrou em Paris com o chefe Raoni para apoiá-lo na luta contra a barragem de Belo Monte.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;A vida pessoal de François Mitterrand e Danielle foi a de um casal que se amou e se respeitou sempre. Na década de 60, firmaram um compromisso&amp;nbsp;: cada um teria vida privada independente mas o casal se manteria unido. Esse era o pacto que tinham quando o ex-ministro e deputado Mitterrand foi eleito presidente da República em 1981. Danielle tinha um companheiro, um professor de educação física, ele teve diversas relações. De uma delas, nasceu Mazarine, que o presidente reconheceu. Danielle participou da cerimônia do enterro de Mitterrand com seus dois filhos, tendo Mazarine entre os dois irmãos. Anne Pingeot, companheira de Mitterrand e mãe da jovem Mazarine estava na segunda fila, discretamente vestida de preto. As cenas do enterro mostraram aos franceses a dignidade e a classe de Danielle que abraçou Mazarine diante das câmeras do mundo todo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 200%;"&gt;Danielle foi enterrada onde nasceu, em Cluny, cidade medieval conhecida por sua Abadia monumental de extraordinária beleza. Mazarine, filha de François Mitterrand com Anne Pingeot, foi a Cluny para a cerimônia do enterro da viúva de seu pai. E foi emocionada que lançou uma rosa vermelha no túmulo de Danielle, eterna combatente, que viveu 87 anos indignada com as desigualdades e engajada nas lutas pelos direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 200%;"&gt;DSK e a teoria do complô&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Todos os que acompanham de perto na imprensa francesa o que se chama «&amp;nbsp;l’affaire DSK&amp;nbsp;» pensavam que com as revelações do caso do hotel Carlton de Lille em que o nome do ex-diretor do FMI aparece como consumidor de uma rede de prostituição, tínhamos chegado ao fim das revelações bombásticas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas neste fim de semana, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Le Monde&lt;/i&gt; revela que um jornal americano levanta a tese de um possível complô contra o ex-candidato às eleições primárias socialistas. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Seu telefone celular Blackberry teria sido grampeado e, mistério, desapareceu sem nunca ter sido encontrado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A tese do complô pode estar sendo montada pelos advogados de defesa com a cumplicidade de um jornalista de investigação para desacreditar de vez a causa de Naffissatou Dialo, que prossegue uma ação civil contra DSK na Justiça americana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Na França, a Justiça continua a investigar a rede de prostituição de Lille e os SMS de DSK confirmando com amigos festas com prostitutas em diversas cidades, inclusive Paris e Washington. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quem fala e compreende bem francês e quer entender como Dominique Strauss-Kahn foi parar na história sórdida de uma rede de prostituição de luxo de Lille pode abrir o site e ver um infográfico sonoro que explica tudo&amp;nbsp;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 200%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;a href="http://abonnes.lemonde.fr/societe/infographie/2011/11/22/comprendre-l-affaire-du-carlton-en-trois-minutes_1607248_3224.html#ens_id=1588607"&gt;http://abonnes.lemonde.fr/societe/infographie/2011/11/22/comprendre-l-affaire-du-carlton-en-trois-minutes_1607248_3224.html#ens_id=1588607&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #c0504d; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Cézanne e Paris&amp;nbsp;» e «&amp;nbsp;A aventura dos Stein&amp;nbsp;»&amp;nbsp;: um gênio de volta à cidade que o consagrou&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Leneide Duarte-Plon, de Paris (publicado na revista Carta Capital)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;«&amp;nbsp;Cézanne é o pai de todos nós&amp;nbsp;», afirmava Picasso, que sabia o que dizia. O catalão era um admirador incondicional do artista que deixou sua Aix-en-Provence natal para se instalar em Paris em 1861, aos 22 anos. A frase é também atribuída a Matisse pelo escritor e colecionador Leo Stein, o que prova que ambos reconheciam em Paul Cézanne um precursor e um mestre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Naquela segunda metade do século XIX, mais que hoje, quem tinha pretensão de se tornar artista precisava frequentar seus pares, respirar o ar da capital. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O jovem Cézanne trabalhava no banco do pai e morria de tédio. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para ser&amp;nbsp; pintor era preciso ir para Paris, umbigo do mundo, onde Émile Zola, colega de Cézanne no ginásio de Aix, já se instalara. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Amigo, colecionador e incentivador do artista, o escritor foi retratado em diversos quadros, dois dos quais dois estão na exposição «&amp;nbsp;Cézanne et Paris&amp;nbsp;»,&amp;nbsp; mostra excepcional recém-inaugurada no Musée du Luxembourg, que pode ser vista até 26 de fevereiro. São 79 obras, 77 de Cézanne, uma de Armand Guillaumin e uma de Pierre Bonnard. Entre as obras de Cézanne expostas, todas foram pintadas em suas diferentes temporadas parisienses e estão espalhadas por museus e coleções particulares do mundo inteiro. Duas delas, «&amp;nbsp;Paul Alexis lendo para Emile Zola&amp;nbsp;» e «&amp;nbsp;O negro Cipião&amp;nbsp;», vieram do MASP de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em Paris, onde passou a metade de sua vida artística, Cézanne frequentou a Académie Suisse, de Charles Suisse, onde posavam modelos vivos masculinos e femininos. Mas além do atelier com os modelos, o pintor precisava da proximidade do Louvre, onde ia com frequência se impregnar da beleza e da técnica dos grandes mestres. No templo da arte parisiense, Cézanne desenhava em seus carnets cópias de Delacroix, Poussin, Rembrandt. Ele se inspira no movimento e na cor de Rubens, Véronèse, Ticiano e Signorelli.&amp;nbsp; «&amp;nbsp;O Louvre é o livro onde aprendemos a ler&amp;nbsp;» escreveu um ano antes de sua morte, em 1906. A única obra que Cézanne conservou toda a vida foi uma aquarela de Delacroix, que considerava&amp;nbsp; «&amp;nbsp;o grande mestre&amp;nbsp;». &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;No entanto, nenhum ícone da capital foi imortalizado por Cézanne em suas diversas temporadas parisienses, que ele alternava com viagens pela região de Aix-en-Provence, onde pintou soberbas paisagens da montanha Sainte Victoire. Não pintou Notre Dame, não se interessou senão em poucos quadros por uma rua de Montmartre ou pelos tetos de Paris. «&amp;nbsp;Cézanne nunca se tornou um parisiense. Ele não construiu laços afetivos com a cidade que lhe é indispensável mas estrangeira. Ele nunca fez um retrato emblemático da cidade, ao contrário de outros artistas de sua geração&amp;nbsp;», escreve a curadora da exposição Maryline Assante di Panzillo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas o artista se interessava pela região em torno de Paris, que retratou magnificamente&amp;nbsp;: Fontainebleau, as margens do Sena, do rio Oise ou do rio Marne. Com o amigo e pintor impressionista Pissarro, ele se instala mais de um ano em Auvers-sur-Oise. Depois, acompanha o pintor e amigo Armand Guillaumin a Issy-les-Moulineaux e adota a técnica divisionista de seus colegas que serão chamados de «&amp;nbsp;impressionistas&amp;nbsp;». «&amp;nbsp;Quando passa um ano sozinho em Melun, perto de Paris, em 1879-1880 e pinta «&amp;nbsp;Le Pont de Maincy&amp;nbsp;» (A ponte de Maincy), Cézanne encontra seu caminho. Ele fará do impressionismo, que depois abandona, uma arte sólida e durável&amp;nbsp;», ressalta a curadora. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na exposição, pode-se admirar um quadro de Guillaumin ao lado da cópia feita por Cézanne. O primeiro pintou as margens do Sena em&amp;nbsp; «&amp;nbsp;Le Quai de Bercy&amp;nbsp;». Cézanne refaz a mesma cena com um tratamento «&amp;nbsp;impressionista&amp;nbsp;» no quadro «&amp;nbsp;La Seine à Bercy&amp;nbsp;». Um deleite para os admiradores do artista. A curadora analisa&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Cézanne não copia, ele toma emprestado ao amigo um motivo e o interpreta à maneira «&amp;nbsp;construtivista&amp;nbsp;» que está elaborando&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Quando, em 1895, Cézanne faz sua primeira exposição individual, na galeria de Ambroise Vollard, já era um pintor conhecido e respeitado por seus pares, mas o artista não deixa Aix-en-Provence para vir a Paris. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;No mesmo ano, é o marchand Vollard quem faz a viagem ao sul para visitar Cézanne. Em 1894, Monet organizara uma recepção em homenagem a Cézanne, em Giverny, na presença de Clemenceau, Rodin e do crítico Gustave Geffroy. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em 1898 e 1899, Cézanne realiza duas novas exposições na galeria de Ambroise Vollard. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas até alcançar a glória de ter uma sala inteira do Salon d’Automne dedicada à sua obra, em 1904, o inspirador de Picasso e de Matisse teve quadros recusados em oito Salões parisienses, de 1865 a 1876. Cézanne estava em boa companhia&amp;nbsp;: Manet foi recusado em 1866 e, em 1867, além das duas telas de Cézanne recusadas, o júri recusou outras de Guillemet, de Sisley, de Bazille e de Renoir. Apesar de ser no Salão de Outono e no Salão dos Independentes que os novos artistas podiam mostrar obras modernas, o academicismo imperava no establishment e as obras de Picasso, Cézanne, Matisse, Monet, Degas e Gauguin ainda causavam escândalo.&amp;nbsp; Daí a importância do Salon des Refusés, criado para mostrar obras de vanguarda recusadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nessa Paris do início do século XX, os irmãos Stein, Leo, Gertrude e Michael, além da mulher deste, Sarah, vindos de São Francisco, descobrem em 1903 uma efervecência cultural e artística que vão viver, incentivar e divulgar. A exposição «&amp;nbsp;L’aventure des Stein&amp;nbsp;: Matisse, Cézanne, Picasso…&amp;nbsp;», que pode ser vista até 16 de janeiro de 2012 no Grand Palais, conta a fabulosa história da coleção de arte de quatro americanos ricos, que se instalam em Paris onde se tornam colecionadores e incentivadores de artistas desconhecidos como Picasso e Matisse, que estavam inventando a arte moderna. Como Gertrude explica a Hemingway _ que frequentou open houses que ela promovia na Rue de Fleurus, onde artistas, escritores e colecionadores passavam para ver a coleção, falar de arte e encontrar a fina flor da vanguarda parisiense&amp;nbsp; _ comprar quadros era para ela e seus irmãos uma prioridade que vinha antes de tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Os estudiosos e apreciadores de Cézanne têm a oportunidade extraordinária de ver nas duas mostras mais de oitenta quadros do artista, pertencentes a museus do mundo todo e a coleções particulares: são 77 obras na exposição do Musée du Luxembourg e outras 9 que fizeram parte da fantástica coleção Stein, na mostra do Grand Palais, que reúne 248 pinturas, esculturas, desenhos, litografias, impressos e fotografias. Um dos textos da exposição informa que&amp;nbsp;a descoberta de Cézanne por Leo Stein, que veio para Paris para se tornar artista, foi uma «&amp;nbsp;revelação&amp;nbsp;»&amp;nbsp;que questionou «&amp;nbsp; tudo o que ele pensava saber sobre a pintura&amp;nbsp;». Seu irmão Michael e sua mulher Sarah se tornam amigos de Matisse, de quem adquirem grande número de quadros. Graças ao casal, a obra do artista é exposta nos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E_KIdCdDJQ0/TtOuQ5S7IfI/AAAAAAAABMY/dw9vbwsmHQ4/s1600/27%252C+Rue+de+Fleurus+011.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-E_KIdCdDJQ0/TtOuQ5S7IfI/AAAAAAAABMY/dw9vbwsmHQ4/s320/27%252C+Rue+de+Fleurus+011.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Iniciada por Leo, Gertrude frequenta os salões de arte parisienses e descobre Cézanne. Como Picasso, de quem se torna amiga, colecionadora e incentivadora, Gertrude tem verdadeira veneração pelo mestre de Aix-en-Provence de quem adquire «&amp;nbsp;Portrait de Madame Cézanne à l’éventail&amp;nbsp;» (Retrato de Madame Cézanne com leque). Ela conta que foi admirando esse quadro que escreveu&amp;nbsp; «&amp;nbsp;Three lives&amp;nbsp;». Gertrude dizia que queria escrever como Cézanne e Picasso pintavam. Para isso, ela tentava subverter a sintaxe, como Picasso subverteu a pintura e, inspirando-se de Cézanne, criou o cubismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Depois de ver as duas exposições, ler tudo o que curadores e críticos escreveram sobre os fabulosos colecionadores que foram os Stein, sobre os artistas que frequentavam os salões de Gertrude, Leo, Michael e Sarah, sobre a fabulosa aventura existencial daqueles americanos cultos e refinados, sofisticados e loucos na Paris do início do século XX, um programa urgente se impõe&amp;nbsp;: rever «&amp;nbsp;Midnight in Paris&amp;nbsp;», reler «&amp;nbsp;Paris é uma festa&amp;nbsp;» e ler a obra de Gertrude Stein. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 200%;"&gt;Sobre o conceito de rosto do filho de Deus&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m2ckGjy27n8/TtOuk06vrbI/AAAAAAAABMg/ynpEcyyY0ro/s1600/SUL+CONCETO+DI+...+regarding+the+Son+of+God+2%252C+%25C2%25A9+Klaus+Lefebvre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-m2ckGjy27n8/TtOuk06vrbI/AAAAAAAABMg/ynpEcyyY0ro/s320/SUL+CONCETO+DI+...+regarding+the+Son+of+God+2%252C+%25C2%25A9+Klaus+Lefebvre.jpg" width="211" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Leneide Duarte-Plon, de Paris (Publicado na revista Carta Capital)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Do fundo do palco, o enorme retrato de Cristo do artista italiano Antonello da Messina, do século XV, fita os espectadores nos olhos. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Em cena, o esfincter incontinente de um homem velho vem perturbar a saída do filho para o trabalho. O rosto de Cristo é onipresente durante os 50 minutos de duração da peça do dramaturgo italiano Romeo Castellucci, 51 anos, «&amp;nbsp;Sul concetto di volto nel figlio di Dio&amp;nbsp;» (Sobre o conceito do rosto do filho de Deus). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;O espetáculo causa polêmica na França, desde julho, quando foi apresentada no Festival de Teatro de Avignon, onde suscitou reações indignadas da parte de grupos integristas católicos, que tentaram impedir algumas apresentações. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Em Paris, onde esteve em cartaz de 20 de outubro a 6 de novembro, a peça, toda falada em italiano sem legendas, se transformou num acontecimento cultural em si, pela controvérsia que despertou, comparável à que suscitou, em 1966, a peça «&amp;nbsp;Paravents&amp;nbsp;», de Jean Genet, vítima dos grupos de extrema direita que viam nela uma ofensa à França e a seu exército. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;O Théâtre de la Ville, em Paris, passou a ser protegido todas as noites por um impressionante esquema de proteção policial, com blindados de tropas de choque formando um cordão de segurança em todo o quarteirão para impedir a entrada dos grupos de integristas que gritavam slogans contra a «&amp;nbsp;cristianofobia&amp;nbsp;» da peça. Para entrar, os espectadores tinham de passar por um esquema de controle de bolsas e apalpação do corpo digno de um aeroporto moderno. Dentro da sala de espetáculo, havia dezenas de policiais em roupas civis, prontos para dominar espectadores exaltados, que tentaram interromper algumas representações do espetáculo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Na verdade, a peça, &lt;span style="color: black;"&gt;uma profunda reflexão filosófico-teológica sobre a condição humana,&lt;/span&gt; desorienta o espectador do início ao fim. Hipnotizados pelo olhar do Cristo de Antonello da Messina, vemos em cena um homem idoso que se desfaz em uma diarreia incessante, inoportuna para seu filho, jovem executivo que se prepara para ir trabalhar, deixando o pai sozinho em casa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;A peça dura apenas uma hora e tem poucos diálogos entre os dois personagens&amp;nbsp;: o filho que se apressa em limpar o pai incontinente e este, que não para de se desculpar pelo transtorno. O filho é atencioso e se apieda sinceramente do estado de miséria física em que vê o pai, dependente e enfraquecido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Em longa entrevista ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Le Monde&lt;/i&gt;, Castelucci disse que os integristas protestavam sem terem visto a peça, que pode ser analisada como «&amp;nbsp;um canto de amor ao Cristo&amp;nbsp;». De fato, é assim que a vêem alguns espectadores. A frase em ingles, «&amp;nbsp;You are my shepherd&amp;nbsp;», que aparece &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;no final da representação&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;no fundo do palco onde o retrato do Cristo se encontrava (ele é rasgado e destruído) torna o espetáculo uma obra aberta pois a palavra «&amp;nbsp;not&amp;nbsp;» depois do verbo se ilumina e se apaga intermitentemente. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Essa frase é uma variante do primeiro versículo do Salmo 23, atribuído ao rei Davi, “O Senhor é o meu pastor”.&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Castellucci é um erudito leitor da Bíblia, apesar de se dizer ateu. Ele conta que procurou atingir a metafísica e o espiritual a partir de uma cena hiperrealista em que discute Deus em sua dimensão total, onde o sublime do olhar de Cristo coexiste com a miséria da condição humana em sua expressão mais dramática, na cena que se desenrola no palco. «&amp;nbsp;A partir dessa situação hiperrealista, o espetáculo se torna pouco a pouco uma metáfora da perda de substância, da perda de si, como a condição do Cristo que aceitou se esvaziar de sua substância divina para integrar a condição humana até o fim, inclusive nos nossos excrementos&amp;nbsp;».&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Segundo o diretor, depois da primeira representação da peça, o ator que representa o pai saiu de cena e chorou durante duas horas. Provavelmente, sendo idoso, se projetou no destino de seu personagem. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;«&amp;nbsp;Mostrar o rosto do filho de Deus é mostrar o rosto do Homem, Ecce Homo, visto no momento de fragilidade que precede a Paixão. Ele nos precede no sofrimento em geral e no sofrimento da carne, em particular”, diz Castellucci. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Diante da tentativa abortada dos integristas católicos de impedir na Justiça as apresentações em Paris, formou-se um «&amp;nbsp;Comitê de apoio à liberdade de representação do espetáculo de Romeo Castellucci&amp;nbsp;» que publicou em página inteira de vários jornais um texto de defesa da liberdade de expressão, assinado pela fina flor dos intelectuais parisienses.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;A peça de Romeo Castellucci começou sua carreira em Essen, na Alemanha, no Festival Theatre des Welt, 2010, o mais importante festival de teatro do país. Antes de estrear em Paris, onde foi vista por 8100 pessoas em duas semanas, "Sobre o conceito do rosto do filho de Deus" tinha sido apresentada com sucesso e sob protestos de católicos integristas no Festival de Teatro de Avignon, na França, em julho deste ano. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 5.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Antes da França, a peça já fizera uma carreira de sucesso na Alemanha, Bélgica, Noruega, Inglaterra, Espanha, Rússia, Holanda, Grécia, Suíça, Itália e Polônia. Em nenhum desses países houve qualquer tentativa de impedir a representação como aconteceu em Paris e em Avignon, uma prova de que os católicos integristas franceses são muito mais integristas que os da Itália e mesmo da Espanha. Não é de admirar no país que produziu o reacionaríssimo Monsenhor Lefebvre, que se opôs ao concílio Vaticano II e foi excomungado por Roma. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 5.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;No final da temporada parisiense, dia 6 de novembro, a peça prosseguiu sua carreira em Munique, no Spielart Festival, dias 24 e 25 de novembro, no Münchner Kammerspiele&amp;nbsp;; em Villeneuve d'Asq, &amp;nbsp;29 et 30 de novembro&amp;nbsp;; em Milão, ser&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt; vista de 24 a 28 de janeiro de 2012&amp;nbsp;; em Antuérpia, de 1 a 5 de fevereiro de 2012. Em março, a peça volta à Itália e será apresentada em Casalecchio dias 17 e 18 de março.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 5.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: black; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Não há previsão de apresentações no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-4002621986095691828?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/4002621986095691828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=4002621986095691828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/4002621986095691828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/4002621986095691828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2011/11/serenissima-veneza.html' title='SERENÍSSIMA VENEZA'/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TjaQG1Oe0WQ/TtOpYY7ETHI/AAAAAAAABLY/vhCL9d2YwcU/s72-c/DIJON+Ao%25C3%25BBt+2011+034+%25286%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-2064085716531394642</id><published>2011-11-14T05:38:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T06:19:57.707-08:00</updated><title type='text'>LACANIANAS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;M.D., um psicanalista que conheço, filho de um filósofo célébre e respeitado, autor de uma obra estudada no mundo todo, teve, como todo jovem (segundo a teoria freudiana), que se construir em oposição ao pai para se emancipar e se afirmar. Uma psicanalista próxima de M.D. me contou duas histórias incríveis que presenciou. Numa reunião de psicanalistas, o filho do filósofo teve uma reação incompreensível porque não havia água Perrier. «&amp;nbsp;Ouça bem, ele ficou furioso porque não havia água Perrier&amp;nbsp;», conta minha amiga. «&amp;nbsp;Le père y est&amp;nbsp;», era a causa da bronca. Ou seja, o pai estava lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em outra ocasião, esse mesmo psicanalista não conseguiu terminar de ler o texto de uma conferência que fazia para um grupo de colegas, num encontro de psicanalistas. Em determinado momento, perdeu completamente a visão. Alguém continuou a ler. Ele parou na frase que dizia&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Tu es le père&amp;nbsp;». Segundo a teoria lacaniana, essa mesma frase pode ser ouvida como «&amp;nbsp;Tu hais le père&amp;nbsp;» ou «&amp;nbsp;Tuer le père&amp;nbsp;».&amp;nbsp; Nada mais revelador do inconsciente do filho, que, freudianamente, se construiu em revolta contra seu próprio pai. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Matar” ou “odiar” o pai era necessário e, ao mesmo tempo, insuportável. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Daí a cegueira passageira de que foi acometido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Contra a violência feita às mulheres&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dH-OFwCW1PY/TsJ0XV1TxyI/AAAAAAAABK4/6ncaXuTrwvU/s1600/Marche+des+femmes+%2528NOV+2011%2529+024.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-dH-OFwCW1PY/TsJ0XV1TxyI/AAAAAAAABK4/6ncaXuTrwvU/s320/Marche+des+femmes+%2528NOV+2011%2529+024.JPG" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YeMe_qImNfA/TsJ0oh1SVnI/AAAAAAAABLA/e2yObIostX0/s1600/Marche+des+femmes+%2528NOV+2011%2529+030.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-YeMe_qImNfA/TsJ0oh1SVnI/AAAAAAAABLA/e2yObIostX0/s320/Marche+des+femmes+%2528NOV+2011%2529+030.JPG" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m7wYa8TaIP4/TsJ08IHsjWI/AAAAAAAABLI/xGCSosQIo9k/s1600/Marche+des+femmes+%2528NOV+2011%2529+032.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-m7wYa8TaIP4/TsJ08IHsjWI/AAAAAAAABLI/xGCSosQIo9k/s320/Marche+des+femmes+%2528NOV+2011%2529+032.JPG" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;No sábado, ao sair da exposição Pompéï (Pompeia), no musée Maillol, me deparei com a passeata contra a violência feita às mulheres. Ela passava pela Rue de Grenelle, cercada de policiais que costumam proteger toda passeata parisiense. E, dependendo da época, elas são mais de uma por semana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O estupro é o único crime em que a vítima se sente culpada, diz um slogan feminista. Na França, 200 mulheres são estupradas por dia e somente uma pequena parte dessas mulheres tem coragem de dar queixa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Ao contar que fui estuprada, não estou violando minha integridade física ou psíquica. Falo apenas para dizer às mulheres que é possível retomar uma vida normal e não apenas sobreviver&amp;nbsp;», diz a feminista Clémentine Autain, 38 anos, diretora da revista &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Regards&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ao ver um documentário sobre a vida de Serge Gainsbourg que passou na televisão esta semana fiquei sabendo por um dos entrevistados que Jane Birkin deixou-o porque ele bebia muito. E batia nela. Os agressores podem ser gênios e simpáticos. Mas merecem ser punidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Entrevistada para o documentário, Jane Birkin falou de Serge como um homem engraçado, um grande compositor e um pai disponível para as brincadeiras com a filha de ambos, Charlotte, e com a filha de Jane, Kate. Jane nunca contou que Serge Gainsbourg batia nela. Um silêncio discreto que pode ser visto como uma forma de proteger a memória de Serge mas também como uma forma de evitar a imagem de vítima. Jane is so cool. Ela prefere ser vista como a companheira dos anos felizes do artista torturado que foi Gainsbourg. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Sarkozy&amp;nbsp;: Netaniahu é mentiroso&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;No Brasil, aconteceu o mesmo em escala infinitamente menor, envolvendo o ex-ministro Rubens Ricupero e um jornalista. Quem ainda lembra&amp;nbsp;? O ministro dizia ao jornalista&amp;nbsp;: «Eu não tenho escrúpulos.&amp;nbsp;O que é bom a gente divulga. O que é ruim esconde&amp;nbsp;». As imagens foram gravadas sem que nem o jornalista nem o ministro soubessem que a gravação continuava, encerrada a entrevista. O escândalo ficou em imagens, impossível de desmentir. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O ministro, flagrado dizendo frase tão cínica, renunciou ao cargo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;No G-20 de Cannes, dia 3 de novembro, foi mais grave pois quando os microfones ligados traem Barack Obama e Nicolas Sarkozy o buraco é mais embaixo. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Tanto, que as redes de televisão francesa não comentaram o fato, provavelmente para diminuir o impacto do incidente diplomatico. O diálogo entre Obama foi contado com destaque no jornal &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Le Figaro, &lt;/i&gt;atribuindo a informação a jornalistas da AFP e da Reuters, que enviaram a notícia ao mundo inteiro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Sarkozy disse a Obama que “não podia mais ver Netaniahu, aquele mentiroso”. Obama respondeu&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Você está cansado dele&amp;nbsp;? Pior sou eu que devo falar com ele todo dia&amp;nbsp;!&amp;nbsp;». Em seguida, Obama pede a Sarkozy para acalmar a pretensão dos palestinos de se tornarem membros da FAO e da AIEA,&amp;nbsp; agências internacionais da ONU para a alimentação e agricultura e para a energia atômica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Obama lembra a Sarkozy que 25% do orçamento da ONU vem dos EUA que podem fazer um estrago ao cortar a verba se a Palestina for reconhecida, hipótese pouco provável, no seio da Organização das Nações Unidas. Segundo um jornal francês, os judeus americanos não gostaram nada de ler a notícia e saber que Obama não defendeu o primeiro-ministro israelense.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="line-height: 150%; margin-bottom: 3.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 12.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;Na mesma conversa que vazou, ao falar da Grécia, Sarkozy disse a Obama que Georges Papandreu, em equilíbrio instável naquele G-20, era «&amp;nbsp;louco e deprimido&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="line-height: 150%; margin-bottom: 3.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 12.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;A conversa entre os dois presidentes pôde ser ouvida por um erro técnico atribuído aos funcionários do Palácio do Eliseu, encarregados de controlar o som das entrevistas coletivas que os dois presidentes deram. Se pudéssemos saber tudo o que os donos do mundo dizem longe dos microfones, quanto trabalho para os diplomatas&amp;nbsp;!&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; font-style: normal; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Affaire&amp;nbsp;» Kadhafi&amp;nbsp;: mais revelações&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 150%;"&gt;O jornal satírico &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Le Canard&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;enchaîné&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 150%;"&gt;, uma leitura obrigatória na França, contou com detalhes o acordo entre responsáveis militares franceses e americanos para que Khadafi não saísse vivo da operação de caça e não se pusesse a falar demais diante da Corte Penal Internacional. Vendas de armas e acordos escusos poderiam macular a reputação de certos governantes ocidentais que se vendem como inatac&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 150%;"&gt;veis. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 150%;"&gt;No &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Libération&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;li uma análise do jornalista Marc Semo em que ele dizia que, com a morte do ditador, o Ocidente evitou revelações embaraçosas. «&amp;nbsp;Nenhuma das capitais envolvidas no conflito para derrubar Kadhafi, a começar por Paris e Londres, tinha vontade de ver o ditador diante da justiça internacional nem mesmo da justiça líbia, correndo o risco de ver um desenrolar de revelações sobre quarenta anos de relações complexas com os dirigentes ocidentais&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 150%;"&gt;Em outro artigo, publicado logo após a divulgação da morte de Kadhafi, o ministro das relações exteriores da Rússia, Serguei Lavrov dizia&amp;nbsp;a &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Libération&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-style: normal; line-height: 150%;"&gt; ter certeza de que as convenções de Genebra foram desrespeitadas: «&amp;nbsp;Quando um participante de um conflito é capturado, deve receber assitência se está ferido. Matar alguém nessas condições vai de encontro ao que està estabelecido nas convenções de Genebra. Visivelmente, Kadhafi foi ferido e depois foi morto&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;François Hollande, a ascensão de um homem «&amp;nbsp;normal&amp;nbsp;»&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;(íntegra do texto publicado na &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Carta Capital&lt;/b&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Depois de três derrotas consecutivas (1995-2002-2007), a esquerda francesa tem grandes chances de eleger um socialista para presidente, em 2012. François Hollande, 57 anos, sucederia, assim, a outro François que não deixou no Partido Socialista um herdeiro carismático à altura do mito Mitterrand.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;No domingo, com a indicação de Hollande, a vitória sobre Sarkozy ficou mais tangível.&amp;nbsp; Ao ganhar da prefeita de Lille e primeira-secretária do PS, Martine Aubry, a indicação de seu partido, o deputado Hollande se viu investido do dever de «&amp;nbsp;reencantar a França&amp;nbsp;», de reabilitar a presença do Estado, depois de um mandato de Nicolas Sarkozy e&amp;nbsp; dois de Jacques Chirac. Discursando na sede do PS, Hollande declarou que a vitória lhe deu «&amp;nbsp;a força e a legitimidade para preparar o grande encontro da eleição presidencial de 2012&amp;nbsp;». Mas a tarefa não é simples. Ele precisa primeiramente pacificar o PS, dividido em clãs rivais que se opõem e se detestam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para começar a esculpir sua imagem internacional de presidenciável, o candidato voou para Madri, já na terça-feira, 18, para encontrar-se com o primeiro-ministro José Luiz Zapatero, com o ex-presidente Lula e com outros líderes da esquerda europeia, reunida num congresso do Partido Socialista Espanhol. No encontro com Lula, Hollande saudou o homem que «&amp;nbsp;soube combinar uma extrema fidelidade à esquerda com um sucesso excepcional, tendo deixado o poder com 80% de aprovação popular&amp;nbsp;». Lula é para Hollande «&amp;nbsp;a esquerda eficaz, a única que interessa&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A vitória dos socialistas na eleição de setembro para o Senado, que pela primeira vez na Quinta República (1958 até hoje) tem maioria de esquerda, pode ser o primeiro passo da volta dos socialistas ao poder. Se a eleição para presidente fosse hoje, e no segundo turno Hollande enfrentasse Sarkozy, o candidato socialista _ político hábil, inteligente, mas sem grande carisma _ &amp;nbsp;ganharia de 62% a 38%, de acordo com a pesquisa CSA para BFM TV/RMC/20 minutes, feita quarta-feira, 19 de outubro. Antes da primária, pesquisas indicavam que Aubry também venceria Sarkozy num hipotético segundo turno, por margem um pouco menor que a de Hollande.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Vencer Sarkozy é a obsessão dos socialistas hoje. Estigmatizado pela esquerda como «&amp;nbsp;presidente dos ricos&amp;nbsp;», Sarkozy reivindica a «&amp;nbsp;direita descomplexada&amp;nbsp;». A França de Sarkozy expulsa estrangeiros irregulares, crianças e adultos, numa negação da divisa do país que fala de liberdade mas também de igualdade e fraternidade. O empobrecimento das classes mais desfavorecidas, o aumento das taxas de desemprego e a degradação dos serviços públicos de saúde e educação são problemas agudos que foram desgastando a popularidade do presidente. O anti-sarkozismo tornou-se uma verdadeira doutrina política que vai determinar o voto de muitos eleitores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Se vencer em 2012, François Hollande contará duas vitórias sobre o atual presidente. A primeira foi em 1999, quando o socialista ganhou a eleição para o Parlamento europeu, deixando seu concorrente Sarkozy a ver navios. Logo depois, o deputado europeu renunciou a seu mandato para assumir a vice-presidência da Internacional Socialista. Hollande tem hoje um mandato na Assembleia Legislativa da França.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Para derrotar Sarkozy é preciso um PS unido em torno do vencedor da primária&amp;nbsp;», martelava Hollande, que se apresentou como o mais apto a criar a união. Melhor que ninguém, ele sabe que a campanha de Lionel Jospin em 2002 foi entravada por falta de coordenação candidato-partido e sabe também o quanto faltou a Ségolène Royal o apoio do partido e de todos os grandes líderes socialistas na&amp;nbsp; campanha de 2007 contra Sarkozy. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nas duas campanhas, Hollande era o primeiro-secretário do PS e vivia com Ségolène Royal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ao vencer Dominique Strauss-Kahn e Laurent Fabius na primária de 2006, Royal não somente não teve o apoio claro dos vencidos como não pôde contar com François Hollande, que recusou-se a assumir a direção da campanha da mãe de seus filhos, de quem já se distanciara. E, no entanto, a vitória de Royal sobre DSK e Fabius não podia ter sido mais clara: ela teve 60,65% dos votos dos militantes contra &amp;nbsp;20,69% para DSK e 18,66% para Fabius. O casal Hollande-Royal, que tem quatro filhos, já era uma união de fachada. Logo após a derrota de Ségolène para Sarkozy veio a separação, através de um comunicado divulgado pela AFP, em que ela informava que pedira ao companheiro para deixar o domicílio conjugal. Soube-se depois que ela tinha tomado conhecimento da relação dele com a jornalista Valérie Trierweiler, que hoje vive com o deputado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“Aprendemos a lição de 2007, não vai haver uma campanha com duplo comando”, declarou François Hollande depois da vitória, obtida graças ao apoio de todos os candidatos eliminados no primeiro turno, inclusive de Ségolène Royal, que superando qualquer ressentimento pessoal colocou em primeiro plano o projeto da esquerda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O deputado e presidente do conselho regional da Corrèze, no centro da França, começou a se preparar para uma candidatura presidencial desde que deixou a direção do partido em 2008 e foi substituído por Martine Aubry. Hollande, um «&amp;nbsp;bon vivant&amp;nbsp;» conhecido por suas «&amp;nbsp;boutades&amp;nbsp;» engraçadas e rápidas, emagreceu 10 quilos, mudou o penteado e assumiu uma seriedade de circunstância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas quem é exatamente o candidato socialista que numa frase infeliz&amp;nbsp; se apresentou como um «&amp;nbsp;candidato normal&amp;nbsp;»&amp;nbsp;para marcar sua oposição ao atual presidente&amp;nbsp;? Sarkozy sempre foi criticado pela esquerda por sua vontade de controlar tudo, um hiper-presidente que quer ocupar todos os espaços. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Além do mais, no início do mandato não soube separar sua vida privada da vida pública,&amp;nbsp; imperdoável na política francesa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O simpático e conciliador Hollande quer ser visto como um político preocupado com os problemas dos franceses. Nos debates televisivos da campanha da eleição primária, o ex-professor de economia do Instituto de Estudos Politicos de Paris (Sciences Po) defendeu o programa do partido, comum a todos os candidatos, e apresentou uma visão pessoal sobre a dívida colossal da França, a mundialização, a transição energética, o protecionismo, a desindustrialização&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;,&lt;/b&gt; entre outros temas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nos últimos debates, no entanto, a principal oponente de Hollande, Martine Aubry, espécie de dama de ferro, enviou uma lança envenenada&amp;nbsp;: apresentou-se como a «&amp;nbsp;esquerda dura, firme&amp;nbsp;» em oposição a uma «&amp;nbsp;esquerda frouxa, mole&amp;nbsp;». O «&amp;nbsp;Le Monde&amp;nbsp;» diz que Aubry entre os íntimos não hesita em dizer o que Hollande tem de mole&amp;nbsp;: parte da anatomia masculina, «&amp;nbsp;les couilles&amp;nbsp;», que na língua francesa denota falta de coragem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;No dia seguinte à vitória de Hollande, a imprensa estrangeira apresentou o candidato como «&amp;nbsp;normal, ao ponto de parecer sem particularidades&amp;nbsp;». Alguns jornais o definiram como «&amp;nbsp;inteligente&amp;nbsp;», «&amp;nbsp;simpático&amp;nbsp;», «&amp;nbsp;modesto&amp;nbsp;», mas «&amp;nbsp;inexperiente&amp;nbsp;». O inglês «&amp;nbsp;The Guardian&amp;nbsp;» foi cruel&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Ele provavelmente jamais teria emergido da semi-obscuridade se não tivesse havido o escândalo Strauss-Kahn&amp;nbsp;». O espanhol «&amp;nbsp;El País&amp;nbsp;» destacou «&amp;nbsp;o homem da mudança tranquila e da unidade, com perfil de um homem responsável, apropriado para um chefe de Estado&amp;nbsp;». Quem o definiu com mais propriedade talvez tenha sido o alemão «&amp;nbsp;Der Spiegel&amp;nbsp;»&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Por trás de aparente modéstia, ele alia forte determinação e grande ambição&amp;nbsp;».&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Entrevistado ao vivo no Grand Journal de Canal Plus, o ex-candidato do PS em 1995 e 2002, Lionel Jospin, que se manteve silencioso durante a campanha primária, enfatizou sua admiração&amp;nbsp;por Hollande&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Ele é o que tem mais talento político no Partido Socialista&amp;nbsp;». Ao deixar a direção do PS para se tornar primeiro-ministro, em 1997, depois da vitória socialista nas eleições legislativas, Jospin apoiou a candidatura de Hollande, que dirigiu o PS &amp;nbsp;por 11 anos (de 1997 a 2008). Quanto ao fato sempre mencionado de que o deputado não ocupou nenhum ministério no governo Jospin e, por isso, lhe falta experiência, o ex-primeiro-ministro disse que sempre consultava François Hollande, com quem se reunia semanalmente, para tomar decisões. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Como primeiro-secretário do PS, Hollande acompanhava todo o funcionamento do governo&amp;nbsp;», assegurou Jospin, declarando total apoio ao candidato de 2012.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Filho de um médico e de uma assistente social, o jovem François estudou na prestigiosa Sciences Po, além de se formar posteriormente na École Nationale d’Administration (ENA), uma das «&amp;nbsp;grandes écoles&amp;nbsp;» por onde passa a nata dos politicos franceses. Na sua turma, além de Ségolène Royal, ele teve como colega o ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O temperamento conciliador de Hollande é muitas vezes apresentado como fraqueza por seus adversários de direita. Chirac, ao contrário, sempre manteve relações cordiais com seu adversário de esquerda. Há poucos meses, na abertura de uma exposição na Corrèze, região onde ambos têm raízes eleitorais, o velho presidente disse intempestivamente que ia votar em Hollande. A imagem de TV não podia ser desmentida. O hóspede do Eliseu ficou chocado. Claude Chirac e sua mãe Bernadette, preocupadas com o futuro político do jovem marido de Claude, genro de Chirac, trataram de pôr panos quentes. Foram ao palácio explicar a Sarkozy que o ex-presidente está visivelmente afetado pela doença de Alzheimer. Publicamente, a história foi explicada em comunicado divulgado pela família como sinal de um particular «&amp;nbsp;humor correziano&amp;nbsp;», mas para os jornalistas políticos que sabem que Chirac e Sarkozy se detestavam, foi apenas uma prova de que a autocensura do velho presidente já começou a ser afetada pela doença.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Quanto a Dominique Strauss-Kahn, com quem Martine Aubry tinha um pacto de não se candidatar para apoiar o amigo, sua relação com Hollande sempre foi de distância. Ao confirmar esse pacto na única entrevista que deu depois de sua libertação, DSK pode ter afastado muitos eleitores de Aubry. E ao revelar poucos dias antes da eleição primária as conversas em «&amp;nbsp;off&amp;nbsp;» de DSK com jornalistas parisienses pouco antes do «&amp;nbsp;affaire&amp;nbsp;» de Nova York, a revista «&amp;nbsp;Le Nouvel Observateur&amp;nbsp;» expôs a soberba com que Strauss-Kahn, apontado pelas pesquisas como imbatível na primária, falava de Hollande. DSK discorria sobre a necessidade de Hollande «&amp;nbsp;retirar sua candidatura à primária se quiser ter alguma chance de ser ministro&amp;nbsp;» no futuro governo de Strauss-Kahn, que àquela altura já se via no Eliseu.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas no meio do caminho havia uma camareira. Num hipotético governo Hollande imagina-se que o ex-presidente do FMI não terá vez. Provavelmente não será nem convidado para a festa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Depois da indicação de Hollande, um dos canais de TV mostrou uma entrevista da mãe do candidato, falecida há dois anos. Madame Hollande contou que desde pequeno seu filho dizia que seria presidente da República. «&amp;nbsp;Nós não acreditávamos. E continuamos sem acreditar&amp;nbsp;», disse sorrindo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;François vai mover céu e terra para provar a sua mãe que ela deveria ter acreditado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;A não-comunicação, nova estratégia de comunicação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;(Publicado no Observatório da Imprensa)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Madame Sarkozy, née Carla Bruni, «&amp;nbsp;Carlita&amp;nbsp;» para seu marido a quem ela chama de «&amp;nbsp;chouchou&amp;nbsp;», sempre gostou dos refletores, das passarelas, do palco. Era seu mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas a ex-manequim e cantora teve que assumir com o casamento um novo papel&amp;nbsp;: o de primeira-dama da França. Antes disso, contudo, o casal de namorados se exibiu seguido de fotógrafos em viagem à cidade jordaniana de Petra, em passeio pela Disney parisiense com o filho da cantora e em outras situações pouco convencionais em que o presidente em exercício recém-divorciado apareceu de óculos Ray-Ban com o filho da namorada nos ombros. Imagens que chocaram a maioria dos franceses para quem a presidência deve ser exercida com a liturgia e a sobriedade exigida pela função. A pretendida ruptura de Sarkozy em relação a seus predecessores não funcionou como ele esperava.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O desgaste para a imagem presidencial foi enorme. Ele, que já fora visto se exibindo em iates de luxo logo depois de eleito, viu sua cota de popularidade declinar a olhos vistos. «&amp;nbsp;Presidente bling-bling&amp;nbsp;» passou a ser o epíteto preferido dos críticos de Sarkozy, chocados com seu gosto pela ostentação e pelo luxo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Os marketeiros que analisam cada passo e cada gesto do presidente de olho nas pesquisas de opinião decidiram que a vida privada do hóspede do Eliseu passaria a ser assunto sigiloso. A não-comunicação foi teorizada no Eliseu como um novo conceito de comunicação. Nunca mais o presidente ousou falar de sua vida com Carla diante dos jornalistas. A primeira dama sumiu e passou a ser vista apenas em ocasiões muito formais e cerimônias oficiais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Até que surgiu a gravidez. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A notícia nem foi dada pelo Palácio do Eliseu. O boato foi confirmado pelo pai do presidente a um jornal alemão. . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Era a estratégia de comunicação mais enviesada e complicada que já se vira. Os jornais franceses suitaram a notícia muito discretamente, em notas. “Trata-se da vida privada do presidente”, alegou-se. Os grandes jornalistas e os grandes jornais na França só tratam da vida pessoal dos políticos quando essa tem alguma repercussão no jogo político, como foi o caso do «&amp;nbsp;affaire&amp;nbsp;» Dominique Strauss-Kahn, amplamente comentado e analisado por ter implicações políticas que alteraram totalmente o quadro da sucessão presidencial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Um dia, a primeira-dama deixou-se fotografar com uma barriga bem pronunciada num encontro do G-20. E voltou a desaparecer das câmeras e viagens oficiais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A gravidez da primeira-dama é um assunto privado e não interessa os franceses, pensa a maioria esmagadora dos eleitores de direita e de esquerda. Em setembro, ela deu uma entrevista a um canal de televisão e disse que as aparições anteriores (Petra e Disney) foram «&amp;nbsp;um grande erro&amp;nbsp;». Nessa entrevista ela disse que não ia mostrar seu bebê (ela não quis saber o sexo antecipadamente) à imprensa. Ela pensa que a exposição à vida pública é uma escolha de adulto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Este mês, Carla Bruni-Sarkozy deu à luz uma menina numa clínica privada de Paris. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nenhum comunicado veio do Palácio. Tudo se comunica em «&amp;nbsp;off&amp;nbsp;». &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Foi no blog da mãe que os jornalistas ficaram sabendo que a menina se chama Giulia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A revista italiana «&amp;nbsp;Grazia&amp;nbsp;», que tem versão em francês, fez uma pesquisa. «&amp;nbsp;Você se interessa em saber com que peso e com que tamanho nasceu a filha dos Sarkozy&amp;nbsp;?&amp;nbsp;» «&amp;nbsp;Quer ver foto da criança&amp;nbsp;?&amp;nbsp;» 86% dos ouvidos disseram «&amp;nbsp;não&amp;nbsp;». «&amp;nbsp;Quer que o pai fale sobre o acontecimento&amp;nbsp;?&amp;nbsp;» 87% disseram «&amp;nbsp;não&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Os franceses acham que um bebê é um assunto da vida privada e não querem que a filha do casal seja usada para fins político-eleitorais. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O Palácio do Eliseu nem sequer ousou dar a notícia do nascimento oficialmente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A comunicação do nascimento da pequena Giulia é toda extra-oficial e indireta. Os leitores do jornal de referência, como é chamado o&amp;nbsp; “Le Monde”, puderam ver uma foto em que, em pleno tumulto das reuniões de cúpula em Bruxelas para salvar&amp;nbsp; a Grécia da falência e garantir a sobrevivência do euro, Sarkozy abre uma caixa com um ursinho de pelúcia que lhe entrega Angela Merkel. Era um momento de pausa nas negociações. Uma forma discreta e indireta de falar&amp;nbsp; do nascimento da criança já que o fato não interessa aos leitores do jornal de referência, preocupados com os destinos da Europa e do mundo.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A discrição francesa contrasta com o mundo anglo-saxão, onde ninguém ficou chocado em ver no ano passado o novo bebê dos Cameron nos braços da mãe, com o pai ao lado, posando à saída da maternidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Maison Européenne de la Photographie dá espaço ao olhar brasileiro &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Leneide Duarte-Plon, de Paris (íntegra do texto publicado na Folha Ilustrada)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Uma das principais instituições dedicadas à fotografia no mundo, a Maison Européenne de la Photographie cedeu parte de seu belo edifício do Marais, em Paris, a três fotógrafos brasileiros. A excelente exposição «&amp;nbsp;Trois photographes de FotoRio&amp;nbsp;», que pode ser vista até 8 de Janeiro de 2012, tem fotos do carioca Rogério Reis, do paulista Edu Simões e da paranaense Fernanda Magalhães. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A mostra dá visibilidade a três temas universais&amp;nbsp;de maneira autoral e contemporânea: o corpo, no trabalho de Fernanda Magalhães (A representação da mulher gorda nua na fotografia), o alimento, no de Edu Simões (Gastronomia para um dia de trabalho duro), e a imagem, no trabalho de Rogério Reis (Ninguém é de ninguém). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para falar da dificuldade de trabalhar hoje com o instantâneo do fotojornalista, Reis mostra pessoas nas praias cariocas, parcialmente escondidas por tarjas nos olhos ou círculos no rosto. Uma forma original de tratar a restrição imposta pela lei ao direito de imagem. Já Edu Simões, fez&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; um trabalho próximo da sociologia&amp;nbsp;: a partir de um único aspecto da vida de operários da construção (a marmita), o observador se envolve emocionalmente, passa a imaginar quem são esses homens ausentes da imagem, o que comem, como vivem.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Gostaria que o espectador se perguntasse quem acordou e a que horas acordou para fazer essa comida, qual a relação de amor que é transmitida nessa comunicação diária, qual a condição financeira da família nesse dia: tem carne para comer. Ou, com o fim do dinheiro, só deu para comprar ovo e, amanhã talvez, nem ele&amp;nbsp;», diz Edu Simões à &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Ilustrada&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ainda que o trabalho de Edu Simões pareça mais distante do tema, os três fotógrafos tratam, em última instância, do corpo. Mas o alimento que sustenta os operários da construção civil em São Paulo é, do ponto de vista estético, próximo da natureza morta tão cara aos pintores. O alimento na marmita se torna quase abstrato, um elemento estético nas cores variadas e na forma retangular do exíguo espaço da marmita. Nessas fotos existe também um olhar político-sociológico, e os&amp;nbsp; alimentos denotam uma hierarquia da condição dos operários, a presença da carne como o luxo supremo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Ao fotografar com apurado rigor técnico e estético as marmitas, que se tornam bonitas e apetitosas,&amp;nbsp; não estou proponho o esquecimento ou alienação de uma vida difícil. Minha intenção é provocar uma reversão na expectativa &amp;nbsp;pré-concebida que temos da comida e da vida dos operários em geral&amp;nbsp;», diz Simões. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;As fotos da paranaense Fernanda Magalhães, que expõe pela primeira vez em Paris, lançam um desafio ao espectador «&amp;nbsp;acostumado à visão de corpos idealizados, muitas vezes resultantes de mutilações plásticas&amp;nbsp;». Ao mostrar uma mulher gorda nua, em fotos associadas a colagens de textos, Fernanda quis «&amp;nbsp;discutir a busca insana por corpos perfeitos, eternamente jovens, numa tentativa de paralisar o tempo&amp;nbsp;». A fotógrafa, que tem um doutorado em Arte pela Universidade de Campinas, se define como artista e fotógrafa que se interessa por corpos que não querem se mostrar por vergonha de suas formas. «&amp;nbsp;Era preciso rejeitar a rejeição&amp;nbsp;», diz Fernanda Magalhães.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O carioca Rogério Reis, que trabalhou muitos anos como fotojornalista, já expôs anteriormente em Paris. Suas fotos da exposição «&amp;nbsp;Microondas&amp;nbsp;» mostraram aos franceses em 2007, durante a exposição Photoquai, 1&lt;sup&gt;ère&lt;/sup&gt; Biennale des Images du Monde, como a violência urbana carioca se funde na barbárie. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Reis vê suas fotos de personagens nas praias da zona sul do Rio&amp;nbsp; como uma discussão do uso e do controle da imagem no mundo atual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;«&amp;nbsp;Propus uma reflexão sobre a identidade e a propriedade da imagem. Meu desejo de voltar a fotografar com o quadro cheio e próximo da cena sem freios e longe das ameaças dos processos judiciais foi determinante”. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para frisar a impossibilidade de fazer fotos de pessoas reais como nos bons tempos da fotografia dos grandes mestres como Cartier-Bresson, Reis utiliza tarjas nos olhos ou círculos nos rostos. Esses artifícios acabam eliminando os rostos deixando apenas corpos em total liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Essa liberdade de corpos que se bronzeiam nas praias de Ipanema, Arpoador e Urca é o que provoca maior impacto ao olhar francês. Os namorados se pegam, se abraçam, se beijam, muitas vezes deitados um sobre o outro, na areia ou sobre uma cadeira de praia. Cenas de proximidade totalmente ausentes das praias francesas, mesmo na Côte d’Azur, onde o topless é frequente mas onde os corpos raramente se tocam em público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-2064085716531394642?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/2064085716531394642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=2064085716531394642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/2064085716531394642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/2064085716531394642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2011/11/lacanianas.html' title='LACANIANAS'/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dH-OFwCW1PY/TsJ0XV1TxyI/AAAAAAAABK4/6ncaXuTrwvU/s72-c/Marche+des+femmes+%2528NOV+2011%2529+024.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-6389769013525602061</id><published>2011-10-24T07:04:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T13:09:15.667-07:00</updated><title type='text'>Linchar ou julgar ?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Alguém escreveu num jornal francês que começa mal uma futura democracia que lincha o ditador em vez de enviá-lo a julgamento por seus crime. O jornalista Alberto Dines escreve em recente artigo&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;A figura do juiz, a noção de justiça e o rito do julgamento constituem os elementos precursores da civilização do convívio, base da nossa existência. Todos atropelados por este sistema de desforras que se supunha interrompido&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;A reconstrução da Líbia deve começar pela construção do Estado de direito tripudiado por Muamar Kadafi. Pena que os revolucionários líbios que derrubaram o regime estejam impregnados pelos métodos do ditador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 200%;"&gt;Hollande, presidente&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Todos os vencidos do primeiro turno da primária do Partido Socialista declararam apoio a François Hollande, que acabou vencendo Martine Aubry, no segundo turno. A surpresa do primeiro turno foi a revelação de Arnaud Montebourg, que surgiu como o terceiro homem. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Montebourg havia sido o porta-voz de Ségolène Royal na campanha presidencial de 2007 e na época declarara que «&amp;nbsp;o maior defeito de Royal é seu companheiro”. François Hollande ainda vivia com ela e os quatro filhos do casal. Agora, Montebourg, que representa a ala mais à esquerda do Partido, teve 17% dos votos no primeiro turno, deixando Ségolène em quarto lugar com menos de 7%, ela que fora indicada em uma primária em 2006 com 60% dos votos&amp;nbsp;! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Em abril de 2002, fui, com jornalistas brasileiros, à sede do Partido Socialista ver o encontro de Lula (então candidato à presidência, em outubro do mesmo ano) com o então candidato Lionel Jospin, a quem Lula apoiava, e com o primeiro-secretário do PS, François Hollande. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Lula não tinha ainda sido presidente e todos acreditávamos que Lionel Jospin iria vencer Jacques Chirac algumas semanas depois. O 21 de abril de 2002 foi um traumatismo para o PS e para a esquerda francesa. Jospin foi eliminado no primeiro turno, Jean-Marie Le Pen disputou o segundo turno com Chirac, que acabou se beneficiando dos votos de todos os franceses anti-fascistas e foi eleito por 82% dos eleitores. No primeiro turno Chirac tivera apenas 19,88%, Jean-Marie Le Pen, 16,86% e Lionel Jospin, 16,18%&amp;nbsp;! Ao ter confirmação do resultado, Jospin anunciou que se afastava da vida política. Do outro lado do Atlântico, em outubro do me&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;smo ano, Lula foi eleito presidente para seu primeiro mandato. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Este ano, Hollande quer evitar novo trauma e uma ausência da esquerda no segundo turno. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;A filha de Le Pen, Marine, pode surprender e afastar Sarkozy ou Hollande do segundo turno. Há eleitores de esquerda que esperam as vésperas da eleição para decidirem se fazem um voto útil logo no primeiro turno ou se votam no candidato mais à esquerda, Jean-Luc Mélenchon, ex-PS, atual candidato do Front de Gauche (que reúne seu partido Parti de Gauche ao Partido Comunista Francês). Nesta eleição, votar útil pode ser uma maneira de dizer «&amp;nbsp;não&amp;nbsp;» ao perigo da extrema-direita fascisante representada por Marine Le Pen.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 200%;"&gt;La Muette, uma clínica sob medida para Carla Bruni&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Uma cantora sem voz que tem um bebê numa clínica que se chama «&amp;nbsp;La Muette&amp;nbsp;». Uma piada de bandeja para os humoristas franceses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;A revista italiana «&amp;nbsp;Grazia&amp;nbsp;», que tem versão em francês, fez uma pesquisa. «&amp;nbsp;Você se interessa em saber o peso e com que tamanho nasceu a filha dos Sarkozy&amp;nbsp;?&amp;nbsp;» «&amp;nbsp;Quer ver foto da criança&amp;nbsp;?&amp;nbsp;» 86% dos ouvidos disseram «&amp;nbsp;não&amp;nbsp;». «&amp;nbsp;Quer que o pai fale sobre o acontecimento&amp;nbsp;?&amp;nbsp;» 87% disseram não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Os franceses acham que um bebê é um assunto da vida privada e não querem que a filha do casal seja usada para fins político-eleitorais. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;O Palácio do Eliseu nem sequer ousou dar a notícia do nascimento oficialmente. A comunicação do nascimento da pequena Giulia é toda extra-oficial, sai no blog da mãe ou em frases que escapam em encontros informais do presidente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;A ultra-nacionalista Marine Le Pen já protestou contra esse nome. «&amp;nbsp;Por que ela não deu um nome francês à filha&amp;nbsp;?&amp;nbsp;»&amp;nbsp;perguntou em entrevista a xenófoba presidente do Front National, candidata à presidência da República em 2012.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 200%;"&gt;As lágrimas de Ségolène&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Ségolène Royal chorou no domingo à noite, no primeiro turno da primária. Ela que foi a candidata do Partido Socialista a presidente em 2007 _ com 60% dos votos dos militantes socialistas, vencendo Dominique Strauss-Kahn e Laurent Fabius, dois pesos-pesados do PS _ ficou este ano em quarto lugar na votação do primeiro turno, no domingo, 9 de outubro. Magros 6,8%. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;A indicação do candidato socialista à presidência foi aberta este ano a todos os eleitores franceses e não apenas aos inscritos no PS, ao contrário da escolha para 2007. Mas mesmo sem esperança de ver a mãe sentada na cadeira presidencial no Elysée, os quatro filhos de Ségolène ainda podem ver o pai presidente da República&amp;nbsp;: François Hollande tem grandes chances de derrotar Sarkozy. Se a eleição fosse hoje, Hollande ganharia folgado de Nicolas Sarkosy, segundo as pesquisas&amp;nbsp;: 62% contra 38%, no segundo turno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Segundo o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;Le Monde&lt;/b&gt;, na recente viagem da presidente brasileira à Europa, Sarkozy tentou incluir um encontro com Dilma mas a chancelaria brasileira declinou do convite alegando dificuldades na agenda da presidente. Ainda segundo o jornal, de passagem por Paris para receber o diploma de Doutor Honoris Causa do Instituto de Estudos Políticos (Sciences Po), o presidente Lula foi convidado a ir ao Palácio do Eliseu para um encontro com Sarkozy. Lula aceitou e Sarkozy pôde pavonear para os fotógrafos apertando a mão do «&amp;nbsp;cara&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;O Nariz, de Gogol a Chostakovitch&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;«&amp;nbsp;O Nariz&amp;nbsp;», ópera que o compositor Dimitri Chostakovitch escreveu em 1930, aos 24 anos, em Leningrado, baseada na obra de Nicolau Gogol (escrita em 1836), com o objetivo de renovar o mundo da ópera é satírica, grotesca e surrealista, como a obra que lhe deu origem. Os dois narizes, tanto o de Gogol quanto o de Chostakovitch estavam muito à frente da época em que foram escritos. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Quase cem anos antes do movimento surrealista, Gogol já era surrealista. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Já a ópera de Chostakovitch continua a parecer surpreendentemente moderna e revolucionária 80 anos depois de ter sido realizada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A montagem atualmente em cartaz em Lyon, na França, do diretor sul-africano William Kentridge, com a regência da orquestra da Ópera de Lyon, pelo maestro Kazushi Ono, foi apresentada no Festival de Aix-en-Provence neste verão europeu e recebeu tantos elogios da crítica que logo depois já era difícil encontrar lugar para a programação de outono dos espetáculos em Lyon (de 8 a 20 de outubro), que estrou dia 8 de outubro com ingressos esgotados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O espetáculo foi definido por um crítico como «&amp;nbsp;um fogo de artifício permanente, um cyclone musical vanguardista que devasta tudo por onde passa, um barulho de marchas grotescas, galopes e polkas alucinadas&amp;nbsp;». A mise-en-scène de uma ópera surrealista como «&amp;nbsp;O Nariz&amp;nbsp;» não poderia deixar de ser inovadora e totalmente surpreendente. Foi exatamente esse o desafio de William Kentridge&amp;nbsp;: surpreender, encantar. Para isso, ele usa de todos os recursos cênicos modernos, slides, sombras chinesas, projeções de imagens que transformam o palco num espetáculo multimídia extraordinariamente vivo e moderno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A história é estritamente fiel ao texto de Gogol&amp;nbsp;: o personagem principal,&amp;nbsp; professor Platon Kovaliov, descobre um belo dia que seu nariz desaparecera. A busca do nariz perdido é o tema da ópera, um assunto tão pouco «&amp;nbsp;operístico&amp;nbsp;» quando se pensa nas óperas do repertório clássico. Talvez «&amp;nbsp;O Nariz&amp;nbsp;» esteja para o repertório tradicional de ópera como um quadro de Mondrian está para um Rembrandt. Não há comparação possível e todos dois são obras de arte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O nariz perdido se transforma imediatamente em um personagem autônomo que Kovaliov tenta recuperar numa busca que dura duas horas no palco e 24 horas na história da ópera. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ora o nariz aparece no pão que o barbeiro vai comer, ora aparece como um conselheiro do Estado, ora passa montado num cavalo. Num lapso de tempo, a imprensa, a polícia, a mulher do barbeiro, a amada do professor e sua futura sogra, os passantes, a cidade inteira tomam conhecimento do sumiço do nariz que nada mais é que uma metáfora da modernidade, fascinante e inatingível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ao desconstruir a ópera tradicional, Chostakovitch era tão moderno e subversivo que a crítica soviética official não suportou a audácia do “Nariz” e proibiu-o. A ópera só pôde voltar a ser encenada na União Sovética em 1974, um ano após a morte do compositor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A obra, uma&amp;nbsp; raridade nos repertórios das capitais europeias, faz sua estreia em grande estilo no repertório da belíssima Ópera de Lyon, cuja arquitetura antiga recebeu o toque de Jean Nouvel, numa cúpula em vidro e metal que não foi unanimemente apreciada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A história sem pé nem cabeça de um nariz desaparecido que termina por reencontrar seu lugar entre duas bochechas é excelente pretexto para conhecer ou reencontrar Chostakovitch. E um bom motivo para ler «&amp;nbsp;O Nariz&amp;nbsp;» de Gogol, origem de toda essa aventura operística movimentada e extremamente moderna.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 115%;"&gt;Brasileiros nas ruas por educação e saúde gratuitas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Por enquanto, esse título é um sonho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;A classe média brasileira se habituou a pagar pelo que os povos das grandes democracias têm de graça, pagos pelos impostos de todos&amp;nbsp;: saúde e educação públicas de qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Meu filho me manda a crônica de Fernanda Torres numa revista brasileira. Em um trecho, ela escreve : «&amp;nbsp;A urbe dos cariocas é um ambiente hostil. O trânsito desesperado e os assaltos corriqueiros são a prova desse tormento. A doçura da natureza contrasta com a tensão violenta dos bairros. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O Rio herdou o carma de ter sido a capital do Império e da República do último país das Américas a decretar o fim da escravidão. Crescemos sem dar conta da desigualdade, e o troco dessa derrota são a hostilidade e a insegurança das ruas&amp;nbsp;». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Acho que ninguém herda carma nenhum, muito menos uma cidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O que se herdou foi a passividade, a resignação. Herdamos o gosto pela praia, pelo chope, pelo farniente. Aceitamos situações insustentáveis, que nenhum povo civilizado suportaria. Até quando o povo brasileiro vai ver &amp;nbsp;passivo a violência das grandes cidades como uma fatalidade? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O slogan do novo governo Dilma, “país rico é país sem pobreza” é um começo. Mas ninguém muda um país com slogans. Sinto, contudo, que as coisas começam a mudar desde Lula. &lt;/span&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O problema é que temos no mínimo 100 anos de atraso, de resignação às desigualdades, à falta de segurança crônica nas nossas grandes cidades, fruto dessas desigualdades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando os indignados brasileiros irão para as ruas pedindo liberdade de ir e vir em total segurança nas grandes cidades&amp;nbsp;? &lt;/span&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quando irão para as ruas exigir educação e saúde públicas de qualidade para todos&amp;nbsp;? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Sair às ruas para exigir o fim da corrupção é um bom começo. Quando serão feitas passeatas por segurança nas ruas das grandes cidades brasileiras&amp;nbsp;? Quando os cariocas, paulistas e outros brasileiros indignados exigirão em passeatas pacíficas &amp;nbsp;saúde e escola gratuitas e de qualidade para todos os brasileiros&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Concretistas brasileiros em Paris&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;(Íntegra do texto publicado na Folha de São Paulo)&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Seis grandes artistas desembarcaram esta semana na Galeria Gagosian, numa das mais belas exposições consagradas ao Brasil feitas em Paris nos últimos anos. Quarenta obras de Lygia Clark, Amilcar de Castro, Sérgio Camargo, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Mira Schendel foram reunidas num espaço de 300 metros quadrados na exposição &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Brazil-Reinvention of the Modern. &lt;/i&gt;A mostra, que fica aberta até o dia 5 de novembro, é a realização de um sonho da diretora da galeria, Serena Cattaneo Adorno, tornado realidade graças a colecionadores, que preferem se manter anônimos, e à Fundação Sérgio Camargo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para Camargo e Lygia Clark, que moraram em Paris, é uma volta à cidade onde se formaram. Lygia Clark, que estudou com Fernand Léger em Paris, é uma artista-chave do século XX e tem uma obra inclassificável, segundo o crítico Paulo Venancio Filho, autor do texto que será publicado no catálogo (que não ficou pronto mas será lançado na Feira Internacional de Arte Contemporânea de Paris, em outubro). «&amp;nbsp;Os Bichos, as famosas esculturas que Lygia Clark realizou nos anos 1950, ocupam um lugar central nas transformações que mudaram a escultura do século XX&amp;nbsp;», escreve o crítico, que faz uma análise da obra de cada artista da exposição &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Brazil-Reinvention of the Modern.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Cada um dos seis artistas tem o nome dentro de uma das letras de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Brazil&lt;/i&gt; no belo folder da exposição, que atraiu na noite de quarta-feira, 27, quase quinhentas pessoas, europeus e brasileiros, ao «&amp;nbsp;quartier&amp;nbsp;» onde estão localizadas as mais prestigiosas galerias parisienses, a dois passos do Palácio do Eliseu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Os que descobriam o neoconcretismo brasileiro se extasiavam com obras até então desconhecidas, onde se percebe a influência de Mondrian, o primeiro artista citado tanto no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Manifesto Neoconcreto&lt;/i&gt; quanto na famosa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Teoria do não-objeto&lt;/i&gt;, escrita por Ferreira Gullar em 1959. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Para o neoconcretismo a arte começa com Mondrian e nenhum outro&amp;nbsp;», escreve o crítico Paulo Venancio Filho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Pela primeira vez a Galeria Gagosian expõe artistas brasileiros. E&amp;nbsp; fez sua estreia com os mais representativos do neoconcretismo que, segundo o crítico «&amp;nbsp;não podem estar ausentes de nenhum acervo internacional de importância&amp;nbsp;». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Venancio destaca que ainda hoje «&amp;nbsp;se percebe e se surpreende com a inquietude, a voracidade, a liberdade de atitudes, procedimentos e problemas artísticos que envolviam os artistas neoconcretos&amp;nbsp;». Para ele, o experimentalismo mais radical de Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape encontra continuidade na pesquisa não menos radical de Sergio Camargo, Mira Schendel e Amílcar de Castro, «&amp;nbsp;não como continentes estanques mas vasos comunicantes&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Como a política da galeria é de sigilo absoluto em torno de preços, de compradores e dos colecionadores que emprestaram as obras, ela não comunica nem que obras estão à venda nem o valor de nenhuma das que serão vendidas durante essa exposição. «&amp;nbsp;A única coisa que posso dizer é que uma grande parte está à venda, mas nossa política é não comentar preços. O sigilo faz parte do negócio&amp;nbsp;», diz à Ilustrada Serena Cattaneo Adorno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Paulo Venancio Filho enfatiza em seu excelente texto que esta brilhante geração de artistas do neoconcretismo brasileiro, «&amp;nbsp;deslocada num centro artístico então periférico e precário, sentindo como poucas a determinação desse momento histórico de inovação e experimentação, em conjunto e individualmente, foi capaz de produzir uma obra&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; &lt;/b&gt;que hoje é histórica: um dos capítulos mais originais e radicais da arte moderna”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin-bottom: 11.25pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/" title="Home - Observatório da Imprensa"&gt;&lt;span style="color: blue; text-decoration: none;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;﻿ &lt;b&gt;Terça-feira, 11 de Outubro de 2011&lt;/b&gt; &amp;nbsp;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&amp;nbsp; ISSN 1519-7670 - Ano 16 - nº 663 - 11/10/2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="0" class="MsoNormalTable" style="mso-cellspacing: 1.5pt; mso-table-anchor-horizontal: column; mso-table-anchor-vertical: paragraph; mso-table-left: right; mso-table-lspace: 2.25pt; mso-table-rspace: 2.25pt; mso-table-top: middle; mso-yfti-tbllook: 1184;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-lastrow: yes;"&gt;   &lt;td style="padding: .75pt .75pt .75pt .75pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-element-anchor-horizontal: column; mso-element-anchor-vertical: paragraph; mso-element-frame-hspace: 2.25pt; mso-element-left: right; mso-element-top: middle; mso-element-wrap: around; mso-element: frame; mso-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: .75pt .75pt .75pt .75pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-element-anchor-horizontal: column; mso-element-anchor-vertical: paragraph; mso-element-frame-hspace: 2.25pt; mso-element-left: right; mso-element-top: middle; mso-element-wrap: around; mso-element: frame; mso-height-rule: exactly;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-left: solid #C7C7C7 1.0pt; border: none; mso-border-left-alt: solid #C7C7C7 .75pt; padding: .75pt .75pt .75pt 11.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 2;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 18pt;"&gt;IMPRENSA FRANCESA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; mso-outline-level: 1;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 24pt;"&gt;Sarkozy, o fim de um fascínio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Por Leneide Duarte-Plon em 11/10/2011 na edição 663 do Observat&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;rio da imprensa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nicolas Sarkozy está no olho do furacão: denúncias de comissões de vendas de armas para financiamento ilegal da campanha de Edouard Balladur, que Sarkozy apoiou em 1995; denúncias de financiamento ilegal de sua própria campanha em 2007, entre outros problemas que desgastam o fim do mandato presidencial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Políticos próximos do presidente estão sendo pouco a pouco atingidos por diversas denúncias. Ele próprio teria recebido financiamento ilegal para sua campanha da proprietária da L’Oréal, Liliane Bettencourt. Diversos livros de jornalistas políticos contêm revelações e denúncias altamente tóxicas contra o presidente e seu clã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na semana retrasada, o clima de fim de mandato, ou de fim de reinado como querem os franceses, era evidente nas capas das revistas semanais. &lt;i&gt;L’Express&lt;/i&gt;,&lt;i&gt;Le Point&lt;/i&gt;,&lt;i&gt;Marianne&lt;/i&gt; e&lt;i&gt;Le Nouvel Observateur &lt;/i&gt;deram capas que não escapavam à temática de fim de festa: os títulos variavam de “Parfum de fin de règne” a “La chute du clan”, com fotos de Sarkozy e seus amigos envolvidos nas denúncias que geraram diversos processos na Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas a mais chocante de todas as capas foi a da semanal &lt;i&gt;Les Inrockuptibles,&lt;/i&gt; uma revista feita para um público mais jovem, cuja redação se posiciona claramente à esquerda, como a maioria das outras revistas semanais francesas. A capa da &lt;i&gt;Les Inrockuptibles&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;Les Inrock&lt;/i&gt;, para os íntimos) era chocante: para ilustrar a matéria principal de 14 páginas sobre a eleição primária do Partido Socialista para escolher o candidato que vai enfrentar Sarkozy (cujo primeiro turno foi no domingo, 9/10), a foto mostrava dois pés que caminham, um dos quais está prestes a esmagar um homenzinho, como se esmaga uma barata. O homenzinho é Sarkozy. O título principal da capa, criativa e engraçada mas terrivelmente cruel, é: “Primária PS&amp;nbsp;: Você não quer mais Sarkozy, vá votar”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Pesquisas desfavoráveis&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Acusado pela esquerda de sucatear o serviço público em geral (escolas e hospitais em particular), Sarkozy parece ter perdido o encanto que o levou a seduzir parte dos jornalistas franceses que se renderam ao seu marketing de candidato “moderno”. Apesar de pertencer ao mesmo partido de seu antecessor Jacques Chirac, a UMP (Union pour un Mouvement Populaire), Sarkozy se apresentava como a grande novidade da política francesa, o candidato “da ruptura”. Ora, a ruptura era apenas mais dinamismo, comparado ao velho Chirac.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A situação da direita francesa é de tal forma crítica que o clima deletério pode ameaçar a candidatura Sarkozy à presidência em maio do ano que vem. Como ele ainda não se declarou oficialmente candidato, e só vai fazê-lo em fevereiro de 2012, analistas políticos já levantam a hipótese de uma candidatura de Alain Juppé (ex-primeiro ministro e atual chanceler), por exemplo. Juppé se declara fiel a Sarkozy mas não exclui uma candidatura se “por algum motivo, o presidente não se candidatar”. Uma pesquisa da semana passada de ViaVoice para o jornal &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt; indicava que 68% dos franceses pensam que o presidente vai perder se for o candidato da direita em 2012.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em eleição histórica, há duas semanas, o Senado ganhou maioria de esquerda, algo inédito na Quinta República. O fato de Sarkozy ser hoje visto como o presidente que governa para os ricos talvez explique. Seu projeto desencantou muitos dos que votaram nele e hoje, em fim de mandato, menos de um terço dos consultados dizem aprovar seu governo. Na pesquisa ViaVoice &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt; de 1° de outubro, Sarkozy tinha 33% de opinião positiva e 64% de opinião negativa. Numa pesquisa anterior do &lt;i&gt;Figaro&lt;/i&gt;, ele tivera 26% de opiniões positivas contra 72% de negativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Desejo de alternância&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na imprensa, seu grande e indefectível apoio continua sendo o jornal &lt;i&gt;Le Figaro&lt;/i&gt;, cujo dono é Serge Dassault, também proprietário da indústria de armas que fabrica os aviões Rafale, que Sarkozy ainda não conseguiu vender para nenhum país, apesar de todos os seus esforços. O &lt;i&gt;Figaro&lt;/i&gt; é tão sarkozista que os jornalistas e políticos mais críticos o chamam de “boletim oficial da UMP”, o partido do presidente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O resto da imprensa parece que se cansou dos factoides do presidente hiperativo e a enorme mobilização de eleitores para a primária do PS mostra um desejo de alternância que só pode ser saudável para a democracia. Afinal, o último presidente de esquerda, François Mitterrand, foi eleito há 30 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-6389769013525602061?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/6389769013525602061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=6389769013525602061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/6389769013525602061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/6389769013525602061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2011/10/linchar-ou-julgar.html' title='Linchar ou julgar ?'/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-7744225575801355542</id><published>2011-10-05T00:45:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T01:11:30.038-07:00</updated><title type='text'>Sarkozy, o intelectual</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Acabo de ler num blog que ao entregar a Legião de Honra à psicanalista e filósofa Julia Kristeva, Sarkozy pronunciou o nome de Roland Barthes (o semiólogo em cuja obra Kristeva é especializada) «&amp;nbsp;Barthesse&amp;nbsp;». O que prova que em 55 anos de vida Nicolas Sarkozy nunca ouviu falar de Roland Barthes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;E ele gosta de dizer que tem cultura mas não gosta de se exibir&amp;nbsp;!!! Bons tempos aqueles em que a direita francesa elegia homens como Georges Pompidou que respondia aos jornalistas recitando versos dos grandes poetas franceses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;O «&amp;nbsp;cara&amp;nbsp;» é também doutor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Esse é o título do texto que escrevi para a Carta Capital que está nas bancas sobre a cerimônia da entrega ao presidente Lula, do diploma de Doutor Honoris Causa, na Sciences Po, dia 27 de setembro. Eis a íntegra do artigo :&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Doutor Lula&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;O ex-operário, monoglota e sem diploma universitário, é Doutor Honoris Causa da prestigiosa Sciences Po de Paris&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Leneide Duarte-Plon, de Paris&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;Os intelectuais franceses de esquerda adoram Lula. O presidente brasileiro foi a primeira personalidade mundial eleita «&amp;nbsp;Homem do Ano&amp;nbsp;» pelos jornalistas do &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt; (na revista &lt;i&gt;Monde Magazine&lt;/i&gt;) inaugurando, em dezembro de 2009, essa distinção que, no fim do ano passado, consagrou o subversivo Julian Assange.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Os louros, títulos e homenagens continuam a chover no mundo inteiro sobre o presidente mais popular que o Brasil já teve, «&amp;nbsp;the guy&amp;nbsp;» segundo Barack Obama. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Ainda no poder, Lula foi eleito Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra e do Instituto de Estudos Políticos de Paris (por unanimidade), a prestigiosa universidade conhecida como Sciences Po pelos íntimos da cultura francesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Mas como frisou na terça-feira, 27 de setembro, ao receber em Paris o título na sede da Sciences Po, na Rue Saint-Guillaume, Lula achou por bem esperar o fim do mandato para receber as honrarias. Atribuiu, contudo, o mérito do prêmio «&amp;nbsp;ao povo brasileiro, que vive um momento histórico de plenitude democrática ao provar que tem um lugar importante a ocupar no mundo&amp;nbsp;» e que pode eleger governantes que querem «&amp;nbsp;governar para todos e não apenas para 30% da população como se fazia antes&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Aclamado por um auditório de estudantes, jornalistas, diplomatas e do corpo docente em toga, o presidente Lula entrou no auditório vestindo a toga preta de doutor e foi recebido sob aplausos ao som de «&amp;nbsp;Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula&amp;nbsp;», cantado pelos brasileiros. O ex-ministro José&amp;nbsp;Dirceu e o embaixador brasileiro em Paris&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;José Maurício Bustani estavam na plateia. Quando terminou de ler seu texto em que fez um balanço de sua ação na criação de universidades e na área científica e social, o ex-presidente pediu uns minutos para falar aos presentes «&amp;nbsp;olhos nos olhos&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Sem a formalidade do discurso lido, Lula mencionou a presença de seu amigo e ex-primeiro-ministro português José Sócrates, ex-aluno de Sciences Po. Em seguida, falou da Grécia, da crise europeia e da posição privilegiada que o Brasil ocupa hoje. Pregou a renovação das instâncias internacionais para se adaptarem à nova realidade mundial e incitou os jovens a participarem cada vez mais da política para mudar o mundo e promover a justiça social. Não deixou de prestar homenagem a sua sucessora, «&amp;nbsp;a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Brasil, que resistiu à ditadura, foi presa e torturada&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Lula sempre fica à vontade no seu tradicional «&amp;nbsp;numéro de séduction&amp;nbsp;», como dizem os franceses. Esbanjou simpatia e pelo permanente sorriso do diretor de Sciences Po, Richard Descoings, via-se que Lula atingiu seu objetivo&amp;nbsp;: conquistou os ouvintes. Descoings apresentara Lula como alguém que «&amp;nbsp;encarnou no Brasil e em seu governo os valores da Sciences Po, onde defendemos que o mérito pessoal não vem somente de um diploma universitário&amp;nbsp;». Jean-Claude Casanova, membro do Instituto da França e presidente da Fundação Nacional das Ciências Políticas foi quem pronunciou o elogio do novo Doutor Honoris Causa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;A espontaneidade, o carisma e o bom humor do homenageado, um verdadeiro mito para os alunos da instituição, impressionaram os que não o conheciam pessoalmente. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Lula lembrou que antes de ganhar a primeira eleição para &lt;span style="color: black;"&gt;presidente&lt;/span&gt; perdeu muito. «&amp;nbsp;Se quiserem conversar com alguém que tem muita experiência de derrotas, venham falar comigo. O importante é não desanimar e continuar lutando quando se tem um ideal&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Alguns dias antes da atribuição do prêmio, Richard Descoings recebera a imprensa. A patética mídia nativa exibiu o onipresente preconceito de classes ao questionar o diretor de Sciences Po. A correspondente do jornal «&amp;nbsp;O Globo&amp;nbsp;» perguntou por que dar um prêmio ao presidente Lula e não ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Outro jornalista atacou&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Por que premiar quem tolerou a corrupção&amp;nbsp;?&amp;nbsp;» Alguém quis saber por que distinguir alguém que chamou Khadafi de «&amp;nbsp;irmão&amp;nbsp;». Ousaram até o abjeto&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;A distinção se insere na política de Sciences Po de discriminação positiva?&amp;nbsp;»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Em artigo intitulado «&amp;nbsp;Os escravagistas contra Lula&amp;nbsp;», no qual comenta as perguntas dos representantes dos barões da imprensa nativa, o jornalista argentino do diário Página 12, Martín Granovsky escreveu&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Seria bom que soubesse que, antes de receber o doutorado Honoris Causa da Sciences Po, Lula deve pedir desculpas aos elitistas de seu país. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;Um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se por alguma casualidade chegou ao Planalto, agora deveria guardar recato. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;No Brasil, a casa grande das fazendas estava reservada aos proprietários de terras e escravos. Assim, Lula, agora, silêncio, por favor. Os da casa grande estão bravos&amp;nbsp;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Sciences Po faz parte de uma instituição que engloba a Fundação Nacional de Ciências Políticas da França e o Instituto de Estudos Políticos de Paris, que tem 6 campi em cidades francesas. Essa instituição de excelência de ensino superior e de pesquisa científica se caracteriza por uma forte presença de alunos estrangeiros. Essa universidade, que tem 140 anos, tem 10 mil estudantes, dos quais 40% vêm de 130 países, entre eles, 150 do Brasil. Entre os ex-alunos, constam os ex-presidentes franceses Jacques Chirac e François Mitterrand, o príncipe Rainier III, de Mônaco, o ex-secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali e o escritor Marcel Proust.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 10.0pt; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 150%;"&gt;No texto abaixo, a revista Carta Capital na versão online conta aos leitores com detalhes o que foi o vexame da imprensa brasileira em Paris. Show de preconceito de classe. Quem disse que Marx e a luta de classes estão superados&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="margin-top: 15.0pt;"&gt;Lula em Paris: imprensa sabuja dá vexame&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Redação Carta Capital&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;28 de setembro de 2011 às 16:53h&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;Circula há alguns dias na internet um debate sobre o mérito de o ex-presidente Lula ter recebido o título de Doutor Honoris Causa do Instituto de Estudos Políticos de Paris, mais conhecido como Sciences-Po, na terça-feira 27.&lt;br /&gt;Em seu &lt;a href="http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/" target="_blank"&gt;blog Balaio do Kotscho&lt;/a&gt;, no R7, o experiente jornalista resume a vergonhosa cobertura dos colegas brasileiros. Confira:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Lula recebe título de Doutor "Honoris Causa" em Paris.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;Começa assim, acreditem, com esta pergunta indecorosa, a entrevista de Deborah Berlinck, correspondente de &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt; em Paris&lt;b&gt;, &lt;/b&gt;com Richard Descoings, diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, que entregou o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, na tarde desta terça-feira. Para outro colega, pareceu estranho premiar um presidente que se orgulha de nunca ter lido um livro.&lt;br /&gt;Resposta de Descoings:&lt;br /&gt;“O antigo presidente merecia e, como universitário, era considerado um grande acadêmico (…) O presidente Lula fez uma carreira política de alto nível, que mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo. O Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudo superior. Isso nos pareceu totalmente em linha com a nossa política atual no Sciences- Po, a de que o mérito pessoal não deve vir somente do diploma universitário. Na França, temos uma sociedade de castas. E o que distingue a casta é o diploma. O presidente Lula demonstrou que é possível ser um bom presidente, sem passar pela universidade.”&lt;br /&gt;A entrevista completa de Berlinck com Descoings foi publicada no portal de &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt; às 22h56 do dia 22/9. Mas a história completa do vexame que a imprensa nativa sabuja deu estes dias, inconformada por Lula ter sido o primeiro latino-americano a receber este título, que só foi outorgado a 16 personalidades mundiais em 140 anos de história da instituição, foi contada por um jornalista argentino, Martin Granovsky, no jornal&lt;i&gt; Página 12&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Tomei emprestada de Mino Carta a expressão imprensa sabuja porque é a que melhor qualifica o que aconteceu na cobertura do sétimo e mais importante título de Doutor Honoris Causa que Lula recebeu este ano. &lt;span lang="EN-US"&gt;Sabujo, segundo as definições encontradas no Dicionário Informal, significa servil, bajulador, adulador, baba-ovo, lambe-cu, lambe-botas, capacho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sob o título “Escravocratas contra Lula”, Granovsky relata o que aconteceu durante uma exposição feita na véspera pelo diretor Richard Descoings para explicar as razões da iniciativa do Science- Po de entregar o título ao ex-presidente brasileiro.&lt;br /&gt;“Naturalmente, para escutar Descoings, foram chamados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático (…). Um dos colegas perguntou se era o caso de se premiar a quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado(…).&lt;br /&gt;“Por que premiam a um presidente que tolerou a corrupção”, foi a pergunta seguinte. O professor sorriu e disse: “Veja, Sciences Po não é a Igreja Católica. Não entra em análises morais, nem tira conclusões apressadas. Deixa para o julgamento da história este assunto e outros muito importantes, como a eletrificação das favelas em todo o Brasil e as políticas sociais (…). Não desculpamos, nem julgamos. Simplesmente, não damos lições de moral a outros países.”&lt;br /&gt;Outro colega brasileiro perguntou, com ironia, se o Honoris Causa de Lula era parte da ação afirmativa do Sciences Po. Descoings o observou com atenção, antes de responder. “As elites não são apenas escolares ou sociais”, disse. “Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro-mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas.”&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;No final do artigo, o jornalista argentino Martin Granovsky escreve para vergonha dos jornalistas brasileiros:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Em meio a esta discussão, Lula chegará à França. Convém que saiba que, antes de receber o doutorado Honoris Causa da Sciences Po, deve pedir desculpas aos elitistas de seu país. &lt;span lang="EN-US"&gt;Um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se por alguma casualidade chegou ao Planalto, agora deveria exercer o recato. &lt;/span&gt;No Brasil, a Casa Grande das fazendas estava reservada aos proprietários de terra e escravos. Assim, Lula, silêncio por favor. Os da Casa Grande estão irritados.”&lt;br /&gt;Desde que Lula passou o cargo de presidente da República para Dilma Rousseff há nove meses, a nossa grande imprensa tenta jogar um contra o outro e procura detonar a imagem do seu governo, que chegou ao final dos oito anos com índices de aprovação acima de 80%.&lt;br /&gt;Como até agora não conseguiram uma coisa nem outra, tentam apagar Lula do mapa. O melhor exemplo foi dado hoje pelo maior jornal do País, a &lt;i&gt;Folha de S. Paulo&lt;/i&gt;, que não encontrou espaço na sua edição de 74 páginas para publicar uma mísera linha sobre o importante título outorgado a Lula pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris.&lt;br /&gt;Em compensação, encontrou espaço para publicar uma simpática foto de Marina Silva ao lado de Fernando Henrique Cardoso, em importante evento do instituto do mesmo nome, com este texto-legenda:&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;“AFAGOS – FHC e Marina em debate sobre Código Florestal no instituto do ex-presidente; o tucano creditou ao fascínio que Marina gera o fato de o auditório estar lotado.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Assim como decisões da Justiça, critérios editoriais não se discute, claro.&lt;br /&gt;Enquanto isso, em Paris, segundo relato publicado no portal de &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt; pela correspondente Deborah Berlinck, às 16h37, ficamos sabendo que:&lt;br /&gt;“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com festa no Instituto de Estudos Políticos de Paris – o Sciences- Po -, na França, para receber mais um título de doutor honoris causa, nesta terça-feira. Tratado como uma estrela desde sua entrada na instituição, ele foi cercado por estudantes e, aos gritos, foi saudado. Antes de chegar à sala de homenagem, em um corredor, Lula ouviu, dos franceses, a música de Geraldo Vandré, “para não dizer que eu não falei das flores”.&lt;br /&gt;“A sala do instituto onde ocorreu a cerimônia tinha capacidade para 500 pessoas, mas muitos estudantes ficaram do lado de fora. O diretor da universidade, Richard Descoings, abriu a cerimônia explicando que a escolha do ex-presidente tinha sido feita por unanimidade.”&lt;br /&gt;Em seu discurso de agradecimento, Lula disse:&lt;br /&gt;“Embora eu tenha sido o único governante do Brasil que não tinha diploma universitário, já sou o presidente que mais fez universidades na história do Brasil, e isso possivelmente porque eu quisesse que parte dos filhos dos brasileiros tivesse a oportunidade que eu não tive.”&lt;br /&gt;Para certos brasileiros, certamente deve ser duro ouvir estas coisas. É melhor nem ficar sabendo.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 115%;"&gt;Daniel Cohn-Bendit não perdeu a indignação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Um vídeo de Daniel Cohn-Bendit, ex-enfant terrible de Maio de 1968 na França que recomendo com entusiasmo mostra o vigor do deputado do Parlamento europeu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Cohn-Bendit faz nesse vídeo um discurso inflamado no Parlamento chamando Lady Ashton à responsabilidade. Lady Catherine Ashton,&amp;nbsp; ministra das relações exteriores da União Europeia, é responsável por uma política externa em relação a Israel e à Palestina no mínimo ambígua. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Cohn-Bendit (pronuncia-se o e como e mesmo) que o também deputado europeu Le Pen insiste em chamar de Cohn-Bandit (dizendo o e como se fosse um a, o que torna a pronúncia igual a “bandit”, bandido), prova que os anos não pesam sobre ele como sobre outros intelectuais judeus franceses que foram de esquerda e se tornaram filossemitas (denominação do filósofo israelense Ivan Segré, no seu livro La réaction philosémite). Esses intelectuais franceses, antigos militants de esquerda, tornaram-se filossemitas e se alinham incondicionalmente com a política racista e imperialista do atual governo israelense. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Veja &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Or3ssmKBIEA"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Carla Bruni-Sarkozy écrit au mari de Rafah Nached&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Carla Bruni-Sarkozy escreveu ao marido da psicanalista síria Rafah Nached, presa no aeroporto de Damasco pouco antes de tomar o avião para Paris, em setembro, onde sua filha daria à luz uma menina. Eis a carta em francês para os leitores (grande maioria) que falam e lêem a língua de Flaubert.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;La Règle du jeu et le Lacan quotidien publient, en exclusivité, la lettre de Carla Bruni-Sarkozy au Docteur Abdallah, l’époux de Rafah Nached, la psychanalyste syrienne arrêtée le 10 septembre.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Paris, le 2 octobre 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Cher Docteur ABDALLAH,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;J’ai appris que votre épouse, le Docteur Rafah NACHED, a disparu dans la nuit du 10 septembre, et que vous avez été 5 jours sans savoir ce qu’il était advenu d’elle. Il ne m’est pas difficile d’imaginer dans quelle angoisse vous et votre famille avez vécu ces moments.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Depuis lors, vous avez été averti qu’elle avait été arrêtée par des services de la sécurité militaire, et qu’elle était désormais emprisonnée. Vous avez le droit de lui faire deux visites d’une demi-heure par semaine. La dernière fois, vous avez constaté qu’elle était trop épuisée pour se tenir debout le temps de la visite. Elle souffre en effet de troubles cardiaques, et tous ceux qui la connaissent sont inquiets de son état de santé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Je suis atterrée par ce qui lui arrive. J’ai pu constater que Rafah NACHED a beaucoup d’amis à Paris, où elle s’est formée comme psychanalyste. Il me paraît inconcevable que cette clinicienne, qui se voue à la thérapeutique et à l’étude, soit une menace pour l’ordre public, pour la sécurité de l’Etat.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Rafah NACHED, cette femme libre et accomplie, dont la notoriété est internationale, dont la vie et les travaux honorent la Syrie, les femmes syriennes et arabes, et toutes les femmes, connaît aujourd’hui un sort injustifiable. C’est pourquoi j’ose espérer que ceux qui peuvent rendre Rafah NACHED aux siens le feront sans attendre plus longtemps.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Cher Docteur Addallah, depuis l’arrestation de Rafah NACHED, votre petite-fille est née. Sans doute ne l’aura-t-on pas dit à votre épouse. Mais, dans sa cellule où elle est emprisonnée, elle n’est pas seule. Des milliers d’amis, connus ou inconnus, pensent à elle chaque jour à travers le monde, et n’auront de cesse d’agir pour que, très vite, elle retrouve la liberté, et puisse embrasser la petite Indya.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Avec toute mon admiration pour le courage de Rafah et le vôtre, je vous adresse à tous les deux mes sentiments de solidarité et de profonde sympathie.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Carla BRUNI-SARKOZY&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-7744225575801355542?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/7744225575801355542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=7744225575801355542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/7744225575801355542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/7744225575801355542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2011/10/sarkozy-o-intelectual.html' title='Sarkozy, o intelectual'/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-2355731913464661265</id><published>2011-09-26T08:28:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T12:28:08.119-07:00</updated><title type='text'>Paris lembra Lacan</title><content type='html'>&lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O psicanalista Jacques Lacan morreu em Paris há 30 anos. Os psicanalistas lacanianos, a imprensa francesa e a intelligentsia da França comemoram a data com a publicação de reportagens, entrevistas e livros em torno da vida e da obra de Lacan. Debates, conferências e seminários estão programados para este ano e para o próximo. Há também muito desentendimento entre os que disputam o legado de Lacan, como Jacques-Alain Miller, o genro e editor dos seminários (casado com a filha de Lacan, Judith Miller) e Elisabeth Roudinesco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Um amigo psicanalista me contou uma história que se passou com &amp;nbsp;ele. No dia da morte de Lacan, 9 de setembro de 1981, morreu o pai desse psicanalista. Abatido, triste, Patrick Faugeras encontra uma amiga também psicanalista. Ela já estava a par da morte de Lacan, ele não. &amp;nbsp;A amiga lhe pergunta como vai. Patrick lhe diz&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Meu pai morreu&amp;nbsp;». Ela lhe responde num tom descontraído, diz que ele vai superar logo, como todo mundo. Ele acha a resposta um tanto estranha e se despede sem entender. Mais tarde, alguém lhe telefona para anunciar a morte de Lacan e Patrick entende a reação bizarra da amiga. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Entre os lacanianos mais ligados ao mestre, houve quem telefonasse a amigos para dizer&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Os inimigos de Lacan estão espalhando o boato de sua morte&amp;nbsp;». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Como aceitar a morte de um mito&amp;nbsp;? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Depois de Freud, ninguém deu um passo tão grande na compreensão do inconsciente. Lacan promoveu a volta aos textos de Freud e renovou a psicanálise à luz do estruturalismo e da linguística. O lacanismo está muito vivo na França, no Brasil e na Argentina, apesar das divisões e rivalidades entre lacanianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas isso é uma outra história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Viva a cultura&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Dilma foi à Bienal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Uma presidente, que segundo leio no &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt;, devora Proust, é um orgulho para mim. Ela me deu orgulho de ser brasileira quando ouvi &amp;nbsp;seu discurso de abertura na Assembleia Geral da ONU, (íntegra na internet). Além de tudo, ela tem uma biografia de resistência à ditadura que respeito. Chapeau. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Enquanto isso, os jornalistas franceses zombam de Sarkozy, conhecido por sua incultura. Parece que ele faz questão de ser visto e fotografado lendo «&amp;nbsp;Guerra e Paz&amp;nbsp;», de Tolstoi.&amp;nbsp; Alguém sugere&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Por que ele não lê «&amp;nbsp;O idiota&amp;nbsp;», de Dostoievski&amp;nbsp;?&amp;nbsp;» &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Por falar em idiota, li um pequeno perfil do escritor brasileiro Paulo Coelho na revista do &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt;. Já faz um tempo. Ele dizia em certo momento que pensava em Pedro, o discípulo de Cristo que foi escolhido por Jesus para construir sua igreja «&amp;nbsp;apesar de ter negado o mestre por três vezes&amp;nbsp;». O acadêmico (que Academia essa, que acolhe tal escritor&amp;nbsp;!) conclui&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Sua fraqueza não impediu o amor de Deus&amp;nbsp;»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ora, Paulo Coelho deveria voltar a ler os Evangelhos (se é que leu algum dia). Jesus escolhe Pedro e faz a famosa declaração «&amp;nbsp;Pedro, tu és pedra, e sobre esta pedra construirei minha igreja&amp;nbsp;», muito antes de ser preso e julgado. E Pedro só negou seu Mestre quando este já estava preso e o discípulo foi apontado como seu seguidor por uma mulher que o reconheceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O que esperar de Paulo Coelho&amp;nbsp;? Rigor, brilho, inteligência&amp;nbsp;? Seria pedir muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sétima arte&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sem dúvida foi o melhor filme francês que vi nos últimos meses&amp;nbsp;: &lt;i&gt;L’Apollonide, souvenirs de la maison close,&lt;/i&gt; de Bertrand Bonello. Um filme sublime. Belo e inteligente. Aclamado de A a Z pela exigente crítica francesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Meu ginecologista (que não é ator), um médico conceituado &amp;nbsp;com uma clientela de «&amp;nbsp;bourgeoises parisiennes&amp;nbsp;», faz o papel de um ginecologista que vai ao bordel examinar as prostitutas que trabalham no estabelecimento de luxo do filme. A descoberta me fez rir no cinema, ao reconhecer sua imagem e sua voz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Na próxima vez que for vê-lo, sério, circunspecto, vou dizer que o vi no filme. Ele vai fazer um pequeno sorriso discreto, se bem o conheço. Talvez não diga nada. Vou lhe dizer que ele está irrepreensível no papel do ginecologista…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Werner Herzog fez um belo filme sobre a Gruta de Chauvet, descoberta em 1994, na região da Ardèche. O filme se chama &lt;i&gt;La grotte des rêves perdus, &lt;/i&gt;&amp;nbsp;é &amp;nbsp;em 3D e vale como uma viagem ao passado, ao cotidiano de homens e animais desaparecidos há 30 mil anos. Esses ancestrais do homem moderno deixaram na gruta pinturas fabulosas, dignas de Picasso, Chagall e outros grandes artistas. Imperdível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Et maintenant, on va où&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;é o segundo filme da libanesa Nadine Labaki que realizou o delicioso &lt;i&gt;Caramel,&lt;/i&gt; que não sei se passou no Brasil. A cinematografia que não repousa sobre o &lt;i&gt;star system&lt;/i&gt; é a que mais me interessa nos últimos anos, seja iraniana, libanesa, coreana ou ainda tailandesa. Importante é o diretor e o que ele tem a dizer e não o sistema que fabrica estrelas, seja em Hollywood ou alhures. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Você jà ouviu falar de Claude Baz Moussawbaa, Layla Hakim, Yvonne Maalouf&amp;nbsp;?Eu também nunca tinha ouvido falar delas, nem de nenhum dos atores formidáveis que vivem os personagens dessa fábula sobre a tolerância, que retrata a dificuldade de convivência pacífica entre comunidades religiosas diferentes (muçulmanos e cristãos) numa aldeia libanesa. Um deleite. Belo, leve, eficaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A volta de DSK &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Dominique Strauss-Kahn bateu recordes de audiência no canal TF1, domingo, 18 de setembro,&amp;nbsp;numa paródia mal disfarçada do presidente Clinton ao se dirigir à nação depois do affaire Lewinski. Um jornal francês observou que DSK mostrou, em sua fala bem ensaiada, que os 24 minutos de televisão eram tão «&amp;nbsp;impróprios&amp;nbsp;» quanto os 9 minutos de sua relação furtiva mas «&amp;nbsp;sem violência, sem força, sem agressão nem qualquer outro ato delituoso&amp;nbsp;» com Naffisatou Diallo. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; color: #3e3e3e; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Abaixo, a íntegra do texto que fiz para o Observatório da imprensa&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="1" class="MsoNormalTable"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;﻿&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;b&gt;Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011&lt;/b&gt; &amp;nbsp; - Ano 16 - nº 660 - 20/09/2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="0" class="MsoNormalTable"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color -moz-use-text-color rgb(199, 199, 199); border-style: none none none solid; border-width: medium medium medium 1pt; padding: 0.75pt 0.75pt 0.75pt 11.25pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;DOMINIQUE STRAUSS-KAHN&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Exercício de mea-culpa sem respostas concretas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Por Leneide Duarte-Plon em 21/09/2011 na edição 660&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na França, o telejornal de domingo (18/9) da TF1 bateu todos os recordes de audiência e vai ficar para a história. A apresentadora Claire Chazal entrevistou ao vivo o ex-presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, na primeira vez em que ele falou depois de seu retorno à França. O “affaire DSK” mobiliza a mídia francesa há quatro meses e causou um substancial aumento das vendas de jornais e revistas desde o dia 14/5.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Todas as pessoas que se interessam pela atualidade política seguiram atentamente a entrevista de 25 minutos, um recorde de tempo num jornal televisivo. Mas não somente os que se interessam por política. O caso DSK mistura sexo, política, poder e dinheiro: elementos que despertam interesse e fazem o sucesso de diversas séries americanas. Quatorze milhões de espectadores franceses queriam saber o que se passou na suíte 2806 no dia 14/5. Logo depois da entrevista, diversos canais já comentavam as declarações do ex-candidato favorito à indicação do Partido Socialista na eleição presidencial de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O prestigioso “journal de référence” francês, &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt;, fez um exercício meticuloso de jornalismo. Comparou e analisou com o texto original cada frase retirada do relatório de Cyrus Vance que DSK usou a seu favor. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A conclusão do jornal é que em diversos momentos ele torceu as palavras do texto do relatório para usá-lo em sua defesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Le Monde&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;diz que o resumo que fez DSK do relatório é seletivo e distorcido. Um exemplo: “Vance não limpa DSK de culpa. Ele não diz que ‘Naffisatou Diallo mentiu sobre tudo’, como afirmou o entrevistado, mas que ela deu versões contraditórias do que se passou depois de 12h26, hora em que ela saiu da suíte de DSK. Cyrus Vance não conclui que não houve agressão sexual mas que ‘as dúvidas sérias sobre a credibilidade da suposta vítima’ não permitiam que se pudesse apoiar no seu testemunho”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Espetáculo controlado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Jornalismo é um métier que exige tempo, método e rigor. Mais uma vez, o &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt; fez um trabalho difícil, meticuloso e sério e pôde demonstrar, com o apoio do texto usado pelo próprio entrevistado, como sua interpretação lançada em algumas frases era, no mínimo, inexata e tendenciosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O esperado mea-culpa revelou-se um espetáculo de comunicação milimetricamente controlado pela empresa que cuida da comunicação de DSK (Euro RSCG). &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na opinião do jornalista Nicolas Domenach, do Canal Plus, “o mea-culpa de DSK foi feito num show muito bem preparado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Foi como se víssemos o número de um ator que ensaiou bem seu texto”. O &lt;i&gt;Grand Journal&lt;/i&gt; do Canal Plus chegou a mostrar com imagens como a fala inicial de DSK foi calcada na fala de Clinton em que o então presidente reconhece seu erro e pede desculpas à sua mulher. DSK usou a mesma ordem de frases, as mesmas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na segunda-feira, 19/9, outros jornalistas observavam que Strauss-Kahn não pediu desculpas aos franceses pelo seu “erro, sua falta moral”, como ele qualificou o que se passou na suíte do Sofitel de New York. Limitou-se a admitir que faltou “ao encontro marcado com os franceses”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Analisando a fala de DSK, o jornalista Jean-Michel Aphatie, do &lt;i&gt;Grand Journal&lt;/i&gt;, assinala algo curioso: o acusado de estupro pela camareira Nafissatou Diallo não disse o que se passou naquele dia em Nova York, mas “o que não se passou”. De fato, DSK frisou que não houve violência, não foi uma relação “tarifada” e não houve agressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Depois de ouvir a entrevista, Kenneth Thompson, o advogado da camareira, comentou: “Mas como ele pode justificar uma relação de nove minutos entre duas pessoas que nunca se viram, sem ser com constrangimento físico?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O antigo líder estudantil de 1968 e atual deputado no Parlamento europeu Daniel Cohn-Bendit não se sentia muito à vontade para comentar o discurso por ser amigo do acusado. Mas, entrevistado ao vivo no dia seguinte, disse ter achado que “Dominique não encontrou as palavras, não parecia sincero”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Desvalorizado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O jornal &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt; fez sua manchete principal de capa com a foto de DSK sublinhando a confissão de uma “falta moral” e sua ausência de um encontro marcado com os franceses nas futuras eleições. O jornal enfatiza que o acusado não deixou escapar a oportunidade de alimentar a “absurda tese” de um complô ou uma armadilha contra ele. Vincent Giret, que assinou o editorial de &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt;, viu nessa insinuação “uma falta de tato, ou pior, um passo em falso”. “Ele levanta essa suspeita sem a mínima prova para sustentar essa tese inverossímil”, diz Giret.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O editorialista de &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt;, como muitos franceses, diz que a pretensa aula de economia que DSK quis dar na entrevista ao analisar o problema grego parecia anacrônica e &lt;i&gt;déplacée&lt;/i&gt;. Hervé Favre, do jornal &lt;i&gt;La Voix du Nord&lt;/i&gt;, vê “o futuro de Dominique Strauss-Kahn mais desvalorizado que um título da dívida grega”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em outro artigo assinado, os jornalistas de &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt; Raphël Garrigos e Isabelle Roberts falam de uma entrevista feita com um script de uma superprodução mas que termina com “uma inútil análise da crise”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Inútil porque ele não ocupa mais nenhum cargo de decisão, inútil porque sua palavra de economista ficou poluída pelo ruído de um terrível escândalo sexual ao qual sua imagem está indelevelmente associada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A entrevista foi controlada pelos marketeiros de DSK em todos os detalhes, inclusive na escolha de Claire Chazal como entrevistadora. Ela é uma das melhores amigas de Anne Sinclair, mulher de DSK, que o apoiou em todos os momentos e é usada por ele como argumento de sua “inocência”. Obviamente, quando ele se diz inocente, está se referindo ao estupro e à violência de que é acusado, pois o ato sexual ficou provado pelos exames de DNA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O diretor de redação da revista &lt;i&gt;L’Express&lt;/i&gt;, que DSK tratou de “tabloide” durante sua entrevista, publicou imediatamente online uma carta-resposta. Nela, Christophe Barbier justifica a capa em que a revista expôs o problema de DSK com as mulheres. E diz que o relatório de Cyrus Vance que o ex-presidente do FMI mostrava para justificar sua auto-defesa cita a revista &lt;i&gt;L’Express&lt;/i&gt; e essa matéria. O promotor basearia sua argumentação em informações de um “tabloide”?, pergunta Barbier. Além do mais, diz ele, sua revista foi a única a reproduzir integralmente o relatório de Cyrus Vance.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Quanto aos leitores de &lt;i&gt;L’Express&lt;/i&gt;, 31% acharam a entrevista “surrealista”, pois pensam que ele não tinha que ir se explicar num jornal de televisão. Outros 32% acharam que foi uma jogada de marketing muito bem preparada. Somente 11% acharam que ele falou com dignidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[Leneide Duarte-Plon, jornalista, de Paris]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 11.25pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-2355731913464661265?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/2355731913464661265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=2355731913464661265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/2355731913464661265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/2355731913464661265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2011/09/paris-lembra-lacan.html' title='Paris lembra Lacan'/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-1642611988721126420</id><published>2011-08-28T04:20:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T08:38:10.996-07:00</updated><title type='text'>A condenação da arte</title><content type='html'>&lt;m:smallfrac m:val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:rmargin m:val="0"&gt;    &lt;m:defjc m:val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent m:val="1440"&gt;    &lt;m:intlim m:val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim m:val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rG_PM8lRbCg/TlodfAL5LdI/AAAAAAAABKI/P0SBIF2IFFc/s1600/Convite+Celso+Antonio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="288" src="http://1.bp.blogspot.com/-rG_PM8lRbCg/TlodfAL5LdI/AAAAAAAABKI/P0SBIF2IFFc/s320/Convite+Celso+Antonio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O escultor Celso Antônio (1896-1988) estudou escultura em Paris com Antoine Bourdelle, de quem foi aluno e depois assistente, de 1923 a 1926. De volta ao Brasil, conheceu a glória e, no fim da vida, o ostracismo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Depois de 15 anos de pesquisa e dezenas de entrevistas, escrevi em Paris o livro «&amp;nbsp;Celso Antônio, a condenação da arte&amp;nbsp;», uma biografia do artista que será lançada na Bienal do Livro do Rio, dia 3 de setembro,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; com uma palestra da professora universit&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;ria&amp;nbsp; Leila Duarte, "O escultor e seu tempo".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O Secretário de Cultura de Niteroi, Claudio Valério Teixeira, é o autor do texto de apresentação, além do crítico José Roberto Teixeira Leite. Oscar Niemeyer escreveu um texto para o livro e Otto Lara Resende, grande entusiasta do artista e do projeto, escreveu o texto que reproduzo abaixo&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Justiça para um grande artista&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBlockText" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 150%;"&gt;Como simples testemunha do meu tempo, considero um absurdo que até hoje, final de 1989, um artista do valor e da importância de CELSO ANTÔNIO&amp;nbsp;não tenha tido ainda o reconhecimento que merece. É sabido que a morte impõe um período de silêncio, como se entre a posteridade e o morto ilustre fosse necessário fazer uma reflexão para reavaliar o que significou de fato a sua contribuição para a cultura nacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Quem quer que tenha interesse pelas artes e pelas letras no Brasil sabe a importância de CELSO ANTÔNIO. Nem é preciso ter sido seu contemporâneo, ou ter acompanhado, mesmo à distância, o itinerário que o artista percorreu. Não lhe faltou sequer o sal da grande controvérsia, quando sua arte foi vítima da incompreensão e da burrice.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;CELSO ANTÔNIO, tendo vivido e trabalhado num momento de renovação cultural em todas as frentes, foi um grande artista inovador. Com um temperamento discreto, alheio ao marketing das celebridades de 15 minutos, o grande artista teve ao seu lado as melhores inteligências e sensibilidades de seu tempo. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Bastaria citar três grandes nomes, entre seus fervorosos admiradores&amp;nbsp;: Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Rodrigo M. F. de Andrade. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tudo que se fizer em favor de CELSO ANTÔNIO, a partir de agora, é justo e oportuno. Chega tarde, mas ainda chega a tempo de saldar uma dívida que o Brasil tem para com esse extraordinário artista, que conheci, admirei e defendi, quando foi vítima da agressiva estupidez dos que se trancam na rotina e no ar viciado do pior academicismo. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Otto Lara Resende&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Rio de Janeiro, 20 de novembro de 1989&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Rio, photoshopado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Um amigo me enviou um vídeo lindo sobre o Rio. Visto do alto, com imagens editadas cuidadosamente para evitar todas as favelas, o Rio é belo&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;como uma bela mulher “photoshopada”. Não vi a Rocinha, nem o Vidigal nem o Pavão, nem Dona Marta. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Se o Rio fosse apenas o que o vídeo mostra seria uma maravilha. O problema é que só nos vídeos podemos esconder o caos urbano de que as favelas são a face mais evidente e que se alastra como uma chaga. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Quem vai ao Rio frequentemente como eu sabe que o caos urbano e a miséria estão lá, geram violência e afastam turistas que sonham com as fotos das belas praias e com a sensualidade da cidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Aliàs, alguns cariocas que leram a entrevista que fiz para a revista Carta Capital com Gilles Lapouge me insultaram e o trataram de «&amp;nbsp;francês imbecil&amp;nbsp;» porque ele ousou comparar o Rio a São Paulo e dizer que prefere o dinamismo e a criatividade da cidade dos bandeirantes. Os indignados cariocas tiveram reações epidérmicas, primárias, muito distantes da reflexão que o Rio merece para começar a resolver seus problemas, que não são poucos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Paris é gay&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-42CStwVvExM/TloeFGTrp2I/AAAAAAAABKM/VyRpGkQHKRs/s1600/Gay+pride+2010+002+%252818%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-42CStwVvExM/TloeFGTrp2I/AAAAAAAABKM/VyRpGkQHKRs/s320/Gay+pride+2010+002+%252818%2529.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3VSBFW2o2kg/TloefV1m6qI/AAAAAAAABKQ/IjGj2zbaQv8/s1600/Gay+pride+2010+002+%252840%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-3VSBFW2o2kg/TloefV1m6qI/AAAAAAAABKQ/IjGj2zbaQv8/s320/Gay+pride+2010+002+%252840%2529.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-B2Xd0jteuSs/Tloe8hl1dgI/AAAAAAAABKU/iKpzFSxKnMg/s1600/Gay+pride+2010+002+%252861%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-B2Xd0jteuSs/Tloe8hl1dgI/AAAAAAAABKU/iKpzFSxKnMg/s320/Gay+pride+2010+002+%252861%2529.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Li na «&amp;nbsp;Carta Capital&amp;nbsp;» que cerca de 200 homossexuais são assassinados no Brasil, anualmente, por serem gays. Em diversos países do mundo eles são condenados à morte depois de julgados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, gay assumido, costuma participar da gay pride de gravata e paletó, abrindo o cortejo com outros políticos que apoiam a luta pela igualdade e o respeito aos gays. O ministro da cultura Frédéric Mitterrand (sobrinho de François Mitterrand) também é gay assumido. Jamais a orientação sexual deles serviu de pretexto para desqualificá-los, ambos pessoas de grande classe. No dia em que o Brasil respeitar a diferença e julgar os políticos pelos seus atos e projetos e não por sua preferência sexual, muitos homens públicos poderão viver publicamente sua homossexualidade e abandonar a vida dupla que o machismo ambiente lhes impõe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Todos os grupos de gays tem seu carro ou seu espaço na gray pride parisiense&amp;nbsp;: judeus, aposentados , ex-deportados, policiais, empregados da Air France, lésbicas, transexuais e alguns brasileiros e brasileiras com bandeira e &amp;nbsp;tudo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VG5VRwvakJ0/TlofX-6QqQI/AAAAAAAABKY/hCaYNyUzg1U/s1600/Gay+pride+2010+002+%252875%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-VG5VRwvakJ0/TlofX-6QqQI/AAAAAAAABKY/hCaYNyUzg1U/s320/Gay+pride+2010+002+%252875%2529.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jSLo99UzT7M/TlofsPoNhPI/AAAAAAAABKc/3_AZHZMZjiw/s1600/Gay+pride+2010+002+%252863%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-jSLo99UzT7M/TlofsPoNhPI/AAAAAAAABKc/3_AZHZMZjiw/s320/Gay+pride+2010+002+%252863%2529.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;História de amor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Eis a íntegra da entrevista sobre o «&amp;nbsp;Dictionnaire amoureux du Brésil&amp;nbsp;», do jornalista e escritor Gilles Lapouge, publicada na revista Carta Capital em agosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Carta Capital – Entrevista com Gilles Lapouge &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Leneide Duarte-Plon, de Paris&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O Brasil de Gilles Lapouge é um país de contrastes. Cruel e cordial. Que valoriza a pele branca mas quer parecer o paraíso da miscigenação, um país sem racismo. O jornalista e escritor de 85 anos acaba de lançar, em Paris, &amp;nbsp;com grande sucesso de crítica, o «&amp;nbsp;Dictionnaire amoureux du Brésil&amp;nbsp;», (editora Plon, 659 páginas). Bernard &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Pivot, um dos mais respeitados críticos franceses, não poupou elogios : «Entre os quase cinquenta dicionários amorosos, esse é o mais exótico, o mais romanesco, o mais encantador, o mais cativante, em suma, o melhor&amp;nbsp;». &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Os 70 verbetes são variados e surpreendentes e vão de abelhas, Aleijadinho, passando por Jorge Amado, Claude Lévi-Strauss, pau-brasil, saudade, chuva de Belém, Proust nas favelas, peles, pecado da carne, Palmares até chegar a Verger, Pierre. Oviamente, há uma entrada «&amp;nbsp;São Paulo&amp;nbsp;» e outra «&amp;nbsp;Capitais&amp;nbsp;: Salvador, Rio e Brasília&amp;nbsp;».&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Lapouge observa sem "parti pris" um país fascinante. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O distanciamento crítico do autor permite assertivas duras e sem condescendência. Mas não significa frieza, indiferença. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na entrevista exclusiva a &lt;b&gt;Carta Capital&lt;/b&gt;, Lapouge fez uma declaração de amor ao Brasil, que conhece há 60 anos&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;É um país que adoro. Claro que há coisas que detesto no Brasil mas aqui também há e muito mais. O Brasil me deu tudo, não somente meu métier, não apenas o conhecimento do país, ele me inventou&amp;nbsp;». &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Você descobriu o Brasil há 60 anos. Seu «&amp;nbsp;Dictionnaire amoureux du Brésil&amp;nbsp;» é muito crítico mas ao mesmo tempo justo, critica diversos aspectos do país e elogia outros. Foi difícil escolher os verbetes e decidir o tom&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para os verbetes me guiei pela regra dos dicionários da coleção. Acho que fui o mais fiel pois o dicionário amoroso não deve ser exaustivo, &amp;nbsp;deve apresentar o que se aprecia ou não, sem regras pré-fixadas. Não fiz nenhum plano prévio, vinha ao escritório, pensava no Brasil e escrevia.&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP : &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O distanciamento critico é um tanto difícil, não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Sou muito crítico quanto ao problema da violência, mas mesmo o mais patriota dos brasileiros não pode negar que o Brasil é um país muito violento, às vezes.&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Equilibro essa crítica com um verbete sobre a cordialidade. Poderia ter feito um só e dizer «&amp;nbsp;eles são cordiais mas crueis&amp;nbsp;». Preferi fazer dois artigos que são como duas peças de um díptico&amp;nbsp;: é preciso ler um e outro. O brasileiro é muito cruel por muitas razões (históricas, sociológicas etc), e formidavelmente acolhedor, terno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; São dois verbetes muito justos, que revelam o fino observador. Em «&amp;nbsp; cordialidade&amp;nbsp;», você desmonta o mito do «&amp;nbsp;homem cordial&amp;nbsp;» de Sérgio Buarque de Holanda, demonstrando «&amp;nbsp;porque Stefan Zweig não compreendeu nada do Brasil&amp;nbsp;». O brasileiro não seria um povo esquizofrênico, entre a cordialidade e a crueldade&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Não sei se esquizofrênico, há uma conotação de doente na palavra, acho que não é isso. O que é terrível no Brasil, mas fascinante também, é que ele me parece, às vezes, para além do princípio de contradição, isto é, os brasileiros são capazes de ser ao mesmo tempo crueis, felizmente não com frequência, e muito gentis. Mas mesmo as pessoas crueis no Brasil podem ser gentis de certa forma. O que acho bastante fora do comum. Aqui na França temos os marginais, pessoas terríveis, e temos as pessoas gentis. Mas são separados. No Brasil, existe uma espécie de mistura muito especial, os contrários podem coabitar e nesse caso especialmente. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Sobre Lévi-Strauss você diz&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;O Brasil foi a chance de Lévi-Strauss, a porta de entrada de seu destino&amp;nbsp;». Isso é válido para você também, não&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Exatamente. Meu destino foi o Brasil e não somente pelo tempo que vivo com ele mas pelo que o Brasil me trouxe como inteligência, gentileza. É um país que adoro. Você diz que há um tom crítico no dicionário, mas é porque amo o Brasil. Penso que os brasileiros entendem isso. Claro que há coisas que detesto no Brasil mas aqui há muito mais. O Brasil me deu tudo, não somente meu métier, não apenas o conhecimento do país, ele me inventou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Sobre Lévi-Strauss você escreve&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Um dia ela me confessou que era polígamo, mas por causa das leis francesas, em vez de juntar todas as mulheres no mesmo momento, ele as desfiava ao longo do tempo, «&amp;nbsp;como as pérolas de um colar&amp;nbsp;». Você revela um Lévi-Strauss don Juan com um colar no lugar da famosa lista&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ele não tinha nenhum ar de don Juan quando o víamos. Deve ter sido interessante quando jovem, mas não era um Dominique Strauss-Kahn na maneira de agir. Era frio, um pouco irônico. Ele se interessava pelas mulheres, teve quatro mulheres, é bastante. Sua primeira mulher era conhecida por ser bastante feminina, muito interessada pelos homens. Pelo menos foi a lembrança que ela deixou nas pessoas que fizeram a expedição de Matro Grosso. Era uma mulher que gostava de despertar interesse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Lévi&lt;b&gt;-&lt;/b&gt;Strauss não era muito simpático, mas também não era antipático. Era frio, com uma inteligência um tanto inquietante de tão perfeita. Era mais inteligente que sensível. Tinha um discurso bem organizado. Ouvia uma pergunta, qualquer que fosse, refletia alguns segundos e a resposta caía como uma guilhotina, implacável, perfeita. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Não havia erro, ele não tinha dúvidas também. Ele sabia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Você escreve&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Amei muito tempo o Brasil e ainda o amo… Ele dizia que era o paraíso mas era um paraíso estranho, formado com injustiças, miséria e sombras&amp;nbsp;». &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para um francês de esquerda, as desigualdades são a coisa mais chocante no Brasil&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Claro. Elas são talvez mais visíveis, serão mais terríveis que em outros países&amp;nbsp;? Não sei. Na França, por exemplo, as desigualdades são abomináveis. Mas acho que são mais escondidas aqui porque as pessoas são muito hipócritas, não existe talvez uma exibição tão insolente das fortunas. Aqui, eles estão dentro de castelos, escondidos dentro de florestas e tudo é um pouco assim, meio escondido. No Brasil, eles se exibem, até porque vive-se mais no exterior, as pessoas ricas são vaidosas, têm orgulho de mostrar que têm dinheiro. Aqui também, mas um pouco menos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Mas há no Brasil um abismo muito maior entre ricos e pobres…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Há um abismo muito maior, imagino que por razões históricas. A França e a Europa em geral fizeram uma redistribuição de rendas que data de um século e meio. Tivemos tempo, portanto, aqui e na Alemanha, por exemplo. São países ricos há muito mais tempo. O Brasil está se tornando um país muito menos pobre, mas é recente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Os ricos brasileiros são exibicionistas&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Eles são muito exibicionistas, se mostram. Mas talvez o clima explique, tudo é mais vivido do lado de fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Eles não têm consciência pesada ao exibir a riqueza…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;De forma alguma. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Eles não têm consciência pesada, simplesmente obedecem a pulsões. Por isso é que o pobre Stefan Zweig me parece ter sido muito ingênuo porque viu as pessoas na rua muito gentis. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Eles são gentis no Brasil enquanto aqui são mais rudes. Mesmo numa metrópole como São Paulo, as pessoas param para lhe responder, prestam atenção. Os negros e os brancos vivem juntos, então o pobre Stefan Zweig não entendeu nada, pensou que era a verdade do Brasil, mas era apenas a vitrine. Temos de ser indulgentes com ele, estava idoso, depois se suicidou… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Zweig não teve tempo de conhecer bem o país…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;: Quando Bernanos foi ao Brasil, durante a guerra, se instalou no interior de Minas, com camponeses, depois em Barbacena, com o povo, trabalhou, se comunicou. O outro era um judeu muito europeu, muito assimilado e que adorava os Habsbourg. Adorava a Áustria, muito justamente pois Hitler tinha destruído o império. Mas para onde ele vai&amp;nbsp;? Para Petrópolis, a cidade dos Habsbourg, a cidade de Pedro II. Ele não viajou, Pedro II é um Habsbourg pela linhagem dos Bragança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP : &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Você diz que Zweig ele não entendeu nada do Brasil. Você escreve&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;O Brasil é conhecido por ser um dos únicos lugares do mundo com a receita para que os homens de todas as cores se amem em vez de se odiar. Essa reputação é um blefe. O cândido Stefan Zweig acreditou que o racismo acabava misteriosamente na fronteira do Brasil&amp;nbsp;». O Brasil construiu o mito de uma «&amp;nbsp;democracia racial&amp;nbsp;» ou foi o olhar míope de pessoas como Zweig que espalhou essa lenda&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O Brasil gosta de se ver assim e como ele tem o segredo de parecer assim, o racismo é menos visível lá. Me irrita ouvir que os outros países são racistas e o Brasil não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP : &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Não se consegue assumir que se é racista…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Existe uma espécie de jeito brasileiro para não parecer racista mesmo sendo. Isso é ruim. Eles não são piores que os outros. Dizer que os americanos são racistas e os brasileiros não é inexato. Alguém observou que o racismo mais evidente dos americanos permitiu que uma contra-sociedade se desenvolvesse nos Estados Unidos com negros que se tornam presidente da república, chefe do Estado-Maior como Colin Powell, grandes advogados. No Brasil é mais raro… Os obstáculos não são visíveis mas no fundo são mais perigosos, perniciosos. Acho que existe um gênio português da mestiçagem. Fiquei impressionado em Moçambique. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Era a mesma coisa, antes do fim do salazarismo. Eles se abraçavam. Negros, brancos, mulatos, todos eram amigos, como no Brasil. Mas na realidade, os brancos eram os colonizadores, estavam no topo da pirâmide e os negros não tinham acesso nunca. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Penso que é o gênio português cujo resultado me parece muitas vezes pernicioso, mas é um gênio de bondade, de certa forma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Você se mostra impressionado com as 136 cores de pele recenseadas no Brasil. O verbete «&amp;nbsp;peaux&amp;nbsp;» é delicioso… Na França qualquer estatística étnica é formalmente proibida, como você vê essas cores de pele&amp;nbsp;? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Isso é incrível. Foi um órgão oficial, o IBGE que recenseou 136 cores de pele&amp;nbsp;! Descobrimos 12 cores de negro, com brancos de todas as nuances e a cor «&amp;nbsp;em vias de se tornar branco&amp;nbsp;», o que mostra que evidentemente o ideal é ser branco. E o mais incrível, a «&amp;nbsp;cor de burro quando foge&amp;nbsp;». Isso mostra um desejo de verdade e ao mesmo tempo, uma total confusão. É um país maravilhoso com muitas nuances de cor mas daí a catalogar as cores… Não vejo o interesso senão para mostrar a pele branca como objeto de todos os desejos. É terrível pôr as pessoas em categorias, em vez de dissolvê-las. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP : &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;De Jorge Amado, de quem você foi amigo, você diz que ele era pouco considerado por intelectuais do Rio e de São Paulo e reproduz trecho da crítica entusiasta feita por Albert Camus do livro «&amp;nbsp;Bahia de todos os Santos&amp;nbsp;» (Jubiabá). &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Como ele vivia a glória e a esnobação de certo meio intelectual brasileiro? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Costumava vê-lo na Bahia e em Paris, onde ele comprou um apartamento no pior bairro, Bercy, o mais frio, o mais americano. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Perguntei-lhe o motivo e ele disse que foi de propósito pois era o contrário da Bahia onde ele não podia andar sem ser parado nas ruas. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em Paris, ele dizia, ninguém o reconhecia e ele era obrigado a trabalhar. Conhecia bem Paris, tinha sido exilado e não queria viver no Quartier Latin para não encontrar turistas brasileiros nem se distrair em bairros que conhecia bem. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ele tinha a glória e acho que não se importava com o respeito dos intelectuais brasileiros. Ele dizia&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Tenho horror de falar de literatura, o que me interessa é a vida&amp;nbsp;». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP : &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Você viajou muito pelo Brasil, pela Amazônia, Nordeste. Quando se lê o verbete São Paulo, nota-se que você a prefere ao Rio, «&amp;nbsp;cidade desfigurada e deteriorada&amp;nbsp;» pois «&amp;nbsp;o empilhamento das misérias nas favelas fez do Rio de Janeiro uma das cidades mais perigosas do mundo&amp;nbsp;». Pode comentar&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;São Paulo é minha cidade. Eu me apropriei de São Paulo. Os franceses não gostam de São Paulo, eu a amo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Você acha que alguém pode se apropriar de São Paulo, ela não escapa sempre, com seu gigantismo&amp;nbsp;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mesmo excetuando-se a violência que agravou o caso do Rio, sempre preferi São Paulo porque é uma cidade de grande imaginação, de trabalho, de paixões fortes, enquanto o Rio para mim é uma cidade unicamente de sensualidade, de prazeres, de preguiça, de boas tiradas. Eles são engraçados… Tenho a impressão que o Rio é uma cidade que dorme e adormece as pessoas. Eu me sinto adormecer quando estou no Rio. Evidentemente, há Copacabana, as moças, tudo isso é interessante mas aquelas moças não me interessam...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Copacabana tornou-se vulgar. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas o Rio tem Leblon, Ipanema…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Não faço um julgamento global. O que me comove no Rio é a decadência. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Essa espécie de cidade que está, não morrendo, mas se esgotando um pouco desde que deixou de ser a capital. O que me agrada é o lado decadente do Rio. Isso me dá tesão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;LDP : &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;E o que mais lhe agrada em São Paulo&amp;nbsp;? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Gilles Lapouge&amp;nbsp;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A energia. A inteligência. É uma das cidades mais inteligentes que conheço. O Rio também é uma cidade inteligente porque existe a ironia, uma espécie de ironia decadente, um pouco cética. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mas prefiro a inteligência forte do inventor, do engenheiro, do poeta. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Fico muito contente de saber que o único francófono que ama São Paulo é o poeta Blaise Cendrars, que cito em dois poemas sobre São Paulo. Estou em boa companhia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Amado, Jorge&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;A partir de 1948, Amado passa longas temporadas em Paris (…) &amp;nbsp;e se torna a coqueluche dos escritores e artistas comunistas, Pablo Picasso, Paul Éluard, Louis Aragon, Georges Sadoul. O casal Joliot-Curie torna-se amigo de Zélia e Jorge. Mas Jorge e a maravilhosa Zélia se divertem também nas boates da Rive Gauche, admiram Miles Davis, Duke Ellington e Louis Armstrong. Cada vez que um amigo sul-americano&lt;b&gt; &lt;/b&gt;tem problemas com a polícia, Jorge e Zelia correm na casa de Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir ou François Mauriac e conseguem uma intervenção em favor de Pablo Neruda, Asturias, Alfredo Varela, Guillen&amp;nbsp;». (P. 36) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Péché de chair (Pecado da carne)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Os portugueses suprimiram um pecado. Um dos mais irritantes. Tendo aportado na Terra de Vera Cruz, em 1500, eles decidiram que o pecado da carne não existia no hemisfério Sul. Como essa reforma é agradável mas surpreendente a ponto de ser incrível, eles despenderam grande energia para torná-la válida entregando-se a trabalhos práticos. Os soldados, os colonos, os padres consagraram suas noites, madrugadas e tardes a confirmar que de fato as leis da moral se transformavam na «&amp;nbsp;passagem da linha&amp;nbsp;». Caspar Van Barleus, capitão de Maurício de Nassau, o governador de Recife no tempo da ocupação holandesa (1630-1654) resumiu o caso&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Ultra aequinoctialem non peccavi.&amp;nbsp;» Os portugueses dizem&amp;nbsp;: «&amp;nbsp;Pecado aquém do mar dos Sargassos, candura além&amp;nbsp;». (P. 511)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Cruauté (Crueldade)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;«&amp;nbsp;Tanto pior para Stefan Zweig e os adeptos da «&amp;nbsp;cordialidade&amp;nbsp;». &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O Brasil é um país violento. Em assassinatos, não tem rival. Ele produz mais mortes por balas, facas ou facões&amp;nbsp; do que qualquer outro país. Ele mata por atacado ou a&amp;nbsp; varejo e, de bom grado, por acaso. A leitura do livro de Paulo Lins, Cidade de Deus, dá náusea. (...) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O Rio de Janeiro aparece no alto desses hit-parades. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O Rio assassina desde&amp;nbsp; a manhã até a noite, vintre e três cadáveres em média por dia, mas as outras cidades não fazem por menos. São Paulo a iguala, muitas vezes a supera. Bahia de Todos os Santos, Campinas ou mesmo Porto Alegre matam. Em Recife, os jornalistas de polícia, enojados pela litania de sangue, colocaram no coração da cidade, na Rua Joaquim Nabuco, um pêndulo gigante que não dá a hora mas o número de assassinatos, como se o tempo, nessas cidades fosse medido não pelo movimento do cosmos ou pelas taxas do dólar ou do yuan, mas pelo dos massacres. Nas favelas, jovens com ar embrutecido passeiam com seus cães. Todos são armadas. O destino deles ziguezagueia entre a prisão, a droga e o cemitério. &amp;nbsp;(P. 187)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 24pt;"&gt;Jornalista, profissional fragilizado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Leneide Duarte-Plon&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Publicado em 01/08/2011 no Observatório da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;É uma profissão que passa seu tempo a auscultar os outros mas ignora quase tudo de si mesma. Na França, o instituto Technologia resolveu saber mais sobre os jornalistas franceses num momento em que esses profissionais se sentem fragilizados e se questionam sobre o futuro da profissão, ameaçada pela diminuição do número de leitores de jornais e pelas receitas publicitárias cada vez mais magras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Os analistas costumam apontar a internet como o vilão da decadência da imprensa escrita e do jornalismo tal como o conhecemos até hoje. Mas a crise é estrutural, diz um estudo francês publicado pela revista &lt;i&gt;Marianne&lt;/i&gt;. Ao divulgar as conclusões da pesquisa do instituto Technologia, o diretor de &lt;i&gt;Marianne&lt;/i&gt;, Denis Jeambar, se pergunta se em vez de ser o vilão da morte da imprensa, a Web não constituiria, “ao contrário, o ideal democrático da informação para todos ao alcance de um clique”. Segundo ele, o que a imprensa francesa chama de &lt;i&gt;printemps arabe&lt;/i&gt; (primavera árabe) é a prova de que povos mais educados, e consequentemente mais bem informados, se revoltam contra ditaduras utilizando todos os meios modernos da comunicação. Assim, Al-Jazira foi um &lt;i&gt;starter&lt;/i&gt; quase tão importante quanto o Twitter, o Facebook ou os &lt;i&gt;smartphones&lt;/i&gt; na origem desse vento de liberdade. Sendo assim, novos meios são a melhor rima para liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;A pesquisa que o instituto Technologia realizou, juntamente com o Sindicato dos Jornalistas, para avaliar o trabalho real dos jornalistas na França tinha por objetivo avaliar os laços entre democracia e qualidade de informação. Para isso, ouviu 1.070 jornalistas, que responderam aos questionários enviados aos 7 mil profissionais que possuem uma carteira de imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Princípio sagrado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;A primeira constatação é que a profissão trabalha submetida a um enorme estresse. A segunda é que, graças aos novos meios como Twitter, Facebook e os &lt;i&gt;smartphones&lt;/i&gt;, “os jornalistas não são mais os únicos a tratar as notícias e os acontecimentos podem abrir mão desses profissionais para serem divulgados”. Sendo assim, há risco real para a profissão de jornalista? Segundo os estudiosos, já estamos vivendo essa realidade em que na internet floresce o que os franceses chamam de “jornalismo cidadão”, de geração espontânea. Os jornalistas profissionais são cada vez mais criticados por conivência com as fontes, por aceitarem as pressões e as regras do jogo político, econômico e comercial das empresas em que trabalham.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Entre os jornalistas ouvidos por Technologia, os da imprensa escrita são os mais fragilizados: 62% dos profissionais da imprensa escrita veem a evolução da produção e do consumo da informação como uma ameaça; essa percepção baixa para 40% entre os profissionais de rádio e 32% entre os de televisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;É bom lembrar que a imprensa escrita na França recebe anualmente 1,8 bilhão de euros do Estado. Se essa ajuda primordial for suprimida, muitos jornais que hoje sobrevivem com grande dificuldade simplesmente fechariam. Os números não são nada animadores: no primeiro trimestre deste ano, as vendas dos jornais diários caíram 4,5% em relação ao mesmo período de 2010. A própria &lt;i&gt;Marianne&lt;/i&gt;, respeitada revista de esquerda, fundada por Jean-François Kahn e Maurice Szafran em 1997, nunca conseguiu ultrapassar os 50 mil exemplares semanais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Uma das principais reclamações dos jornalistas ouvidos é a degradação das condições de trabalho pela multiplicação das tarefas em nome da racionalização dos custos. Evidentemente, os jornalistas aceitam as imposições para preservar seus empregos. “A rapidez e a emoção se tornam as regras de um jogo que nada tem a ver com a pesquisa da qualidade da informação”, escreve Denis Jeambar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O diretor-geral de Technologia, Jean-Claude Delgènes, defende os profissionais da comunicação que, segundo ele, acabam sendo os bodes expiatórios pelo mal-estar da sociedade francesa. Para ele, os meios de comunicação são um elemento fundamental na democracia e seria muito perigoso diminuir sua importância. &lt;i&gt;Marianne&lt;/i&gt; enfatiza que a liberdade de imprensa nunca está totalmente garantida e é consubstancial à democracia, como lembrava Victor Hugo quando escreveu: “O princípio da liberdade da imprensa não é menos essencial nem menos sagrado que o princípio do sufrágio universal; são dois lados da mesma moeda.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;“Efeito direto sobre a cidadania”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Estaria a imprensa realmente ameaçada pelas novas mídias? A resposta é “sim”. Segundo &lt;i&gt;Marianne&lt;/i&gt;, nos Estados Unidos, pela primeira vez no mundo da edição, o número de livros digitais vendidos em 2011 ultrapassou os livros de bolso. A revista imagina que os jornais vivem a mesma ameaça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O premiado e mundialmente célebre jornalista Bob Woodward é categórico: “Na lápide do diretor-presidente da Google deveria se escrever: `Eu matei os jornais.´” E conclui: “O sistema é obcecado pela rapidez, pela obrigação de responder a uma pseudo-impaciência do público, enquanto este mundo complexo tem necessidade de um jornalismo de grande qualidade, que exige trabalho e investigação em profundidade. Não se faz uma reportagem por telefone ou surfando na internet.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Com as mudanças impostas ao trabalho do jornalista, Technologia detectou uma insatisfação generalizada entre os profissionais: 46% admitem não ter tempo de se recuperar entre dois períodos de trabalho particularmente difíceis; 68% pensam que têm de trabalhar mais rapidamente que antes; 73% dizem que a carga de trabalho aumentou nos últimos anos; 55% dizem que a atividade profissional tem um impacto negativo sobre a saúde e 88% dizem que ficaram estressados ou extremamente cansados por seus trabalhos nos últimos 12 meses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Technologia conclui: “A degradação das condições de trabalho dos jornalistas tem um efeito direto sobre a maneira como os cidadãos pensam a atualidade e o bom andamento da sociedade. O enfraquecimento dos jornalistas como trabalhadores vem enfraquecendo a democracia como modelo político.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;[Leneide Duarte-Plon é jornalista, em Paris]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-1642611988721126420?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/1642611988721126420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=1642611988721126420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/1642611988721126420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/1642611988721126420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2011/08/condenacao-da-arte.html' title='A condenação da arte'/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rG_PM8lRbCg/TlodfAL5LdI/AAAAAAAABKI/P0SBIF2IFFc/s72-c/Convite+Celso+Antonio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-698169024401493902</id><published>2011-07-18T12:39:00.000-07:00</published><updated>2011-07-18T12:51:58.389-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;xml&gt; 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margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Eva Joly, candidata anticonformista&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eva Joly a candidata do partido Les Verts-Europe Ecologie à presidência da República em 2012 declarou que sonhava que a França festejasse o dia 14 de julho (Queda da Bastilha) com um « défilé citoyen » (desfile civil, dos cidadãos), no qual « crianças, estudantes e idosos desfilariam para comemorar a felicidade de estar juntos e festejar os valores que unem o povo francês ». Para ela, o desfile militar nos Champs Elysées é coisa do passado, da época em que a França era uma potência colonial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="line-height: 150%; margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;Eva Joly tem dois defeitos para a direita francesa : é antimilitarista e nasceu em Oslo, na Noruega. Naturalizada francesa, vive na França há 50 anos, é uma respeitada juíza aposentada mas fala com ligeiro sotaque norueguês. E foi à sua origem estrangeira que o primeiro-ministro Fillon se referiu quando disse que « esta senhora não compreendeu ainda as tradições francesas, os valores franceses, a história francesa ».&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;Está reaberta a cantilena tão cara ao Front National de Le Pen : francês verdadeiro é o que se designa como « français de souche », que nasceu aqui, de preferência de pais brancos e franceses há várias gerações. &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="line-height: 150%; margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;Depois de declarar num primeiro momento que não concordavam com Eva Joly, todos os candidatos à indicação do Partido Socialista voltaram ao tema para criticar o primeiro-ministro, que tentou desqualificar a ex-juíza pela sua origem estrangeira. Na realidade, a candidata dos verdes retomou a proposta formulada pelos vereadores verdes de Paris que num comunicado pediram a supressão do desfile militar do 14 de julho, em função do custo financeiro e ecológico mas também pelo fato de « a França ser uma das raras democracias que organizam um gigantesco desfile militar no dia de sua festa nacional. Na maior parte dos países europeus e da América do Norte, a data nacional é festejada com grandes manifestações populares e não com uma demonstração de força militar. São as ditaduras que em geral organizam esse gênero de desfiles », dizia o comunicado.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="line-height: 150%; margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;O problema é que a indústria militar francesa, da qual Sarkozy é o caixeiro viajante, é mais forte que a ex-juíza que ficou conhecida por sua probidade. François Hollande, ex-secretário geral e candidato a candidato do Partido Socialista criticou Fillon dizendo que o primeiro-ministro ofende não somente Eva Joly mas todos os franceses que adquiriram a nacionalidade há pouco ou há muito tempo. O próprio Sarkozy é filho de um imigrante húngaro e um quarto dos jovens de menos de 25 anos têm pelo menos um genitor estrangeiro ou de origem estrangeira.  &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="line-height: 150%; margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; font-weight: normal; line-height: 150%;"&gt;Abaixo o desfile militar do 14 de Julho no Champs Elysées ! &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Ver o Carnaval&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;b&gt;do Rio … e morrer&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nota do jornal &lt;i&gt;L’Humanité&lt;/i&gt;: « Enfim, uma boa notícia. O carnaval do Rio aconteceu em excelentes condições, dizem as autoridades da megalópole brasileira. Alegria, danças e paetês atraíram centenas de milhares de pessoas e numerosos turistas estrangeiros. Detalhe : « somente » 37 pessoas foram mortas durante as festas. Ver o Rio e morrer ». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A nota é de 2 de março de 2001 e foi encontrada entre recortes de jornal. E este ano, quantas pessoas morreram no carnaval carioca ?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Lanzmann e as cartas de Beauvoir &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Leio no Globo : « Editor da "Les Temps Modernes", revista bem popular nos anos 60, fundada por Jean-Paul Sartre (Lanzmann foi amigo de Sartre e chegou a ser namorado de Simone de Beauvoir), ele lembrou que, mesmo em "Shoah", não quis entender a crueldade do Holocausto, apenas expô-la ».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Apresentar a revista &lt;i&gt;Les temps modernes&lt;/i&gt;, fundada por Jean-Paul Sartre e por Simone de Beauvoir, dois dos mais importantes filósofos franceses do século XX, como « revista bem popular nos anos 60 » é simplório, risível e expõe a ignorância do jornalista e o nível de desinformação dos jornais brasileiros. O que é uma « revista bem popular » ? Tudo o que não era &lt;i&gt;Les Temps Modernes&lt;/i&gt; na época de Sartre e Beauvoir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; Depois da entrevista que fiz com Lanzmann para a &lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt; (era a segunda vez que o entrevistava), pedi a ele para me autografar seu livro « Le lièvre de Patagonie ». Ele escreveu : « Pour Leneide Duarte-Plon, pour son esprit aigu, son sourire, son charme et son intelligence, avec toute l’amitié de Claude Lanzmann ».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O velho urso ranzinza - que me recebeu com uma bronca porque eu não atendi ao celular quando ele e sua secretária tentaram me contactar para remarcar o encontro para o dia seguinte - estava domado ao final da entrevista feita na sala de seu apartamento em Paris e publicada dois meses antes de sua ida a Paraty.  Mesmo discordando totalmente do sionismo racista do escritor de um único livro, me mantive neutra durante toda a conversa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A reação da filha adotiva de Simone de Beauvoir, Sylvie Le Bon de Beauvoir, quando eu lhe disse em 2002 que Lanzmann escreveria um livro sobre sua relação com Beauvoir foi : « Mas Lanzmann nunca escreveu um livro ! Ele disse que vai escrever ? Não acredito que ele seja capaz ! » Ela não escondia o desprezo que tem pelo atual diretor da revista &lt;i&gt;Les temps modernes&lt;/i&gt;. Este ano, quando perguntei a Lanzmann por que ele não publicava as cartas que trocou com Beauvoir, ele respondeu irritado : « A filha dela não permite e pelas leis francesas só ela tem o direito de publicar tudo relativo a Simone. Sylvie Le Bon de Beauvoir tentou me eliminar da vida de Simone de Beauvoir ».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;My little Princess&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Esse filme ilustra o que Lacan via na relação mãe-filha : « un ravage » (uma devastação). A história é verdadeira, é a vida da diretora, Eva Ionesco, transformada em ícone de fotos eróticas por sua mãe, uma fotógrafa de sucesso nos anos 70.&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Irina Ionesco expunha as fotos de sua filha, feitas dos 4 aos 12 anos, em galerias e vendia a revistas como &lt;i&gt;Lui&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Playboy, Der Spiegel&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;« O escândalo é que havia uma oferta porque havia a demanda », diz Eva Ionesco falando de uma época, que ainda não denunciava a pedofilia, e de sua mãe, obcecada pela imagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A diretora construiu um roteiro brilhante, sóbrio, sem sentimentalismo, como se dissecasse um cadáver. Mas esse cadáver é o seu e o de sua mãe. Para o papel da menina (Eva quando criança) ela encontrou uma garota talentosíssima, Anamaria Vartolomei, à altura da sempre genial Isabelle Huppert, que vive a mãe de Eva Ionesco. « Se a infância é uma cicatriz nunca totalmente fechada, &lt;i&gt;My little princess &lt;/i&gt;é uma bela tentativa tardia de colocar alguns pontos de sutura nela », disse a revista &lt;i&gt;Le Point&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Martha Graham Memórias &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Fomos ver no início de julho em Paris, meu marido e eu, o Ballet da Companhia Brasileira de Dança Contemporânea Studio 3 Cia, de São Paulo. O nível técnico dos dançarinos, a beleza e a força do espetáculo (aplaudido 15 minutos sem parar) nos entusiasmaram. Pedi a Michel para escrever algo sobre o espetáculo, já que ele aprecia a dança, e sempre frequentou espetáculos internacionais de ballet clássico e moderno, inclusive tudo o que Pina Bausch mostrou em Paris. Eis sua apreciação :&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;« O fato de se tratar de uma companhia brasileira não deve nos levar a essa visão estereotipada e folclórica que faz com que frequentemente, sobretudo na França, façamos a referência ao país do samba e do carnaval.  A Studio 3 é uma companhia de dança de classe internacional que alia com rara felicidade e imensa harmonia a força e a leveza, a beleza dos corpos, a técnica e a estupenda maleabilidade. Elementos que foram postos a serviço de Martha Graham e de suas memórias, que inspiraram respeito e amor tanto ao coreógrafo Anselmo Zolla quanto ao diretor José Possi Neto. Com música da mais extrema modernidade que faz ressoar acentos africanos mas também peças do grande repertório clássico, essa história e seus episódios, ora extáticos ora violentos, melancólicos e engraçados, nos são não contados mas dançados. Os aplausos entusiasmados que duraram mais de dez minutos nos levaram a pensar em todos os que amam a dança e poderiam partilhar o mesmo prazer. Pena ! Só três representações estavam previstas, o que nos fez saborear ainda mais o nosso privilégio. »(Michel Plon)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Uma separação  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mais de 600 mil expectadores já viram essa obra-prima do cinema iraniano, Urso de Ouro de Berlim deste ano e dois Ursos de Prata de interpretação. O filme do cineasta iraniano Asghar Farhadi é um tremendo sucesso de crítica e de público em Paris. Un chef d’œuvre/ 2h à couper le souffle/ un film choc/ une pépite/ Le film du mois/ Un film virtuose/ coup de cœur/ Un film immense/ Passionnant. A crítica foi unânime e não poupou elogios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;E o público vem enchendo as salas, que vão continuar a exibir por mais algumas semanas o maior sucesso de bilheteria do cinema iraniano. Atores fantásticos, roteiro impecável, direção de mestre. A atriz principal deu entrevistas nos jornais, na televisão e fala um francês perfeito, além de ter uma beleza que lembra Ingrid Bergman quando jovem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Rembrandt e a imagem de Cristo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Terminou neste fim de semana uma das melhores exposições que o Louvre fez recentemente.&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Ela revelou um Rembrandt que revolucionou totalmente a representação de Cristo ao pintar um homem frágil, humano a partir de um modelo jovem que habitava o mesmo bairro judeu que o artista, na Amsterdã do século XVII. Rembrandt trabalhou muito em encomendas de retratos de judeus ricos de Amsterdã, a cidade europeia com a maior comunidade judaica naquele século.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A exposição do Louvre &lt;i&gt;Rembrandt et la figure du Christ&lt;/i&gt; foi aclamada pela crítica por possibilitar aos visitantes e amantes de arte uma verdadeira aula da evolução da figura de Cristo em 85 quadros, desenhos e gravuras. Antes de Rembrandt, o Cristo costumava ter a aparência de um homem de origem nórdica, como nos quadros e gravuras de Dürer, ou de um homem poderoso e vigoroso tal qual um imperador romano, como se vê na pintura de Michelangelo e de Mantegna. As obras originais desses artistas estavam presentes para a comparação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A mostra era uma verdadeira aula da evolução das representações do Cristo para mostrar como Rembrandt inventou uma figura diferente e criou um gênero específico chamado « cabeça de Cristo », um retrato e ao mesmo tempo objeto de culto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;CORRESPONDENTE DE GUERRA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 16pt; line-height: 150%;"&gt;Jornalista, profissão de alto risco&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;*** Publicado em 04/07/2011 na edição 649 do Observatório da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Foi mais uma vitória dos serviços secretos e da diplomacia francesa. Mas a que preço?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Depois de 547 dias de cativeiro (exatos um ano e meio) nas mãos dos talibãs, com pouca comida, isolamento total e a incerteza de uma volta à França, os jornalistas Hervé Ghesquière e Stéphane Taponier chegaram a Paris na quinta-feira (30/6), com honras de heróis e direito a cobertura direta de canais de televisão e estações de rádio. No país inteiro havia com frequência mobilizações pela libertação dos dois reféns sequestrados no Afeganistão no dia 30 de dezembro de 2009, quando gravavam uma reportagem para o programa &lt;i&gt;Pièces à conviction&lt;/i&gt;, do canal público France 3.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Além do enxame de jornalistas que foi ao aeroporto militar registrar a volta de Hervé e Stéphane, o presidente Nicolas Sarkozy e sua mulher também quiseram marcar presença. Mas nenhuma câmera mostrou o casal presidencial, que cumprimentou os ex-reféns num local reservado dentro do aeroporto. Seria ridículo o presidente querer roubar a festa que os empregados de France Télévisions (11 mil pessoas), os amigos e a família organizaram para os ex-reféns. Para não ser acusado de querer faturar politicamente a libertação, o Eliseu não permitiu que fossem feitas imagens do presidente cumprimentando Hervé e Stéphane.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“A França não paga resgate”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Sobretudo depois do mal-estar inicial, quando o governo deu um passo em falso. A detenção dos dois jornalistas (o repórter e o &lt;i&gt;cameraman&lt;/i&gt;), assim como de seus acompanhantes afegãos, foi recebida em Paris com críticas do secretário-geral do Eliseu à “imprudência” de se mandar repórteres para zonas de alto risco. Um general chegou a calcular a soma de 10 milhões de dólares para uma possível libertação dos reféns.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Esse debate sórdido foi criticado pelos analistas e retificado &lt;i&gt;a posteriori&lt;/i&gt; pelo silêncio e discrição das autoridades. O ministro das Relações Exteriores passou a dar sistematicamente garantias de que a França estava mobilizando seus serviços diplomáticos e o serviço secreto para conseguir a libertação dos reféns. Depois de muitos momentos de incerteza na negociação com os diversos grupos talibãs e muita negociação &lt;i&gt;top secret&lt;/i&gt;, finalmente o governo afegão do presidente Karzai, a França e os talibãs encontraram o acordo que satisfez a todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Mais magros mas sem esconder a euforia causada pela recuperação da liberdade, os dois ex-reféns detalharam as condições de detenção duras, mas garantiram que em nenhum momento sofreram violência física. Um leitor de um jornal online francês observou que, contrariamente ao que os franceses fizeram na guerra da Argélia, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha fazem no Iraque e no Afeganistão, os reféns franceses não foram torturados nem sofreram qualquer tipo de violência física enquanto estiveram presos nas mãos dos talibãs.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O problema é o preço pago. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Sabe-se que os talibãs exigiam (e obtiveram) a libertação de dois importantes chefes de guerra. Quanto à soma paga (todos sabem que há sempre uma exigência em dinheiro), é um assunto tabu. O ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé, garante que “a França não paga resgate”. O jornalista Laurent Joffrin, ex-diretor de redação do &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt; e atual diretor do&lt;i&gt;Nouvel Observateur&lt;/i&gt;,defende o silêncio das autoridades. Falar de quantias pagas por reféns libertados seria, segundo ele, alimentar e inflacionar um mercado de sequestros no mundo inteiro. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Atualmente, há seis reféns franceses em países africanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Congresso das vítimas do terrorismo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O anúncio da libertação não poderia ser mais oportuno. Foi feito pelo presidente Sarkozy em telefonema à família e aos organizadores do comitê de apoio à libertação dos dois jornalistas, reunidos com centenas de pessoas diante da prefeitura de Paris para marcar os 18 meses do sequestro com enormes faixas com fotos de Hervé e Stéphane. Em vez de se despedirem marcando nova data para continuar a mobilização, todos comemoraram ali mesmo a volta dos dois jornalistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O “problema dos reféns de terroristas no mundo” será o centro dos debates do VII Congresso Internacional das Vítimas do Terrorismo, de 15 a 17 de setembro deste ano em Paris. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na ocasião, diversos ex-reféns falarão de suas experiências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;*** Leneide Duarte-Plon é jornalista baseada em Paris&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Deus deveria agradecer a Bach pois Bach é a prova da existência de Deus. (Cioran)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 2.85pt; margin-right: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-698169024401493902?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/698169024401493902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=698169024401493902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/698169024401493902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/698169024401493902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2011/07/normal-0-21-false-false-false-fr-x-none_18.html' title=''/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-568097893288190580</id><published>2011-07-18T08:02:00.000-07:00</published><updated>2011-07-18T08:03:27.704-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Para ela, o desfile militar nos Champs Elysées é coisa do passado, da época em que a França era uma potência colonial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h1 style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-weight: normal;"&gt;Eva Joly tem dois defeitos para a direita francesa : é antimilitarista e nasceu em Oslo, na Noruega. Naturalizada francesa, vive na França há 50 anos, é uma respeitada juíza aposentada mas fala com ligeiro sotaque norueguês. E foi à sua origem estrangeira que o primeiro-ministro Fillon se referiu quando disse que « esta senhora não compreendeu ainda as tradições francesas, os valores franceses, a história francesa ».&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-weight: normal;"&gt;Está reaberta a cantilena tão cara ao Front National de Le Pen : francês verdadeiro é o que se designa como « français de souche », que nasceu aqui, de preferência de pais brancos e franceses há várias gerações. &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;h1 style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-weight: normal;"&gt;Depois de declarar num primeiro momento que não concordavam com Eva Joly, todos os candidatos à indicação do Partido Socialista voltaram ao tema para criticar o primeiro-ministro, que tentou desqualificar a ex-juíza pela sua origem estrangeira. Na realidade, a candidata dos verdes retomou a proposta formulada pelos vereadores verdes de Paris que num comunicado pediram a supressão do desfile militar do 14 de julho, em função do custo financeiro e ecológico mas também pelo fato de « a França ser uma das raras democracias que organizam um gigantesco desfile militar no dia de sua festa nacional. Na maior parte dos países europeus e da América do Norte, a data nacional é festejada com grandes manifestações populares e não com uma demonstração de força militar. São as ditaduras que em geral organizam esse gênero de desfiles », dizia o comunicado.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;h1 style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-weight: normal;"&gt;O problema é que a indústria militar francesa, da qual Sarkozy é o caixeiro viajante, é mais forte que a ex-juíza que ficou conhecida por sua probidade. François Hollande, ex-secretário geral e candidato a candidato do Partido Socialista criticou Fillon dizendo que o primeiro-ministro ofende não somente Eva Joly mas todos os franceses que adquiriram a nacionalidade há pouco ou há muito tempo. O próprio Sarkozy é filho de um imigrante húngaro e um quarto dos jovens de menos de 25 anos têm pelo menos um genitor estrangeiro ou de origem estrangeira.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;h1 style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-weight: normal;"&gt;Abaixo o desfile militar do 14 de Julho no Champs Elysées ! &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;Ver o Carnaval&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt; &lt;b style=""&gt;do Rio … e morrer&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Nota do jornal &lt;i style=""&gt;L’Humanité&lt;/i&gt;: « Enfim, uma boa notícia. O carnaval do Rio aconteceu em excelentes condições, dizem as autoridades da megalópole brasileira. Alegria, danças e paetês atraíram centenas de milhares de pessoas e numerosos turistas estrangeiros. Detalhe : « somente » 37 pessoas foram mortas durante as festas. Ver o Rio e morrer ». &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A nota é de 2 de março de 2001 e foi encontrada entre recortes de jornal. E este ano, quantas pessoas morreram no carnaval carioca ?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Lanzmann e as cartas de Beauvoir &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Leio no Globo : « Editor da "Les Temps Modernes", revista bem popular nos anos 60, fundada por Jean-Paul Sartre (Lanzmann foi amigo de Sartre e chegou a ser namorado de Simone de Beauvoir), ele lembrou que, mesmo em "Shoah", não quis entender a crueldade do Holocausto, apenas expô-la ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Apresentar a revista &lt;i style=""&gt;Les temps modernes&lt;/i&gt;, fundada por Jean-Paul Sartre e por Simone de Beauvoir, dois dos mais importantes filósofos franceses do século XX, como « revista bem popular nos anos 60 » é simplório, risível e expõe a ignorância do jornalista e o nível de desinformação dos jornais brasileiros. O que é uma « revista bem popular » ? Tudo o que não era &lt;i style=""&gt;Les Temps Modernes&lt;/i&gt; na época de Sartre e Beauvoir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Depois da entrevista que fiz com Lanzmann para a &lt;i style=""&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt; (era a segunda vez que o entrevistava), pedi a ele para me autografar seu livro « Le lièvre de Patagonie ». Ele escreveu : « Pour Leneide Duarte-Plon, pour son esprit aigu, son sourire, son charme et son intelligence, avec toute l’amitié de Claude Lanzmann ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O velho urso ranzinza - que me recebeu com uma bronca porque eu não atendi ao celular quando ele e sua secretária tentaram me contactar para remarcar o encontro para o dia seguinte - estava domado ao final da entrevista feita na sala de seu apartamento em Paris e publicada dois meses antes de sua ida a Paraty. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mesmo discordando totalmente do sionismo racista do escritor de um único livro, me mantive neutra durante toda a conversa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A reação da filha adotiva de Simone de Beauvoir, Sylvie Le Bon de Beauvoir, quando eu lhe disse em 2002 que Lanzmann escreveria um livro sobre sua relação com Beauvoir foi : « Mas Lanzmann nunca escreveu um livro ! Ele disse que vai escrever ? Não acredito que ele seja capaz ! » Ela não escondia o desprezo que tem pelo atual diretor da revista &lt;i style=""&gt;Les temps modernes&lt;/i&gt;. Este ano, quando perguntei a Lanzmann por que ele não publicava as cartas que trocou com Beauvoir, ele respondeu irritado : « A filha dela não permite e pelas leis francesas só ela tem o direito de publicar tudo relativo a Simone. Sylvie Le Bon de Beauvoir tentou me eliminar da vida de Simone de Beauvoir ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;My little Princess&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Esse filme ilustra o que Lacan via na relação mãe-filha : « un ravage » (uma devastação). A história é verdadeira, é a vida da diretora, Eva Ionesco, transformada em ícone de fotos eróticas por sua mãe, uma fotógrafa de sucesso nos anos 70.&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Irina Ionesco expunha as fotos de sua filha, feitas dos 4 aos 12 anos, em galerias e vendia a revistas como &lt;i&gt;Lui&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Playboy, Der Spiegel&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;« O escândalo é que havia uma oferta porque havia a demanda », diz Eva Ionesco falando de uma época, que ainda não denunciava a pedofilia, e de sua mãe, obcecada pela imagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A diretora construiu um roteiro brilhante, sóbrio, sem sentimentalismo, como se dissecasse um cadáver. Mas esse cadáver é o seu e o de sua mãe. Para o papel da menina (Eva quando criança) ela encontrou uma garota talentosíssima, Anamaria Vartolomei, à altura da sempre genial Isabelle Huppert, que vive a mãe de Eva Ionesco. « Se a infância é uma cicatriz nunca totalmente fechada, &lt;i&gt;My little princess &lt;/i&gt;é uma bela tentativa tardia de colocar alguns pontos de sutura nela », disse a revista &lt;i&gt;Le Point&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Martha Graham Memórias &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Fomos ver no início de julho em Paris, meu marido e eu, o Ballet da Companhia Brasileira de Dança Contemporânea Studio 3 Cia, de São Paulo. O nível técnico dos dançarinos, a beleza e a força do espetáculo (aplaudido 15 minutos sem parar) nos entusiasmaram. Pedi a Michel para escrever algo sobre o espetáculo, já que ele aprecia a dança, e sempre frequentou espetáculos internacionais de ballet clássico e moderno, inclusive tudo o que Pina Bausch mostrou em Paris. Eis sua apreciação :&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;« O fato de se tratar de uma companhia brasileira não deve nos levar a essa visão estereotipada e folclórica que faz com que frequentemente, sobretudo na França, façamos a referência ao país do samba e do carnaval. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A Studio 3 é uma companhia de dança de classe internacional que alia com rara felicidade e imensa harmonia a força e a leveza, a beleza dos corpos, a técnica e a estupenda maleabilidade. Elementos que foram postos a serviço de Martha Graham e de suas memórias, que inspiraram respeito e amor tanto ao coreógrafo Anselmo Zolla quanto ao diretor José Possi Neto. Com música da mais extrema modernidade que faz ressoar acentos africanos mas também peças do grande repertório clássico, essa história e seus episódios, ora extáticos ora violentos, melancólicos e engraçados, nos são não contados mas dançados. Os aplausos entusiasmados que duraram mais de dez minutos nos levaram a pensar em todos os que amam a dança e poderiam partilhar o mesmo prazer. Pena ! Só três representações estavam previstas, o que nos fez saborear ainda mais o nosso privilégio. »(Michel Plon)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Uma separação &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mais de 600 mil expectadores já viram essa obra-prima do cinema iraniano, Urso de Ouro de Berlim deste ano e dois Ursos de Prata de interpretação. O filme do cineasta iraniano Asghar Farhadi é um tremendo sucesso de crítica e de público em Paris. Un chef d’œuvre/ 2h à couper le souffle/ un film choc/ une pépite/ Le film du mois/ Un film virtuose/ coup de cœur/ Un film immense/ Passionnant. A crítica foi unânime e não poupou elogios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;E o público vem enchendo as salas, que vão continuar a exibir por mais algumas semanas o maior sucesso de bilheteria do cinema iraniano. Atores fantásticos, roteiro impecável, direção de mestre. A atriz principal deu entrevistas nos jornais, na televisão e fala um francês perfeito, além de ter uma beleza que lembra Ingrid Bergman quando jovem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Rembrandt e a imagem de Cristo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Terminou neste fim de semana uma das melhores exposições que o Louvre fez recentemente.&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;Ela revelou um Rembrandt que revolucionou totalmente a representação de Cristo ao pintar um homem frágil, humano a partir de um modelo jovem que habitava o mesmo bairro judeu que o artista, na Amsterdã do século XVII. Rembrandt trabalhou muito em encomendas de retratos de judeus ricos de Amsterdã, a cidade europeia com a maior comunidade judaica naquele século.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A exposição do Louvre &lt;i style=""&gt;Rembrandt et la figure du Christ&lt;/i&gt; foi aclamada pela crítica por possibilitar aos visitantes e amantes de arte uma verdadeira aula da evolução da figura de Cristo em 85 quadros, desenhos e gravuras. Antes de Rembrandt, o Cristo costumava ter a aparência de um homem de origem nórdica, como nos quadros e gravuras de Dürer, ou de um homem poderoso e vigoroso tal qual um imperador romano, como se vê na pintura de Michelangelo e de Mantegna. As obras originais desses artistas estavam presentes para a comparação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A mostra era uma verdadeira aula da evolução das representações do Cristo para mostrar como Rembrandt inventou uma figura diferente e criou um gênero específico chamado « cabeça de Cristo », um retrato e ao mesmo tempo objeto de culto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;CORRESPONDENTE DE GUERRA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Jornalista, profissão de alto risco&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;*** Publicado em 04/07/2011 na edição 649 do Observatório da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Foi mais uma vitória dos serviços secretos e da diplomacia francesa. Mas a que preço?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Depois de 547 dias de cativeiro (exatos um ano e meio) nas mãos dos talibãs, com pouca comida, isolamento total e a incerteza de uma volta à França, os jornalistas Hervé Ghesquière e Stéphane Taponier chegaram a Paris na quinta-feira (30/6), com honras de heróis e direito a cobertura direta de canais de televisão e estações de rádio. No país inteiro havia com frequência mobilizações pela libertação dos dois reféns sequestrados no Afeganistão no dia 30 de dezembro de 2009, quando gravavam uma reportagem para o programa &lt;i&gt;Pièces à conviction&lt;/i&gt;, do canal público France 3.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Além do enxame de jornalistas que foi ao aeroporto militar registrar a volta de Hervé e Stéphane, o presidente Nicolas Sarkozy e sua mulher também quiseram marcar presença. Mas nenhuma câmera mostrou o casal presidencial, que cumprimentou os ex-reféns num local reservado dentro do aeroporto. Seria ridículo o presidente querer roubar a festa que os empregados de France Télévisions (11 mil pessoas), os amigos e a família organizaram para os ex-reféns. Para não ser acusado de querer faturar politicamente a libertação, o Eliseu não permitiu que fossem feitas imagens do presidente cumprimentando Hervé e Stéphane.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;“A França não paga resgate”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sobretudo depois do mal-estar inicial, quando o governo deu um passo em falso. A detenção dos dois jornalistas (o repórter e o &lt;i&gt;cameraman&lt;/i&gt;), assim como de seus acompanhantes afegãos, foi recebida em Paris com críticas do secretário-geral do Eliseu à “imprudência” de se mandar repórteres para zonas de alto risco. Um general chegou a calcular a soma de 10 milhões de dólares para uma possível libertação dos reféns.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Esse debate sórdido foi criticado pelos analistas e retificado &lt;i&gt;a posteriori&lt;/i&gt; pelo silêncio e discrição das autoridades. O ministro das Relações Exteriores passou a dar sistematicamente garantias de que a França estava mobilizando seus serviços diplomáticos e o serviço secreto para conseguir a libertação dos reféns. Depois de muitos momentos de incerteza na negociação com os diversos grupos talibãs e muita negociação &lt;i&gt;top secret&lt;/i&gt;, finalmente o governo afegão do presidente Karzai, a França e os talibãs encontraram o acordo que satisfez a todos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mais magros mas sem esconder a euforia causada pela recuperação da liberdade, os dois ex-reféns detalharam as condições de detenção duras, mas garantiram que em nenhum momento sofreram violência física. Um leitor de um jornal online francês observou que, contrariamente ao que os franceses fizeram na guerra da Argélia, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha fazem no Iraque e no Afeganistão, os reféns franceses não foram torturados nem sofreram qualquer tipo de violência física enquanto estiveram presos nas mãos dos talibãs.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;O problema é o preço pago. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sabe-se que os talibãs exigiam (e obtiveram) a libertação de dois importantes chefes de guerra. Quanto à soma paga (todos sabem que há sempre uma exigência em dinheiro), é um assunto tabu. O ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé, garante que “a França não paga resgate”. O jornalista Laurent Joffrin, ex-diretor de redação do &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt; e atual diretor do&lt;i&gt;Nouvel Observateur&lt;/i&gt;,defende o silêncio das autoridades. Falar de quantias pagas por reféns libertados seria, segundo ele, alimentar e inflacionar um mercado de sequestros no mundo inteiro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;Atualmente, há seis reféns franceses em países africanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;Congresso das vítimas do terrorismo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;O anúncio da libertação não poderia ser mais oportuno. Foi feito pelo presidente Sarkozy em telefonema à família e aos organizadores do comitê de apoio à libertação dos dois jornalistas, reunidos com centenas de pessoas diante da prefeitura de Paris para marcar os 18 meses do sequestro com enormes faixas com fotos de Hervé e Stéphane. Em vez de se despedirem marcando nova data para continuar a mobilização, todos comemoraram ali mesmo a volta dos dois jornalistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;O “problema dos reféns de terroristas no mundo” será o centro dos debates do VII Congresso Internacional das Vítimas do Terrorismo, de 15 a 17 de setembro deste ano em Paris. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Na ocasião, diversos ex-reféns falarão de suas experiências.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;*** Leneide Duarte-Plon é jornalista baseada em Paris&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;" lang="EN-US"&gt;Deus deveria agradecer a Bach pois Bach é a prova da existência de Deus. (Cioran)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.85pt; margin-left: 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-568097893288190580?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/568097893288190580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=568097893288190580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/568097893288190580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/568097893288190580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2011/07/normal-0-21-false-false-false-fr-x-none.html' title=''/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-7758075909584954844</id><published>2011-06-13T03:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T05:45:41.765-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:lsdexception&gt; &lt;/w:lsdexception&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tableau Normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin; 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Sartre era um gigante. Claude Lanzmann… &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;Ambos viveram com Simone de Beauvoir. Sartre foi para Beauvoir o que os dois filósofos definiram como « amour nécessaire ». Lanzmann foi um « amour contingent », amores passageiros, paralelos ao « necessário », que tanto Beauvoir quanto Sartre teorizaram e praticaram durante toda a vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;Entrevistei Lanzmann para a Folha de São Paulo este ano. Ele vai participar da Flip e diz em sua biografia (&lt;b style=""&gt;Lebre da Patagônia&lt;/b&gt;, publicado no Brasil pela Companhia das Letras) que considera Sartre « le plus grand écrivain français ». Ele conta que quando foram a Israel, Sartre lhe disse que não queria nenhum encontro com « gente de uniforme ». &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"   lang="EN-US"&gt;« Nem mesmo do sexo feminino », recomendou o filósofo a Lanzmann, « propagandista quase oficial do Exército israelense », como ele mesmo se define (p. 313 da edição francesa) no seu livro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;Entre 1970 e 1974, Sartre deu entrevistas a John Gerassi. O livro&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acaba de sair e se chama &lt;b style=""&gt;Les entretiens de Sartre avec John Gerassi&lt;/b&gt; (Edições Grasset). De Claude Lanzmann, Sartre diz no livro : « Ele é um bom burguês que faz a apologia de Israel sem ver o que se passa com os pobres palestinos, expulsos de suas casas, sem indenização, seus filhos expulsos das escolas por estrangeiros armados até os dentes. Lanzmann vê os israelenses como vítimas do Holocausto. E para ele quem quer que critique a política israelense é antissemita ». &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;color:black;"   &gt;Até hoje Lanzmann faz parte do grupo de intelectuais judeus franceses que perseguem todos os que, como Eyal Sivan, ousam denunciar a colonização e o apartheid imposto aos árabes israelenses.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Sivan é um cineasta judeu israelense, que morou na França e recebeu o prêmio de Roma, do Ministério da Cultura, em 1990. Foi professor na Sorbonne e fez &lt;b style=""&gt;Route 181,&lt;/b&gt; com o cineasta palestino Michel Khleifi, um documentário sobre Israel-Palestina. Entrevistei Sivan para o &lt;i style=""&gt;Jornal do Brasil&lt;/i&gt; quando seu filme foi lançado na França.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;color:black;"   &gt;Sivan é um antissionista militante que denuncia a utilização política da memória do genocídio judaico durante a Segunda Guerra e prega a desobediência civil. Ele é um dos participantes da campanha de boicote a produtos israelenses vindos das colônias, chamada &lt;b style=""&gt;Boycott, désinvestissement et sanctions&lt;/b&gt;, que tem o apoio do bispo Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz, do embaixador Stéphane Hessel, autor do livro « Indignez-vous », dos escritores Tarik Ali, Eduardo Galeano, Arundhati Roy, dos cineastas Jean-Luc Godard e Ken Loach, entre muitos outros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;color:black;"   &gt;Por suas posições antissionistas &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Eyal Sivan sofreu ameaças de morte em Paris e deixou a França. Ele é colaborador assíduo da revista &lt;b style=""&gt;De l’autre côté&lt;/b&gt;, editada pela &lt;b style=""&gt;Union Juive Française pour la Paix.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:180%;"  &gt;Un bateau français pour GAZA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;color:black;"   &gt;Dia 18 de junho um barco francês se juntará a outros na direção de Gaza. &lt;b style=""&gt;Un bateau français pour Gaza&lt;/b&gt; (&lt;a href="http://www.unbateaupourgaza.fr/"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;www.unbateaupourgaza.fr&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;) é uma iniciativa de 60 associações, sindicatos e partidos políticos, com o apoio de alguns políticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Na França, a defesa da criação do Estado Palestino é uma causa que reúne inúmeras associações, entre elas a &lt;b style=""&gt;Union Juive Française pour la Paix&lt;/b&gt; que milita por uma paz justa no Oriente Médio « sem ocupação, nem colônias, nem estradas de contorno, nem muros, nem barreiras militares (check points) nem mil e uma humilhações impostas aos palestinos e a quem quer visitar a Cisjordância e Gaza. Somente com uma paz justa poderemos romper a espiral da violência e do terror do terrorismo de Estado israelense ou do terrorismo dos grupos armados palestinos. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  lang="EN-US" &gt;O direito internacional e as resoluções da ONU devem se impor. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;A paz não é o apartheid à israelense. Saber viver é saber viver juntos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;" &gt;Democracia relativa - Estado étnico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;O respeitado historiador israelense Ilan Pappé, professor de História e Diretor do Centro Europeu para Estudos Palestinos da Universidade de Exeter e autor de livros formidáveis, entre eles « Le nettoyage ethnique de la Palestine » (A limpeza étnica da Palestina) escreveu sobre a revolução egípcia no artigo &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Revolução no Egito é ruim para Israel : &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt;Israel é um lugar onde todos os generais que ordenaram o massacre de manifestantes palestinos e judeus contra a ocupação agora concorrem ao mais alto cargo, o de chefe do estado-maior das forças armadas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Um deles é Yair Naveh, que deu ordens, em 2008, para matar palestinos suspeitos até mesmo quando eles podiam ser presos de maneira pacífica. Ele não vai para a cadeia, mas a jovem Anat Kamm, que tornou públicas essas ordens, enfrenta agora nove anos de prisão por revelá-las ao diário israelense Haaretz. Nenhum general ou político israelense passará um único dia na prisão por requisitar tropas para disparar contra manifestantes desarmados, civis inocentes, mulheres, velhos e crianças. A luz que irradia do Egito e da Tunísia é tão intensa que também ilumina os espaços mais escuros da "única democracia do Oriente Médio" [como Israel se autodenomina].&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;(…)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;De um jeito ou de outro, o grito da Praça Tahrir é um aviso de que as falsas mitologias da "única democracia do Oriente Médio", do fundamentalismo cristão hardcore (muito mais sinistro e corrupto do que a Fraternidade Muçulmana), do lucro da cínica corporação das indústrias militares, do neo-conservadorismo e do lobby brutal não vão garantir a sustentabilidade da relação especial entre Israel e Estados Unidos para sempre ».&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Tomara que ele tenha razão…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Outro historiador israelense, Schlomo Sand, professor de História na Universidade de Tel-Aviv escreveu uma carta aberta ao Ministro das Relações Exteriores Francês, Alain Juppé, publicada no jornal &lt;b style=""&gt;L’Humanité, &lt;/b&gt;o único jornal francês que cobre de forma equilibrada o conflito Israel-Palestina. O título já diz muito ; « Israel não pode ser reduzido a um Estado Judaico ». Na carta, o historiador diz : « Nenhum dirigente palestino responsável poderá reconhecer Israel como Estado judaico e hipotecar dessa forma os direitos fundamentais dos israelenses árabes (20% da população de Israel). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Em outro trecho de sua carta, Schlomo Sand escreve : « Imaginemos que Nicolas Sarkozy exija da comunidade internacional o reconhecimento da França como Estado gaulês-católico, isto é, etnorreligioso e não mais como a República francesa, a que reúne todos os franceses e francesas. Estou seguro de que a maior parte das pessoas compreenderia o objetivo do presidente e reprovaria, sem que seja necessário dizer mais nada ». &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Segundo Sand, um Estado sob medida para uma comunidade étnica aliena uma grande parte de seus cidadãos. Ele termina a carta dizendo : « O futuro de Israel dependerá da criação de um Estado Palestino e o reconhecimento de Israel como Estado de todos os seus cidadãos constitui uma garantia para sua segurança e perenidade ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table class="MsoNormalTable" style="width: 107.8%;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="107%"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="width: 100%; padding: 0cm;" width="100%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;" &gt;Drummond, Quintana, Torres: um clube s&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;eleto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Antonio Torres entrou para o seleto clube do qual fizeram parte Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, dois grandes poetas nunca eleitos para a Academia Brasileira de Letras. Quintana, porque foi preterido, perdendo para nulidades. Drummond por nunca ter querido apresentar a candidatura. Uma Academia capaz de eleger o general Aurélio de Lyra Tavares (membro da junta militar que governou por alguns meses antes da posse de Médici), « poeta » que se assinava Adelita, e José Sarney não era digno de recebê-lo, deveria cogitar Drummond com seus botões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Otto Lara Resende, grande escritor e acessoriamente jornalista, querido amigo, foi eleito para a cadeira número 40 da Academia, em 1980. Ao morrer em 1992, a cadeira número 40 foi ocupada pelo novo eleito, o « jornalista » Roberto Marinho. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;Um amigo disse com propriedade: « O Otto é o único escritor eleito duas vezes para a Academia. A primeira vez por sua obra. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;A segunda, pelos discursos que escreveu para o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;« jornalista » Roberto Marinho”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;O « escritor » Roberto Marinho publicou em vida um livro, a coletânea de discursos (escritos pelo seu ghost-writer, conhecido pelo nome de Otto Lara Resende). Não conheço a obra póstuma deste « jornalista ». Vai ver que é fabulosa.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Leio os artigos de intelectuais sobre a morte de Jorge Semprun, grande intelectual, resistente ao nazi-fascismo, espanhol que fixou residência na França depois de voltar do campo de concentração de Buchenwald. Um grande humanista, como salientaram todos. Um grande escritor também, além de roteirista de cinema, tendo trabalhado com Costa-Gavras no roteiro de grandes filmes deste cineasta. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Nunca foi eleito para a Academia Francesa, antro de reacionários, por « seu passado comunista ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;Preciso acrescentar algo mais ???&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table class="MsoNormalTable" style="width: 441.7pt;" border="0" cellpadding="0" width="589"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style=""&gt;      &lt;td style="width: 363.45pt; padding: 0.75pt;" width="485"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 12pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  lang="EN-US" &gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;PERFIL ***&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;O &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;leitor   &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Maurice Nadeau, um século de vanguarda literária&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;RESUMO &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Editor, crítico e historiador da literatura, Maurice Nadeau,   ainda ativo aos 100, revelou talentos que vão de Henry Miller a Michel   Houellebecq. Pioneiro ao publicar o marquês de Sade em 1947, disputou com   Pauvert o título de editor moderno do pornógrafo e tornou-se desafeto de   André Breton, líder dos surrealistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;LENEIDE DUARTE-PLON&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;NO APARTAMENTO&lt;/b&gt; do Quartier Latin em que vive desde a década de 40,   Maurice Nadeau tem por companhia solitária o gato preto Grisbi. O espaço,   grande e claro, é pequeno para os livros, que se esparramam por todos os   cômodos. Nas estantes, distingue-se praticamente tudo o que foi publicado na   Bibliothèque de La Pléiade, coleção do cânone francês editada desde os anos   30. A profusão de volumes é a fatura de cem anos de vida deste jornalista,   escritor, crítico e editor, completados no último dia 21.&lt;br /&gt; Para marcar a data, o mundo intelectual parisiense programou um sem-fim de   homenagens àquele que apresentou aos franceses Henry Miller, Malcolm Lowry,   Roland Barthes, Samuel Beckett, Georges Bataille, Georges Perec, Jack   Kerouac, Raymond Queneau, Claudio Magris e Michel Houellebecq.&lt;br /&gt; Comecemos pelo fim da lista de serviços prestados à literatura.   "Houellebecq é um artesão de talento, preocupado em aparecer e ser   conhecido", diz Nadeau, que apostou, em 1994, no jovem desconhecido.   Houellebecq havia recebido negativas de várias editoras e lhe fez a corte   durante meses, até convencê-lo a publicar seu primeiro romance, &lt;b&gt;"Extensão   do Domínio da Luta" [Sulina, trad. Juremir Machado da Silva, 142 págs.,   esgotado]&lt;/b&gt;. "Ele sabe contar histórias num estilo sem enfeites,   sóbrio, que, no fundo, não me desagrada", comenta.&lt;br /&gt; Apesar de o livro mais recente de Houellebecq, "O Mapa e o   Território" (a ser lançado no Brasil em junho, pela Record), ter   recebido em 2010 o Goncourt, o mais cobiçado dos prêmios literários   franceses, a obra não convence seu primeiro editor: "Não vejo no livro a   verdade de uma vida interior da qual nos falava Walter Benjamin. Há temas   interessantes, engraçados, mas um pouco fáceis, que cedem à moda de ser   contra tudo". A franqueza de Nadeau é proverbial.&lt;br /&gt; "Maurice é um leitor. Sua vida, feita de austeridade, concentração e   modéstia, é a vida de um leitor. A leitura é quase um vício para ele, que   partilhou conosco a maior parte das descobertas na literatura do século 20,   publicando, analisando e dissecando textos do mundo inteiro. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  lang="EN-US" &gt;Ele não quer saber da origem nem da história pessoal   do escritor. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;O que lhe interessa é o texto", diz a   escritora e jornalista Laure Adler, que lançou "Le Chemin de la   Vie" (o caminho da vida), livro de entrevistas com Nadeau.&lt;br /&gt; No rol de eventos dedicados a ele, houve espaço para dois documentários:   "Maurice Nadeau, Révolution et Littérature", de Gilles Nadeau e   Alain Poulanges, e "Maurice Nadeau, Le Chemin de la Vie", de Ruth   Zylberman.&lt;br /&gt; Realizado por seu filho Gilles, o primeiro trata do engajamento do   intelectual na Resistência ao nazismo, numa célula trotskista, além de se   debruçar sobre sua passagem pelo jornal "Combat" como crítico   literário. O segundo é um retrato do incansável caça-talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;UÍSQUE NA REDAÇÃO&lt;/b&gt; A idade provecta não parece pesar sobre o corpo alto   e vigoroso de Nadeau. Ele continua a caminhar empertigado e faz passeios   semanais no jardim de Luxemburgo, a dois passos de seu apartamento.&lt;br /&gt; Durante a manhã, lê os manuscritos que lhe enviam. À tarde, num andar com   vista para o museu Georges Pompidou, trabalha na revista "La Quinzaine   Littéraire", que fundou em 1966, e em sua editora. A reunião de pauta   acontece às quartas, às 18h, embalada a goles de uísque ""os mais   sisudos optam por água mineral Perrier e suco de laranja.&lt;br /&gt; Na "Quinzaine Littéraire", escreve, sem remuneração, a fina flor da   intelectualidade francesa. A revista, sem publicidade, vive da fidelidade de   seus assinantes. Os colaboradores estrelados sabem que são eles que acumulam   prestígio ao deitar críticas nas páginas da "Quinzaine", e não o   contrário. As estatísticas hiperbólicas construídas ao longo da carreira (40   mil artigos publicados na "Quinzaine", 500 livros editados, 66 anos   de edição) não arrefecem o ânimo de Nadeau, que ignora planos de   aposentadoria.&lt;br /&gt; "Poderia ter parado há 40 anos, mas sei que já estaria morto", diz.   A descoberta mais recente é Yann Garvoz, jovem canadense que qualifica como   "Sade moderno".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;SADE&lt;/b&gt; Aliás, de Sade Maurice Nadeau entende. Foi ele que, em 1947,   retirou o "divino marquês", como o chamam os franceses, do Inferno,   a protegidíssima seção de livros eróticos e pornográficos da Biblioteca   Nacional.&lt;br /&gt; Durante meses, o editor foi lá copiar textos de Sade, até ter a obra pronta   para publicação. "Quando publiquei a antologia de textos filosóficos de   Sade, ela foi retirada das livrarias na França. Depois disso, Sade se tornou   um autor lido e conhecido", gaba-se Nadeau.&lt;br /&gt; A amizade ""logo degenerada em rivalidade"" com o editor   Jean-Jacques Pauvert veio justamente do interesse de ambos pelo escritor,   então proscrito.&lt;br /&gt; Salomônica, a cronologia que consta da edição Pléiade das obras completas de   Sade menciona, no mesmo ano (1947), a publicação de uma antologia por Nadeau   e o início da edição das obras completas por Pauvert.&lt;br /&gt; Além disso, os antagonistas figuram entre os especialistas consultados para a   realização do trabalho da Pléiade.&lt;br /&gt; Numa entrevista ao jornal "Le Monde" em 2006, ao ser questionado   sobre inimigos, Nadeau respondeu: "Tenho um, Jean-Jacques Pauvert. Mas   não sei mais por quê, e ele provavelmente também não".&lt;br /&gt; Outro amigo que virou desafeto foi o poeta André Breton, autor dos   "Manifestos do Surrealismo".&lt;br /&gt; Conhecido por seu narcisismo e descontente com a "História do   Surrealismo" publicada em 1945 por Maurice Nadeau ""que   provavelmente não a escreveu tão bem como ele próprio teria   feito"", Breton não esconde seu prazer em demolir Nadeau no artigo   "Flagrant Délit" (flagrante delito), de 1949. Nele, o teórico   espezinha um erro do então crítico de "Combat", que pensara ter   descoberto um poema original de Rimbaud. Quem conta o episódio é Pauvert, em   suas memórias. Nadeau anunciava com "falsa modéstia" a novidade: o   manuscrito da obra perdida mais célebre de Rimbaud, "La Chasse   Spirituelle" [a caça espiritual], teria sido encontrado. &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  lang="EN-US" &gt;Estava com Pascal Pia, diretor de   "Combat". A notícia gerou comoção no meio intelectual francês.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Havia,   porém, quem questionasse a autenticidade. O erro de avaliação de Nadeau é   chamado por Pauvert de "impostura". E Breton, ao denunciar o   pastiche, identificado posteriormente como obra de dois jovens comediógrafos,   vingava-se do antigo companheiro trotskista e de sua versão da história do   surrealismo.&lt;br /&gt; Vinte e cinco anos depois, ao tomar conhecimento da intenção de Pauvert de   reeditar o artigo demolidor de Breton, Nadeau teria suplicado a ele que   abortasse o projeto. "É preciso levar em conta a inacreditável   ingenuidade de Maurice Nadeau [...] Como pôde pensar que eu censuraria Breton   em favor dele?", alfineta Pauvert.&lt;br /&gt; "Apesar de não ter mudado nem sequer uma linha, Breton autografou para   mim uma reedição dos &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Manifestos do   Surrealismo', enfatizando sua viva estima, que em outros tempos foi   amizade'", contemporiza Nadeau.&lt;br /&gt; Sem querer, do meio de seu anedotário Nadeau pinça um episódio que corrobora   a imagem inocente colada nele por Pauvert. Conta o editor que, certa vez,   dois homens entraram em sua casa, num intervalo de minutos.&lt;br /&gt; Um se apresentou como funcionário da prefeitura de Paris; outro, como   policial à caça de um bandido. Por obra de uma mise-en-scène exemplar, os   golpistas conseguiram levar dinheiro e pertences do dono do imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;PREJUÍZO&lt;/b&gt; Convidado em 1953 por René Julliard, Maurice Nadeau se   integrou às Editions Julliard, onde passa a dirigir a revista "Les   Lettres Nouvelles" (novas letras), além de uma coleção literária.   Depois, vieram as editoras Denoël, Laffont e, por fim, as edições Le Sycomore/Maurice   Nadeau.&lt;br /&gt; Seja como assalariado de casas de prestígio, seja à frente de sua própria   empresa, Nadeau tem por norma só publicar autores que lhe agradem. A tradução   financeira desse rigor era prejuízo para os patrões.&lt;br /&gt; "Julliard sabia que perdia dinheiro com meus autores, mas que a editora   ganhava uma aura intelectual", diz. "Meus patrões editores sempre   perdiam dinheiro. Acabavam me mandando embora depois de algum tempo."   Como escritor, Nadeau também teria do que se orgulhar: seu "Gustave   Flaubert Écrivain" ganhou o prêmio da crítica literária em 1969;   anterior, "História do Surrealismo" (1945) é referência na matéria,   apesar das críticas de Breton. "Ele é um escritor completo, como os   melhores que edita", escreveu o italiano Claudio Magris, no número   especial da "Quinzaine" dedicado ao centenário de seu fundador.&lt;br /&gt; Longe das letras, o jornalista viveu a experiência da clandestinidade na   Resistência e escapou por pouco de ser preso pela Gestapo. As convicções   trotskistas não se esvaíram com o fim da guerra. Ele segue votando na   esquerda e se entusiasmou com as recentes revoltas no mundo árabe:   "Teocracia e democracia é uma rima impossível. O mais interessante nas   revoluções tunisiana e egípcia é que tudo veio do povo, da base. Não foi algo   dirigido nem mesmo pelos intelectuais".&lt;br /&gt; Na língua de Maurice Nadeau, maturidade e idealismo dão um jeito de rimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;i&gt;O jornalista escapou por pouco de ser preso pela Gestapo. As convicções   trotskistas não se esvaíram com o fim da guerra&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Durante a manhã, lê os manuscritos que lhe enviam. À tarde, trabalha na   "Quinzaine Littéraire", fundada por ele em 1966&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Em 2006, ao ser questionado sobre inimigos, Nadeau disse: "Tenho um,   Jean-Jacques Pauvert. Mas não sei mais por quê"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;*** Publicado na Ilustríssima da   Folha de São Paulo em 12 de Junho de 2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 2.85pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table class="MsoNormalTable" style="width: 450pt;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="600"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="width: 75pt; padding: 0cm;" width="100"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.85pt 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4939427202355781453-7758075909584954844?l=bilhetesdeparis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/feeds/7758075909584954844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4939427202355781453&amp;postID=7758075909584954844' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/7758075909584954844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4939427202355781453/posts/default/7758075909584954844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bilhetesdeparis.blogspot.com/2011/06/normal-0-21-false-false-false-fr-x-none.html' title=''/><author><name>Leneide Duarte-Plon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12031378480533027132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_-e72s8u9niw/R6yfpXYdkPI/AAAAAAAAATo/xopldxyysc8/S220/Leneide+III.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4939427202355781453.post-820733087552273319</id><published>2011-06-10T08:36:00.001-07:00</published><updated>2011-06-10T08:36:33.314-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if !mso]&gt; 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